quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Luto


Vida e Morte. Luto. Temas muito falados. Mas falamos pouco sobre eles quando se deve realmente falar, conversar!

O vídeo aborda a DSM-V (um Manual de Diagnóstico de Perturbações Mentais) e as suas versões anteriores, sublinhando o facto de ter estado em constante e rápida evolução. E digo-vos uma coisa... se o lerem (na totalidade ou parte dele), vão achar que têm todas as perturbações e mais algumas. E isto porquê?

Tudo aquilo que «foge à regra» está a ser catalogado como perturbação... e não digo que não o seja, até porque não sou formada na área e não sou ninguém para dizer o que é correcto ou errado. Não se assustem! De louco todos temos um pouco, mas atenção que há determinados critérios de inclusão e exclusão para ser diagnosticada a perturbação pelos devidos profissionais, com competências para tal.

O que retirei do vídeo foi que parece que há uma necessidade de consciencializar as pessoas que todos nós temos fases boas e más e é preciso vivê-las na totalidade, para superá-las e dá-las como (ultra)passadas. Precisamos de viver, sentir, chorar se e quando for preciso, porque se não o fizermos, é como se, de certa forma, estivéssemos a adiar/negar o acontecimento.

Com uma pitada de brincadeira no início para cativar a plateia, a senhora, que é Psicóloga, revela-nos então um pedaço do seu mundo. A determinada altura do vídeo, quando afirma que «O luto não é doença» e logo de seguida diz que está numa categoria para estudos futuros, deixou-me intrigada. Afinal o luto é algo natural. Significa que amámos quem perdemos. É um processo natural pelo qual todos nós já passámos ou vamos passar inevitável e infelizmente. Aquilo que pode ser patológico é talvez aquilo que o luto poderá desencadear um dia mais tarde, se o assunto não for bem resolvido, digamos assim.

E, um dia mais tarde, até pode vir a ser considerado patológico, mas, por enquanto, na minha mente, o luto, apesar de ser doloroso e uma fase muito difícil, continua a ser «normal», simplesmente por ser uma prova de que sentimos, que amamos, que queremos bem aos nossos e tememos que o mal aconteça. 

11 comentários:

  1. Conheço o DSM, tive de ler partes dele neste semestre porque está ligado à minha área, aquilo tem mesmo tudo e alguma coisa, perturbações que nem imaginava que fossem consideradas isso.

    Em relação ao luto concordo totalmente contigo, é normal e deve ser feito, cada pessoa faz o seu à sua maneira. Não se deve adiar, pois pode ser pior depois.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. No código do trabalho:

    Faltas por motivo de falecimento de parentes ou afins
    1 – Nos termos da alínea b) do n.º 2 do artigo 225.º, o trabalhador pode faltar justificadamente:

    a) Cinco dias consecutivos por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim no 1.º grau na linha recta;

    b) Dois dias consecutivos por falecimento de outro parente ou afim na linha recta ou em 2.º grau da linha colateral.

    Sei de pessoas que tiveram de colocar baixa para poderem fazer o luto como deve ser, por isso sim... Essa previsão parece-me correcta.

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  4. Gostei do vídeo, acho que nunca tinha assistido a um vídeo à cerca de como é o luto.

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    1. Também gostei. A senhora sabe cativar o público para aquilo que pretende transmitir. :)

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  5. Partilho da tua opinião, para mim o luto também é algo natural. É nossa forma de lidar com a perda de alguém que nos é tanto.
    «(...) todos nós temos fases boas e más e é preciso vivê-las na totalidade, para superá-las e dá-las como (ultra)passadas». Isto é mesmo fundamental!

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  6. Perdi o meu pai muito nova, não me lembro de nada. Mas posso dizer que não sei lidar com o luto, até me custa só de imaginar. Tenho de aprofundar mais esse tema. Gostei da tua publicação. Obrigada.

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    1. Lamento imenso, Diana! É realmente algo muito difícil!
      Obrigada pelo teu comentário! Tudo de bom :)

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  7. r: Muito obrigada, minha querida *.*
    É um livro que revolta nesse sentido, porque percebemos que não é uma realidade assim tão distante. O que acontece é que, muitas vezes, apenas está camuflada. No entanto, as descrições não chocam, apesar de serem descritas com bastante realismo.

    Beijinhos*

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  8. Eu prefiro nem ler essas coisas senão ia achar que tinha tudo e mais alguma coisa.
    Mas quanto ao luto Concordo contigo, e algo que todos nós passamos quando perdemos quem amamos.

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    1. Pois, exacto, acho que é algo normal. A menos que haja uma componente que mais tarde possa originar patologia, mas o que penso é que o luto em si, nada tem de patológico.

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Obrigada pela tua visita :)