The Ginger Bookworm







 


Vou estando sempre mais pelo Instagram do que por aqui, mas continuo a ler-vos, de tempos em tempos, por estes lados também!



 


O amor pelos livros está na tinta de cada letra impressa e no papel de cada folha escrita, no aroma que se espalha no ar quando os folheamos e no restolhar ao virar uma página. Todos nós habitamos as páginas dos livros de alguma forma particular. A leitura faz-se de amor, constância, reflexão e empatia.


O mundo das letras sempre me despertou um fascínio diferente, intenso, apaixonante. Sempre gostei de ler e de escrever, mas recordo que mais cedo surgiu o vício da escrita. Depois, lá pelos 11/12 anos, a leitura passou de passatempo a vício também. E acreditem que aqui é preciso sorte. É fundamental que os primeiros contactos com a leitura sejam prazerosos, agradáveis, estimulantes e desafiantes para que o interesse e desejo se mantenham e desenvolvam futuramente.


Desde a invenção do livro na antiguidade ao mais recente crescimento do mercado literário (quer se reflicta em novos autores e editoras, quer num aumento do número de vendas), aconteceu a História do Livro, como objecto propriamente dito, esse artefacto fascinante que inventámos para que as palavras pudessem viajar no tempo e no espaço, atravessando gerações.


Gosto sempre de saber mais e discutir sobre a sua origem, a sua evolução e as suas inúmeras formas ao longo de mais de 30 séculos (livros de fumo, de pedra, de argila, de papiro, de seda, de pele, de árvore, de plástico e, agora, de ecrãs) e ainda sobre as invenções do papel, das letras, dos alfabetos, das imprensas, dos livros, das livrarias, do negócio do livro.


Assim, decidi começar uma fornada de publicações desta forma, pela partilha daquilo que nos é comum e nos une - a paixão pelos livros e o prazer da leitura.


*CapĂ­tulo 4 (Ăşltimo) do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ă­ntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂ­tulo por semana.



 

Nota ( 1 ): Referência a dois versos da letra da música «Somos Livres», de Ermelinda Duarte

*CapĂ­tulo 3 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ă­ntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂ­tulo por semana.

 Nota ( 1 ): Referência a dois versos da letra da música «Somos Livres», de Ermelinda Duarte

*CapĂ­tulo 2 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ă­ntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂ­tulo por semana.


*CapĂ­tulo 1 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ă­ntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂ­tulo por semana.

Home. 2021.


Os livros que lemos podem ser abismais, quer no bom quer no mau sentido. Já li livros em que mergulhei completamente na narrativa e quase me senti parte do enredo. Contudo, li também outros, de outra natureza, cujo tema me desinteressou por completo, tornando a leitura um martírio. Quando assim é (cada vez mais raro, pois estou muito selectiva com o que escolho para ler), desisto desse livro. A leitura, para mim, tem de ser prazerosa, instrutiva ou lenitiva. Se for tudo isso ao mesmo tempo, maravilhoso, jackpot!

Não se censurem por aquilo que lêem. Não censurem os outros por aquilo que escolhem para ler. Houve alguém que escreveu, em tempos, que quem diz que não gosta de ler é porque ainda não encontrou o livro certo. E é talvez um pouco isto, não é?

Que benefĂ­cios retirarĂ­amos nĂłs da leitura se esta nĂŁo nos deleitasse?

É certo que, por vezes, para obtenção de conhecimento é necessário um certo tipo de literatura, e talvez demasiadas por mera obrigação. Mas penso que não seria completamente eficaz a longo prazo. Pois se não nos apaixona... temo que em nada nos acrescentaria.


Lembras-me a tua irmĂŁ... a minha avĂł!
És tão grande nesse teu corpo pequeno, a fingir que és a mulher mais forte do mundo. A dizer à terra que estás bem e que não precisas de nada, quando estás mal e precisas de tudo! A perguntar aos teus se precisam de (mais) alguma coisa, como se te ter a ti já não bastasse. Como se não nos chegasse ter alguém como tu no nosso coração! Só precisamos que sejas feliz!
Mesmo quando já nĂŁo te lembras de mim, eu faço questĂŁo de te dar um beijinho nesse rosto cheio de tempo, histĂłrias e memĂłrias e dizer-te outra e outra vez quem sou. E tu dizes «Ai, mas que crescida e que bonita que estás!». E eu sei que, apesar de o dizeres, a tua cabeça nĂŁo te deixa recordar esta criança que te escreve.
Eu recordo-me de ti assim como recordo a minha avó! Duas irmãs da terra do mar, com almas de ouro, em corpos pequenos, magros e frágeis, berços de duas grandes mulheres, que o tempo tem pressa de me roubar!



Ă© qualquer coisa que dĂłi.

nĂŁo sei o que Ă© nem o porquĂŞ,

mas sei que me mata todos os dias.

ontem morri.

hoje morro.

amanhĂŁ hei-de voltar a morrer.



havia lágrimas dentro de mim

que eu nĂŁo conseguia chorar.

as minhas lágrimas

sorriem durante o dia e

choram durante a noite.


o meu sorriso chora.


o meu sorriso chora 

quando tenho saudade

e nĂŁo posso chorar.


o meu sorriso ama

as pessoas e Ă© eterno.

É nos momentos difíceis que se perde, mas também é nos momentos difíceis que se ganha.



Há vários tipos de pessoas - aquelas que não merecem as lágrimas que derramo e aquelas a quem devo a minha felicidade, a minha vida.
Sentei-me numas escadas de jardim, ouvi e senti as gotas grossa e pesadas da chuva no meu rosto. Era Inverno! Chovia. E eu estava sentada a fazer nada. Sozinha. A fazer nada. Admirava os pingos da chuva como uma criança admira as mil luzinhas da árvore de Natal - radiante com a sua beleza, com a autenticidade desses pontinhos que caíam sobre a minha cabeça pesada, sobre o meu cabelo castanho, encaracolado e progressivamente mais molhado, sem me questionar onde nascera tal fonte que, suspensa por cima do meu corpo, se matava aos poucos, sem fim, sem tempo.
Os meus olhos choviam também. Pérolas gastas pelo tempo, tornavam-se cinzentas de monotonia. A luz efémera da minha alma consumia-se a um passo superior à velocidade que eu outrora lhe permitira.
A minha força de vontade, o meu alento, que haviam estado em baixo, foram levantados por um dos mais preciosos anjinhos da guarda. (Infelizmente) Voltaram a cair, mas desta vez, desta derradeira vez, bateu mesmo no fundo e já não há nada que alguém possa fazer. Chovia.
Fiz coisas que nĂŁo se devem fazer. Tentei acabar com tudo. Tentei que tudo acabasse ali, naquele momento em que se decide o que fazer com a vida/morte.
E as lágrimas que não consegui derramar afogaram-me em mágoas desconhecidas.
As lágrimas que não consegui derramar, mataram aqueles que não as mereciam.

Amanhece devagar.

O sol beija as colinas e cobre-as de um orvalho diamantino.

Ouvem-se as rolas a cantar o segredo da manhĂŁ.

A vida muda num instante e quando damos por isso estamos a ser os adultos que nĂŁo querĂ­amos ser. Cada um de nĂłs define a sua liberdade consoante as suas posses e os seus gostos.

.

Entre o início e o fim não está o meio. Estão coisas, muitas coisas... está muito mais do que um simples meio. A vida, por exemplo... ela começa e acaba, mas entretanto a vida vai acontecendo feita de meios.

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Foi uma dor tão grande que quis deixar de sentir, deixar de amar para não doer. Quis fugir dali, das lágrimas que eu engolia e dos sorrisos forçados que fazia.

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morrer rápido, cedo e depressa.

eles esquecem-se que sou uma mulher.

nĂŁo fui feita para amar. fui feita para sorrir.

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Apaixonei-me por ti no momento em que tocaste para mim. Aí, o meu coração caiu.
Amei-te no momento em que fingiste que nĂŁo me viste.

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Perdi-te em tristes baladas nocturnas
Nas noites chuvosas de Janeiro, soturnas.

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Entre uma palavra que me cala
e outra que me enlouquece
está um suspiro derretido
que me nĂŁo deixa viver.

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Sou flor de Primavera no teu jardim
concha e bĂşzio na areia do teu mar.
Pega-me, cuida de mim,
leva-me para amar.

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És floco de neve no meu Inverno
Brisa quente nas tardes de Outubro
Derreto-te no meu coração eterno, rubro.

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Fecha os olhos. Abre o coração. Deixa Coimbra entrar. Foi Coimbra que me deu à luz, berço de minha alma.



Hoje Ă© noite de lua cheia. E eu nĂŁo a vejo. Mantos escuros escondem-na de mim e de outros curiosos, Ăşnicos e extravagantes.

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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...

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Dormir Ă© um desperdĂ­cio de tempo... passamos mais de metade da vida a fazĂŞ-lo.

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Mas o amor será sempre um mistério!

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Hoje, sinto-me uma nova pessoa. Sinto que (re)nasci. Foi Coimbra que me deu Ă  luz!

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A Ăşnica coisa impossĂ­vel de mudar nas nossas vidas Ă© se algum dia tentarmos acabar com elas! Há uma grande probabilidade de nĂŁo podermos mudar o que foi feito, pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher! 

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Houve, em tempos, um caderno. Sem nome, sem número. Talvez tivesse mesmo de ter sido assim porque acabei por queimá-lo. Entreguei-o à inexistência das coisas. Chamemos-lhe o caderno zero, aquele que existiu para ser esquecido, para se tornar inexistente, porque não foi nunca lido por ninguém a não ser pela pessoa que o escreveu - eu.

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É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!

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Que a felicidade seja a certeza mais certa em todos nĂłs!

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Ninguém é tão forte a ponto de NUNCA deixar de o ser!

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SĂł morre ou deixa morrer quem acredita na morte!

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Magoam-nos muito e torna-se amargo saber que pode voltar a acontecer. E de tão amargo que é, criamos uma cápsula de gelo à nossa volta, para servir de protecção à nossa alma!

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DevĂ­amos ensinar o mundo a gostar de ler. O mundo precisa de gostar de ler!

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Foi eterno enquanto durou.
Está na hora de entregar o Passado ao Tempo.

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E quando pensamos que é impossível amar alguém mais do que já amámos, mostram-nos que estamos errados!

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O tempo nĂŁo existe para mim.
Eu queria estar com os teus olhos, a dançar com eles no horizonte e a contar estrelas em noites quentes de Verão.
Sinto falta de alguém como tu. De alguém que me ensinava e que me conhecia melhor do que eu.

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Chi-coração Ă© um segredo sussurrado entre dois corações! Chi-coração Ă© colar dois corações!

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A maneira mais bonita de escrever é sentir o coração do mundo!

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Abraços - Que falta que às vezes fazem!
E que bons que sĂŁo!
Há dias em que precisamos mesmo de um! E quando alguém o percebe através dos nossos olhos é uma sensação inexplicável!

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O meu sorriso chora. O meu sorriso chora quando tenho saudade e nĂŁo posso chorar. O meu sorriso ama as
pessoas e Ă© eterno.

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As minhas lágrimas sorriem durante o dia e choram durante a noite.

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O mundo nunca precisou de nĂłs para existir!

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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...

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As memĂłrias das alturas reinam agora e eternamente
Pois altas estĂŁo elas e levantam-nos do Presente. 
Num Passado foram Vida, sĂŁo Hoje esculturas Mortas,
Vivem numa sombra esbatida e acordam almas absortas!

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Depois das palavras, uma lágrima e um sorriso!

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Um segredo na mão e eterna poesia no coração!

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Nunca esqueças os que fizeram de ti quem és!

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Às vezes, só é preciso um empurrão (e) de umas palavras para conseguires relembrar a chama da tua paixão que se apaga em dias de nevoeiro e que dói a acender no Inverno que há em ti!

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Sinto o tempo a fugir e não consigo pará-lo!

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Quando algo se parte, mesmo se se tentar colar os pedacinhos todos, nunca mais será a mesma coisa.

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Somos os escultores do corpo humano! ... inspiração em plena aula!

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O que foi feito de ti? 
Quando Ă© que te perdeste? 
Quando Ă© que deixaste esse teu coração abandonado por aĂ­, ao vento? 
Volta, por favor! Volta!

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As ruas são calmas... as casas é que têm monstros lá dentro!

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TĂŁo bem escrito. Tempo nĂŁo Ă© dinheiro... Tempo Ă© amor!
A saudade aperta tanto e eu nĂŁo consigo passar por cima dela!

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Às vezes, só precisamos de um motivo para escrever... Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração.

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Coimbra deu-me amores e amizades por este Portugal fora!

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O meu coração é todo Poesia!
O meu coração é metade Sophia!

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Sabes que nĂŁo vives sem uma coisa, se nĂŁo aguentas ficar sem ela durante um dia.
O meu coração também é das Letras!

CAROLIN


A ideia de juntar um lar a um infantário/escola - ouviríamos dos mais velhos lições e aprenderíamos com eles.

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Há dias em que penso que vou morrer de Saudade.

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Ah, os olhos dela que brilham em silĂŞncio, no ruĂ­do da cidade!
Ah, os seus lábios que cantam memórias com o vento!

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Queiramos ou não, continuamos feitos de carne. E o sangue nela presente, o sangue que a mantém viva, o mesmo que nos proporciona energia a partir de nutrientes e oxigénio, é um veneno que, apesar de não vivermos sem ele, nos mata lentamente.

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As pessoas, antes de serem aquilo que aparentam ser, sĂŁo aquilo que sĂŁo!

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A vida dá voltas e voltas e tu não a queres perder!

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A morte vai e vem. A morte chama-nos e nĂłs respondemos.

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Ela queria apagar memĂłrias. Mas memĂłrias nĂŁo se apagam! Deterioram mentes e moem corações. Mas nĂŁo se apagam! Tenta-se esquecer, mas a cicatriz nĂŁo desaparece, apenas vai atenuando com o tempo... É difĂ­cil reviver momentos menos bons. É difĂ­cil perdoar! 
Mas é pior se não tentar seguir em frente. Se ficar estancada no passado, nunca conseguirá recomeçar! E é necessário que ande para a frente porque para a frente é que é caminho!
Precisa de alguém (porque nem todos conseguimos reerguer-nos sozinhos) para apagar o cabelo que lhe esconde o rosto e para aquecer o que de si gelou! Sente falta de um abraço quente de uma amizade!

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Continuo a achar que a Saudade é a única coisa eterna! Nunca se desvanece do nosso coração! Nunca nos larga a alma!

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Em tudo o que vivi, dei um pouco de mim... Perdi uma parte de mim!

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Tudo na vida tem um princĂ­pio e um fim... e eu sabia que um fim estava por chegar.

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Estou presa em ti. Estás-me de volta! Consigo ouvir o silêncio outra vez... Olho para as janelas e vejo árvores verdes e vivas que dançam harmoniosamente. Consigo sentir os ponteiros do relógio a hesitar... e consigo ouvir o teclado tocado pela senhora da Biblioteca. Vejo um vazio enorme dentro de mim. Estás-me de volta. Aquela apatia e desinteresse por qualquer coisa... És tu. Eu sei, sinto-o! Odeio-te, mas não quero que saias de mim.

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A beleza da Matemática é igual à da Poesia - só a vê quem a sente!

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Os meus sonhos eram tudo o que tinha.
Mas esvaeceram-se.
Com eles, a minha alma também.
Com eles, morri!

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Já conseguiram imaginar a vossa vida sem Música?
É assustador tentar fazê-lo!

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Nós somos filhos do Pecado! Filhos do sangue venenoso que nos corre nas veias. É por isso que é tão difícil não pecar. Quando damos por nós, lá estamos a pecar novamente, a manchar o coração e a sujar a alma.

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Temos de ouvir, de escutar a bendita voz sagrada. De falar com ela, de agradecer, de orar, de acreditar. Porque ela existe e nós... Nós só nos apercebemos disso quando a desgraça e o fim do mundo nos bate à porta. Mas também é preciso saber dar graças pelo que temos e porque estamos bem, porque é aí que se vê a bondade divina... A saúde, o amor, a família (de sangue ou não)!

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Os homens são os pincéis que pintam a tela de Deus. Se és um deles, cuida dos movimentos que fazes!

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Se o vento levasse as doces memĂłrias tal como leva o pĂł, serĂ­amos todos uns tristes amargos.

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Já olharam para uma fotografia e começaram a chorar?
A fotografia guarda, de maneira tão honesta, um instante, um pedaço de momento, uma lâmina de uma vida.

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O mais difĂ­cil Ă© olhar para o espelho e ver quem quero!

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Se não houvesse música, eu já estaria morta.

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Se nĂŁo posso viver a realidade, deixem-me sonhar com as histĂłrias. 
Um dia, dirĂŁo que sou louca. Nesse dia, direi que Ă© mentira, que sou apenas mais uma sonhadora.

.

Caramba! E o que seria do mundo sem palavras?
Como seria bom se o mundo fosse poesia!




Vejo inĂşmeras fotografias da minha tia. NĂŁo sei o que pensar, nem o que dizer. Fico sem palavras ao olhar para aquele passado tĂŁo dela, mas que preenche este meu pedacinho de presente.
Naqueles dias, eu nem era sonhada na mente dela. Sei que era feliz da maneira como vivia. Consigo senti-lo pela expressĂŁo que tinha.
Tudo nela me parece perfeito: os olhos brilhantes e cheios de vida, as mãos pequenas e delicadas e o cabelo solto, natural, misterioso... Olho para ela e vejo alguém que me inspira, que me dá alento e que, acima de tudo, sorri quando me vê! Faz-me sentir segura e amada. Faz-me ser criança outra vez!
Há pessoas que deviam saber o quão importantes são para nós. Apesar de tudo o que lhes dizemos e fazemos, parece-nos sempre que é insuficiente para lhes conseguir explicar este sentimento tão forte, tão (e)terno que temos por elas. Não consigo demonstrar, de forma lógica, aquilo que sinto. Assim como não consigo descrever o que sinto quando alguém me abraça, também não consigo descrever este amor.
Amo-te como se fosses minha mĂŁe. SĂł te quero ver feliz!
Todas as tias deviam saber o quanto sĂŁo amadas, porque todas elas amam os sobrinhos como se fossem os seus filhos. Eu sei disso, tia! Tu Ă© que tomaste conta de mim. Tu Ă© que viste o meu primeiro dente de leite cair. NĂŁo foste uma ama. Foste uma mĂŁe!
Para todas as tias... um obrigada do tamanho do mundo, do fundo do coração, por serem as mulheres que nos amam incondicionalmente, sem sermos filhos delas!



Há dias em que preciso de música para me arrancar as palavras dos dedos. Outros, preciso apenas do silêncio e de mim, no meu canto, agarrada a qualquer coisa com o coração.
Sinto falta daquele tempo que tinha para me dedicar com toda a calma Ă  escrita e Ă  leitura! Desde que entrei na faculdade este tempo livre esvaeceu e eu tenho deixado tanta coisa por escrever que me sinto a morrer neste aspecto. Preciso, para alĂ©m de tempo, de algo que me faça acreditar que vale a pena continuar nisto ou se o melhor Ă© continuar a escrever para as gavetas, como tem sido nestes Ăşltimos meses. Já nĂŁo tenho coragem de publicar muita coisa que escrevo e os textos, frases e outros pequenos versos vĂŁo ficando fechados no caderno de capa negra. Preciso de ler mais para isto nĂŁo acontecer tanta vez, mas ultimamente tenho-me sentido tĂŁo esgotada, tĂŁo exausta, com o trabalho que tenho tido, que sinto que nĂŁo consigo pegar num livro e lĂŞ-lo atĂ© ao fim, a menos que esteja de fĂ©rias! E sinto-me tĂŁo, mas tĂŁo culpada. Sinto que estou a deixar abrandar esta minha paixĂŁo por falta de tempo. Por falta de vida! Estou a ser comida por dentro por um bicho qualquer que desconheço, porque já nĂŁo tenho a «garra» (nĂŁo consigo arranjar melhor palavra, desculpem) que tinha dantes, para passar um par de horas agarrada ao lápis e ao papel a escrever e reescrever. NĂŁo consigo fazĂŞ-lo sem pensar no que ainda tenho para fazer e na monstruosidade de coisas que deveria estar a estudar, em vez de estar agarrada a um bloco de notas com phones nos ouvidos.
Tenho tentado fazer exercĂ­cio para ver se toda esta ansiedade vai acalmando, mas nem na porra de uma corridinha eu deixo de pensar que estou a ficar sem tempo para fazer os meus deveres. Ainda agora começou o semestre e eu já nĂŁo consigo adormecer a pensar no dia seguinte. Contrastando, (e vĂŁo perceber que sou bem esquisitinha), quando vou a casa de fim-de-semana ou de «fĂ©rias», fico horas na cama e sĂł me levanto porque começo a ter dores nas costas. Sinto-me sem energia para sair e nem aos jantares de curso (que sĂŁo das melhores coisas da faculdade e Ă© aquilo que mais gosto) arranjo força para ir! NĂŁo me consigo explicar, porque eu gostava mesmo de ir, mas a minha disposição e nĂ­vel de energia está em baixo e sĂł me apetece hibernar.

*fictĂ­cio (2012)
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