sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

coração que sente

o poeta precisa do coração para escrever.
precisa de sentir para fazer poesia.
pois se não estiver sentindo nada,
sobre que é que há-de ele escrever?
os sentimentos não se inventam.
podem disfarçar-se,
mas para escrever sobre eles,
é preciso senti-los.
e nada é mais preciso para isso
do que um coração.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ARTIGO 13


Não sei se já ouviram falar sobre o Artigo 13.

Daquilo que ultimamente tenho visto e lido, parece que há ainda muita coisa por esclarecer e este vídeo, o qual partilho porque, por enquanto, ainda o posso fazer, lança questões muito pertinentes face a esta mudança que poderá estar prestes a ter início nas nossas vidas.

Claro que concordo que os direitos de autor sejam respeitados, não é isso que está em causa, mas se há alterações que serão levadas a cabo e, quem sabe, à letra, talvez a Bumba tenha razão nestes pontos... só talvez...

Será uma mudança tão drástica assim?
Ou «apenas» uma forma mais restrita de acesso à informação?

E a Blogosfera? Onde e como fica no meio disto?
Porque nós partilhamos muita coisa entre nós, por aqui, desde opiniões e críticas (que são nossas) sobre música, livros, vídeos (que de facto não são nossos)... Será que o botão «Share», como nos diz a Bumba, vai continuar a fazer sentido?

Deixo-vos alguns links do Observador, para que possam ter conhecimento do tema, os quais também eu li, mas que não esclarecem as nossas dúvidas a 100%.



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Lenha

A lareira crepita.
A lenha arde fugaz e encarnada de sangue
E o vidro aquece, aquece, aquece.

Lá fora.
Lá fora o vento ralha sozinho e zangado
Aos troncos desnudados das árvores.

Cá dentro.
Cá dentro aquece o corpo e a alma e tudo o resto passa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Passado

Estou presa em ti. Ou estás-me de volta! Consigo ouvir o silêncio outra vez. Olho para as janelas e vejo árvores verdes e vivas que dançam harmoniosamente. Aromas e silêncios campestres. Consigo sentir os ponteiros do relógio a hesitar e ouvir o teclado tocado pela senhora da Biblioteca. Vejo um vazio enorme dentro de mim. Estás-me de volta. Aquela apatia e desinteresse por tudo e qualquer coisa... És tu. Eu sei, sinto-o! Odeio-te, mas não quero que saias de mim.

Quando algo se parte, mesmo quando se tenta colar os pedacinhos todos, nunca mais será a mesma coisa.

Em dias de Saudade, percebeu que o que sentia agora já não era amor! Percebeu que o amor morrera e que o que reinava agora em si eram apenas memórias desvanecidas de um tempo que não tinha regresso!

Em dias de Saudade, ela desesperava, respirava fundo e voltava a si. Depois, fugia outra vez do calor de corações!

Em dias de Saudade, desistiu de relembrar o amor e de amar. Não conseguia fazê-lo com mais ninguém. Estava tão presa ao que já não existia que se tornou incapaz de ser feliz com outro alguém!

Magoam-nos muito e torna-se amargo saber que pode voltar a acontecer. E de tão amargo que é, criamos uma cápsula de gelo à nossa volta, para servir de protecção à nossa alma!

Foi eterno enquanto durou. Está na hora de entregar o Passado ao Tempo para poder ter um Futuro. E assim fez, durante anos. Até ao dia de hoje. O gelo, finalmente, quebrou.

domingo, 25 de novembro de 2018

verdades distintas

a minha verdade é diferente da tua.
não as confundas.
compreende. serás compreendido.

que a felicidade seja a certeza mais certa em nós.
e que este poema te ame.
para sempre.