O amor pelos livros está na tinta de cada letra impressa e no papel de cada folha escrita, no aroma que se espalha no ar quando os folheamos e no restolhar ao virar uma página. Todos nós habitamos as páginas dos livros de alguma forma particular. A leitura faz-se de amor, constância, reflexão e empatia.
O mundo das letras sempre me despertou um fascĂnio diferente, intenso, apaixonante. Sempre gostei de ler e de escrever, mas recordo que mais cedo surgiu o vĂcio da escrita. Depois, lá pelos 11/12 anos, a leitura passou de passatempo a vĂcio tambĂ©m. E acreditem que aqui Ă© preciso sorte. É fundamental que os primeiros contactos com a leitura sejam prazerosos, agradáveis, estimulantes e desafiantes para que o interesse e desejo se mantenham e desenvolvam futuramente.
Desde a invenção do livro na antiguidade ao mais recente crescimento do mercado literário (quer se reflicta em novos autores e editoras, quer num aumento do número de vendas), aconteceu a História do Livro, como objecto propriamente dito, esse artefacto fascinante que inventámos para que as palavras pudessem viajar no tempo e no espaço, atravessando gerações.
Gosto sempre de saber mais e discutir sobre a sua origem, a sua evolução e as suas inúmeras formas ao longo de mais de 30 séculos (livros de fumo, de pedra, de argila, de papiro, de seda, de pele, de árvore, de plástico e, agora, de ecrãs) e ainda sobre as invenções do papel, das letras, dos alfabetos, das imprensas, dos livros, das livrarias, do negócio do livro.
Assim, decidi começar uma fornada de publicações desta forma, pela partilha daquilo que nos é comum e nos une - a paixão pelos livros e o prazer da leitura.
*CapĂtulo 4 (Ăşltimo) do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ăntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂtulo por semana.
Nota ( 1 ): Referência a dois versos da letra da música «Somos Livres», de Ermelinda Duarte
*CapĂtulo 3 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ăntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂtulo por semana.
Nota ( 1 ): Referência a dois versos da letra da música «Somos Livres», de Ermelinda Duarte
*CapĂtulo 2 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ăntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂtulo por semana.
*CapĂtulo 1 do texto ficcional em prosa para a avaliação final da Unidade Curricular de Ficção Breve (PĂłs-Graduação em Artes da Escrita na Faculdade de CiĂŞncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Docente: Miguel Castro Caldas). Posteriormente publicado no Jornal AcadĂ©mico da mesma Faculdade. Pode ser lido na Ăntegra AQUI. Publicarei aqui no BEM-ME-QUER um capĂtulo por semana.
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Ă© qualquer coisa que dĂłi.
nĂŁo sei o que Ă© nem o porquĂŞ,
mas sei que me mata todos os dias.
ontem morri.
hoje morro.
amanhĂŁ hei-de voltar a morrer.
o meu sorriso chora.
o meu sorriso chora
quando tenho saudade
e nĂŁo posso chorar.
o meu sorriso ama
as pessoas e Ă© eterno.
Amanhece devagar.
O sol beija as colinas e cobre-as de um orvalho diamantino.
Ouvem-se as rolas a cantar o segredo da manhĂŁ.
A vida muda num instante e quando damos por isso estamos a ser os adultos que nĂŁo querĂamos ser. Cada um de nĂłs define a sua liberdade consoante as suas posses e os seus gostos.
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Entre o inĂcio e o fim nĂŁo está o meio. EstĂŁo coisas, muitas coisas... está muito mais do que um simples meio. A vida, por exemplo... ela começa e acaba, mas entretanto a vida vai acontecendo feita de meios.
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Foi uma dor tão grande que quis deixar de sentir, deixar de amar para não doer. Quis fugir dali, das lágrimas que eu engolia e dos sorrisos forçados que fazia.
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morrer rápido, cedo e depressa.
eles esquecem-se que sou uma mulher.
nĂŁo fui feita para amar. fui feita para sorrir.
Apaixonei-me por ti no momento em que tocaste para mim. AĂ, o meu coração caiu.
Amei-te no momento em que fingiste que nĂŁo me viste.
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Perdi-te em tristes baladas nocturnas
Nas noites chuvosas de Janeiro, soturnas.
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Entre uma palavra que me cala
e outra que me enlouquece
está um suspiro derretido
que me nĂŁo deixa viver.
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Sou flor de Primavera no teu jardim
concha e bĂşzio na areia do teu mar.
Pega-me, cuida de mim,
leva-me para amar.
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És floco de neve no meu Inverno
Brisa quente nas tardes de Outubro
Derreto-te no meu coração eterno, rubro.
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Fecha os olhos. Abre o coração. Deixa Coimbra entrar. Foi Coimbra que me deu à luz, berço de minha alma.
Hoje Ă© noite de lua cheia. E eu nĂŁo a vejo. Mantos escuros escondem-na de mim e de outros curiosos, Ăşnicos e extravagantes.
CAROLIN
A ideia de juntar um lar a um infantário/escola - ouvirĂamos dos mais velhos lições e aprenderĂamos com eles.
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Em tudo o que vivi, dei um pouco de mim... Perdi uma parte de mim!
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A beleza da Matemática é igual à da Poesia - só a vê quem a sente!
Os homens são os pincéis que pintam a tela de Deus. Se és um deles, cuida dos movimentos que fazes!
@the.ginger.bookworm
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