The Ginger Bookworm

Há muito que o bem-me-quer anda em pausa devido a vários motivos. Não adianta enumerá-los, pois não será isso nem qualquer outra justificação que trará de volta o tempo por aqui passado e perdido sem conteúdo. Há pausas necessárias em tudo e, apesar de indefinida em tempo, também esta assim foi por aqui. Não fazia sentido voltar sem um motivo, sem objectivos claros e definidos.

Inconstante, mas sempre focada nas minhas paixões, continuei com esse meu conteúdo, de forma adaptada, no Instagram. Desde o tenebroso Março de 2020 que me foquei muito mais na leitura. Tenho a certeza de que nunca li tanto na minha vida e isso contribuiu para que dedicasse menos tempo à escrita e à publicação de reviews literárias. O meu pensamento estava direccionado exclusivamente para ler e, de longe em longe, escrevia uma opinião de um livro, também sempre com o objectivo de manter os links da WOOK AFILIADA e da BERTRAND AFILIADA activos e com movimento, digamos assim.

A procura por algo mais, a necessidade de crescer e evoluir levaram-me a aprender coisas novas. Esta aprendizagem já tinha começado, mas tem vindo a ramificar-se, com calma e a seu tempo, nas direcções que o meu vento, aquele que sopro, aspirar.

A aquisição de conhecimentos e de alguns equipamentos tecnológicos novos e actuais foram fundamentais para que este desenlace no mundo dos blogues se desse novamente, no entanto, houve algumas conversas entre amigos e colegas bloggers sobre o assunto que despoletaram este primeiro passo de abrir as janelas ao bem-me-quer, para lhe limpar as pétalas caídas, podar as plantas do jardim, remexer na terra para que as raízes voltem a respirar o ar fresco e para regar e adubar as sementes que foram caindo neste longo Inverno para agora, na Primavera da vida que se aproxima, estas possam brotar em todo o seu esplendor.

Nunca esquecerei esta metáfora de um jardim, tão clichê, que me faz tanto sentido em todos os aspectos da vida. Nasce-se, cresce-se, murcha-se, mas a semente, essa, continua por lá, escondida na escuridão fria da terra, à espera de alimento para se expandir em caule, tronco, folhas e pétalas, frutos e sementes. O ciclo que não acaba nunca. Desde que haja ar, sol, terra e água, haverá vida.

É por isso que decido manter o nome do blogue e o URL intactos e apenas acrescentar e mudar algumas flores por aqui. No fundo, é isso que fazemos todos os dias - não mudamos de nome ou identidade sempre que aparecem obstáculos ou desafios, mas vamos mudando e adaptando as coisas à nossa realidade, vamos (re)construindo.

Há coisas que escrevi e com as quais já não me identifico, outras que já não fazem sentido, mas fizeram parte daquilo que fui um dia. E apesar de essa já não ser eu, continua a fazer parte de quem fui, independentemente de eu gostar ou não dessa fase. Aconteceu. Reagi. Aprendi. Mudei. Cresci. Floresci.

Até breve, Jardim! Senti a vossa falta!

Bem-Vos-Quero ❀



Comprei este livro numa Feira da Bertrand, estava em promoção e aproveitei o preço baixo.
Não é um livro de leitura, mas sim para consultar quando necessário que é, neste caso, quando procuramos um lugar adequado para escapar ao quotidiano, ao cansaço e à fadiga do trabalho, durante as férias. Ainda apenas consultei alguns locais, que eu desconheço por nunca ter viajado para lá, mas dá para perceber que nestas páginas abordam-se de forma muito leve as componentes que interessam a cada um de nós.

Em primeiro lugar, o livro está dividido por áreas, mais do que pelos continentes. Podemos verificar que países são dados a conhecer. O livro dispõe de mapas, muitas fotografias e informação relativa à meteorologia/condições climatéricas, em cada época do ano, num determinado lugar.

Aquilo que mais me prendeu a atenção foi o facto de nos demonstrar que tipo de actividades se podem fazer nessas nossas viagens, desde yoga, pilates, meditação, desportos mais intensos, na montanha, até provas de vinho e eventos de gastronomia. É muito versátil e penso que seja único exactamente por isso. Qualquer tipo de pessoa pode tirar partido da sua consulta.
    Nota: Este blogue é afiliado da Bertrand e da Wook. Assim, ao adquirirem obras através dos links disponibilizados, estão a contribuir para o seu crescimento literário. Obrigada! Bem-Vos-Quero 🌼📚








    Outro fim. Outro princípio.

    Nesta despedida, que é diferente, mas igualmente dolorosa, levo as minhas "Marias" e os meus "Manéis" no meu coração. Da Piscina, do Pilates, da Clínica e dos Lares.
    Acabamos sempre por criar laços bem fortes, entrelaçados com a força do vento e do mar, que já não se quebram. E é tão bom. É tão bom ser uma humana a trabalhar com pessoas. Pessoas bonitas, com uma alma bonita.
    Aprendi com todas elas. Coisas boas, coisas más, coisas assim-assim.
    Aprendi ainda mais sobre o sofrimento alheio, como entendê-lo, aceitá-lo e como tentar reduzi-lo das mais variadas formas.
    Aprendi sobretudo a fazer rir! Rir, o melhor remédio, dizem! E, às vezes, é-o mesmo, porque nem sempre se pode fazer muito mais. Por vezes, é preciso esperar e, enquanto se espera, movemos os nossos rostos de uma forma mágica e maravilhosa que desenha, que esculpe, que pinta um riso, uma gargalhada espontânea, daquelas que saem mesmo das entranhas. Daquelas mesmo boas, sabem?
    Nem sempre é assim tão bonito, nem tão fácil. Na maior parte das vezes, é duro, muito duro. E rir é a última coisa que lhes apetece fazer. E, por isso, aprendi também a não fazer rir. A respeitar tempos.
    Aprendi a rir da dor e com a dor.
    (A)Prendi a dor. Conheço-a, mas não a sei de cor, nem a sei expulsar dos caminhos.
    Aprendi a pousar a bata no cabide e a deixar as coisas do trabalho, dentro do bolso da bata. Mais tarde, aprendi que na verdade não consigo fazê-lo. Levo emoções, aprendizagens e pensamentos comigo para todo o lado. Levo memórias, boas e menos boas, mas que fazem parte do quotidiano.
    Aprendi que alguns de nós somos mesmo muito parecidos. Teci um carinho e uma amizade muito especial por cada um deles, mesmo sendo tantos e tão diferentes.
    Aprendi a ver o mar todos os dias depois de sair do trabalho. Aprendi a deixar que o mar me acalme da azáfama interior.
    Aprendi mais um bocadinho do quão complexo e bonito é o ser humano, por dentro e por fora.
    Relembrei que estarei eternamente, todos os dias, a aprender. Nunca saberemos tudo, mas lutamos cada dia contra isso, para saber mais. É um clichê, mas é verdade.
    Relembrei o quão bonita é esta profissão, tão mal tratada e rebaixada, por vezes.
    Relembrei que ser Fisioterapeuta é (aprender a) ser humano!
    Nunca é um adeus. É sempre um até já.
    Com carinho,
    Da Carolina


    A vida está encarregue de mudar quem somos.

    Passam as horas, passam os dias.

    Aparecem novos desafios, novas propostas, novas oportunidades e tudo aquilo que tínhamos até então de alguma forma planeado ou sentido inverte-se completamente e nós... nós sem saber o que fazer. Ficamos baralhados, confusos, com tudo à flor da pele, sem saber o que aceitar, o que decidir, o que sentir e como (re)agir.

    Independentemente da idade que tenhamos, há sempre uma parte de nós que não quer acreditar que uma mudança brusca na nossa realidade pode afectar profundamente a nossa personalidade e os nossos planos futuros. Só assim se prova e se vê que na verdade não controlamos (quase) nada.

    Tudo pode mudar numa questão  de segundos e nós temos formas de reagir a estes acontecimentos que nos surpreenderão a nós próprios. Coisas que achávamos não conseguir nunca fazer. Como disse Sartre, não controlamos o que nos acontece, mas podemos controlar como reagir ao que nos acontece. É verdade e é aí que se dá um processo de auto-descoberta tremendo e assustador. São decisões com um peso enorme num futuro.

    Acabei de tomar uma decisão assim. E tudo mudou. Farei algo que um dia disse que nunca na vida faria.

    Menti? Não. As circunstâncias e o contexto mudaram. Eu mudei.

    Se me sinto arrependida e culpada por tê-lo dito? Não, porque nessa altura eu não era a mesma Carolina. Nessa altura, eu fui honesta comigo e com o que nessa altura sentia. E o mesmo acontece hoje. Estou a ser honesta comigo e com o que estou a sentir. Significa que mudei, que cresci de alguma forma, que senti na pele que não devemos mesmo tomar por garantido que NUNCA faremos a coisa X ou a coisa Y. Pode acontecer. Tal como acontece a milhares e milhões de pessoas. Nós somos só mais uma a quem a vida está a acontecer.

    Nestas alturas, sofremos muito e podemos fazer sofrer os que nos rodeiam, não de forma propositada, obviamente, mas como consequência de determinadas decisões. E saber que isso pode acontecer faz-nos sofrer ainda mais.

    Não temos certezas de nada quando nos dias antes tínhamos certezas de tudo.
    É uma explosão de ansiedade, de lágrimas e incertezas que parecem eternas e que não nos deixam repousar.

    Não nos sentimos bem connosco, nem com ninguém.
    A vontade é desaparecer, dormir para sempre.
    A vontade é deixar tudo em suspenso, esquecer tudo e fugir para o céu.


    A arte vai ser o campo mais valorizado no futuro.

    O Homem vai ser obrigado a perceber que, para além da importância das ciências e tecnologias no nosso desenvolvimento, sem a Arte, sem Paixão e Amor, sem Poesia, sem Prosa, sem Música, sem Cinema, a vida não tem um sabor (tão) doce.

    E se não tem um sabor (tão doce), de que vale ser vivida?

    1. O meu coração é e sempre foi das Letras, apesar de ter caminhado pelas Ciências e pela Saúde.

    2. O mar é muito importante na minha vida. 

    3. Cada vez mais sinto uma necessidade de me aproximar da Natureza, daquilo que ela nos dá. É uma bênção poder viver junto dela, onde basta abrir a janela do quarto para ouvir os passarinhos a cantarolar.

    4. Detesto rádios ligadas o dia inteiro, a passarem sempre as mesmas músicas, que nem são assim tão boas (gostos não se discutem).

    5. Na Música, ouço de (quase) tudo um pouco. Excepto Reggae e Kizomba - não consigo gostar. As minhas predilectas são Clássica e Pop/Rock. Ultimamente ouço muito Blues e Jazz.

    6. Adoro o silêncio. Traz-me paz, dá-me tempo comigo mesma e oportunidade para reflectir. Gosto de estar comigo.

    7. O meu coração terá sempre um cantinho maior e mais especial para a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen.

    8. Prefiro a Literatura Portuguesa à Estrangeira, não sei bem explicar porquê. Talvez por ser a língua original da obra, sem necessidade de traduções, que por vezes se demonstram uma barreira, e por ter um amor tão grande à nossa língua tão bonita.

    9. No humor, o meu ídolo é o grande Ricardo Araújo Pereira. 

    10. O meu primeiro blogue chamou-se Aguarela. O Bem-Me-Quer surgiu uns tempos depois de encerrar o Aguarela.

    11. Estudei em Coimbra, mas sou e vivo no distrito de Lisboa.

    12. Bebo muitos chás e tento evitar o café para não «viciar» o organismo.

    13. O meu nome de Tuna é «Aurantia», Laranja em latim, por causa da cor do meu cabelo e por amar Letras.

    14. Não gosto de abacate, infelizmente. Acho o seu sabor demasiado enjoativo.

    15. Toco guitarra e ukulele.

    16. A minha admiração pelas culturas orientais tem vindo a crescer imenso, desde que li «Comer, Orar e Amar», e cada vez gosto mais de aprender sobre isso. Os elefantes, os buddhas, a natureza, a meditação... tudo me deixa calma.

    17. Já antes de ler este livro, tinha uma paixão secreta pelo Italiano, mas desde que o li que essa vontade de aprender se acendeu ainda mais.

    18. Acho que descobri recentemente que a minha alma é mesmo de uma miúda do campo perto da praia... não vivo sem isto.

    19. Ainda tenho sonhos por concretizar (e ainda bem!). Houve momentos em que pensei deixá-los para trás, mas percebi que estaria a deixar de viver com um propósito. É errado. Por mais difícil que possa ser, eu vou, nem que morra a tentá-lo, mas vou! Não morrerei com esse arrependimento no coração.

    20. Tenho também ainda muitas viagens para fazer e muitos caminhos por trilhar. Que a fé não me fuja dos dedos e que Deus esteja sempre a meu lado!

    Desafio proposto pela minha querida Joana. Muito obrigada, mais uma vez. Reflecti sobre imensas coisas para poder responder ao que se pedia... Espero que tenham gostado. Identificam-se em alguma coisa?

    Cheguei a ter medo de escrever.
    Medo de escrever pelo facto de as pessoas poderem associar determinados textos à minha vida, quando muitas das vezes não era isso que acontecia, embora houvesse sempre um texto ou outro mais real do que outro. Mas agora que penso detalhadamente sobre isso, percebo que daquilo que tinha realmente medo era do que as pessoas iriam pensar, não era de escrever.

    Deixei de fazê-lo frequentemente por causa disso, por causa dos outros e do que pudessem pensar, tanto que acabei por abandonar o meu blogue antigo e extinto (Aguarela). Percebo que houve uma evolução da minha personalidade neste aspecto. A liberdade de expressão existe, felizmente! E eu nunca faltei ao respeito a ninguém pela minha escrita. Eram textos meramente criativos, nada mais. Afinal, eu tinha medo da crítica e da associação à minha vida pessoal, por escrever muitas vezes na primeira pessoa (chegava a deixar uma nota no final de cada texto, precisamente para deixar claro que o texto era fictício). Mas adorava fazê-lo dessa forma, pois era a maneira que eu sentia ser mais fácil de criar algum texto.

    E hoje pergunto-me a mim mesma... porque raio foste tu parar de fazer algo que amas mais do que tudo só por causa do pensamento alheio? Porque raio foste tu deixar de escrever tão frequentemente só porque as pessoas podiam associar à tua vida?

    Depois pensei... primeiro, escrevo porque amo este gesto e tudo o que ele envolve e a ele está associado.
    Segundo, escrevo o que, quando e sobre o que bem me apetecer, porque não estou a colocar ninguém em causa, são coisas que não atentam contra ninguém e escrever é também um caminho a percorrer na minha forma de expressão e libertação.
    Terceiro, e como todos sabem, há histórias reais e fictícias. Um escritor, numa obra sua, certamente não se baseia inteiramente na sua vida. Pode ter, é certo, aspectos em que se inspirou, ou algo que sentiu e quis descrever, mas não é um relato dos detalhes do seu caminho, a menos que seja uma autobiografia.

    Escrevam muito, se sentem que é o que vos traz felicidade e paz de espírito, desde que essa liberdade de expressão não interfira com a liberdade de outrém.

    Para nós que temos o guarda-roupa a abarrotar, nunca «temos o que vestir» e quando temos, arranjamos sempre um defeito.
    Para nós que conseguimos aguentar saltos terríveis de meio metro.
    Para nós que temos uma colecção de malas, sapatos e biquinis maiores do que o Rio Mondego, mas que nunca o admitimos porque uma mulher que é mulher não recusa uma ida às compras.
    Para nós que nunca chegamos atrasadas... os outros é que chegam cedo demais.
    Para nós que adoramos comida e docinhos, mas detestamos espelhos e balanças naqueles dias...
    Para nós que somos LINDAS (e não sabemos), mas mesmo assim temos sempre o nariz mais torto, as pernas mais gordas e todos os restantes maiores e piores defeitos do mundo e arredores.
    Para nós que enchemos as casas de banho de produtos de beleza inúteis aos olhos dos homens.
    Para nós que procuramos incansavelmente o elixir da beleza eterna, sem percebermos que nunca precisámos nem nunca precisaremos dele.
    Para nós que passamos horas ao telefone.
    Para nós que não fazemos a mais pálida ideia daquilo que queremos. Para nós, que sabemos desde sempre o que queremos.
    Para nós que nos sentimos tantas vezes inseguras, tímidas e com medo de tentar.
    Para nós que somos teimosas que nem uma porta, determinadas e sempre cheias de razão.
    Para nós que conseguimos falar com o silêncio e escutar vozes mesmo na maior confusão de ruído.
    Para nós que queremos e merecemos ser amadas.
    Para nós que amamos incondicionalmente.
    Para nós que choramos mares quando mares têm de ser chorados.
    Para nós que batalhamos e que lutamos por um Amanhã mais tranquilo.
    Para nós que temos neuras inacabáveis.
    Para nós que nunca deixamos morrer um sonho.
    Para nós que somos solteiras e vivemos a vida sem ter de apanhar meias do chão todos os dias.
    Para nós que somos casadas e, para além de apanhar meias do chão todos os dias, temos de fazer almoço e jantar, tratar da casa, do cão e do papagaio, dos filhos e do marido, ir às compras, pagar as contas e, ainda por cima disto tudo, sermos FANTÁSTICAS!
    Para nós que somos Mães e temos de ter um coração de manteiga, mas protegidos por uma armadura de diamante.
    Para nós que somos Irmãs e que amamos os nossos irmãos com mais de metade dos nossos corações.
    Para nós que somos Tias e temos uma caixinha de segredos dentro de nós dedicada aos nossos sobrinhos.
    Para nós que somos Avós e que, mesmo a ver e ouvir mal, sem dentes, e cheias de cabelos brancos e rugas conseguimos ser das mulheres mais sábias e amadas.
    Para nós que construímos sorrisos e felicidade.
    Para nós que somos seres humanos, tal como os homens.
    De mim, Carolina, para nós, Mulheres, para nós, não só um dia, porque um dia começa e acaba num piscar de olhos e é mais efémero do que aquilo que parece, mas sim uma vida cheia de lutas, derrotas e vitórias porque é disso que verdadeiros guerreiros são feitos e nós não somos nada mais, nada menos do que pessoas numa luta constante que é o caminho da vida.
    Hoje não é o Dia da Mulher. É um dia qualquer. Mas todos os dias quaisquer são a Vida da Mulher.


    Ansiedade.

    A ansiedade incontrolável que eu achava que ia desaparecer, depois de atingir um determinado patamar profissional e uma certa estabilidade (financeira ou não) não se vai embora. Mas afinal o que é estabilidade? Será que a vamos ter um dia? Já a temos? Ou é apenas a ilusão de a termos sem nunca lhe termos posto o pé em cima?

    A altura da minha vida em que eu achava ser mais tranquila e livre de ansiedade revelou-se um poço de lágrimas, incertezas e escuridões bem negras que eu não queria voltar a encarar, mas seria inevitável ter de olhá-las de frente e tive de bater o pé e dizer não e dizer basta e dizer chega, que eu também existo, chega, que a vida é minha e eu é que sei o que fazer com ela.

    Achamos sempre que é tarde demais, mesmo quando temos a vida inteira e unida pela frente.

    Afinal, a vida é difícil quando a pensávamos fácil. Afinal a vida é para todos, as lutas e as derrotas são para todos. As vitórias também.

    Afinal, nunca sabemos nada. A vida é que a sabe toda e nunca nos diz nada.

    Já pensaram na vossa alimentação de uma forma mais profunda?

    Por exemplo, por que razão as laranjas aparecem nos meses frios e as melâncias nos meses quentes? Parece-nos óbvio, não é?

    Posso não estar certa porque as verdades hoje em dia duram pouco tempo e são mais efémeras do que absolutas, mas o pressuposto que para mim mais faz sentido é o de que a Mãe Natureza nos dá os seus diversos frutos nas épocas em que mais deles precisamos.

    Talvez até seja inteligente tirarmos proveito dos legumes e das frutas da época. Os nutrientes nestes alimentos provavelmente são os mais adequados para auxiliar eficazmente o nosso organismo ao combater imprevistos na saúde face às condições meteorológicas de então.

    Cada estação do ano propicia o aparecimento de determinados fenómenos fisiológicos no nosso corpo. Suponhamos os mais básicos para ser fácil de vos explicar de uma forma muito superficial aquilo que pretendo transmitir:

    - No Inverno, apanhamos frio, ficamos constipados, tomamos Vitamina C, comemos laranjas.

    - No Verão, apanhamos calor, temos tendência a desidratar, bebemos água, comemos melância.

    Parece óbvio e na verdade faz sentido, mas há combinações de alimentos não tão óbvias assim e nem todos temos essa informação connosco.

    Encontrei algumas informações em sites que presumo serem de confiança, uma vez que um deles é o da Defesa do Consumidor. A página divide-se entre frutas e legumes e aqui até podem consultar por cada mês do ano. É muito interessante irmos ganhando consciência daquilo que poderá ajudar a nossa saúde neste aspecto porque afinal... somos o que comemos!

    Bom apetite 🌼

    Nota: As imagens e as informações deste post foram retiradas do site do Pingo Doce e da Deco, e ainda com base na leitura deste livro. Assim, para uma dieta saudável, equilibrada e adequada às necessidades de cada um, deve ser sempre consultado um profissional de saúde de Nutrição.
    Mafra, 2018. Fotografia tirada pelo meu irmão.

    Daqui a umas horas, as casas vão-se enchendo com os membros das famílias que vão chegando. Para ajudar nos pratos do jantar, nas sobremesas e no último e derradeiro pormenor de decoração natalícia.

    É nesta noite que recordamos o quão bom é estar em família. Recordamos também, entre lágrimas de tristeza e sorrisos de ternura, quem já não está presente, mas com alegria por termos tido a oportunidade de tê-los connosco e termos aprendido tanto com eles.

    Apesar de todos os contratempos, memórias boas ou menos boas, devíamos todos aproveitar estes dias para estar com quem mais amamos, sejam amigos e/ou família, seja ela de sangue ou não, porque o Natal é isso mesmo - a partilha de momentos de felicidade entre pessoas que se amam.

    Não importa se não é uma família gigante, não importa se é pequena, não importa se for passado com amigos ou colegas em trabalho (porque, sim, há muita gente que trabalha enquanto estamos no conforto da nossa casinha). Seja como, onde e com quem for, tirem uns minutos para vocês e para os vossos e sejam gratos por aquilo que têm, pelas pessoas que vos fazem sorrir, porque são elas, no fim de contas, que fazem valer a pena continuar a andar por aqui. É também graças a elas que a nossa vida se torna um pouquinho mais doce!

    A todos vocês, queridas e queridos leitores, um Natal junto dos que mais amam!
    Sejam felizes com quem vos faz felizes!
    Bem-Vos-Quero 🌼💓

    Quero deixar-vos a todos, que escreveram uma mensagem para as minhas fitas, um obrigada do fundo do coração por palavras tão doces e calorosas! Decidi colar uma pequena flor branca nas fitas que guardei para o Bem-Me-Quer e ficaram mesmo amorosas!

    Como é esperado, houve muita água a sair destes olhinhos quando as li, durante e depois da Bênção no passado dia 2 de Junho! 

    Não vos consigo exprimir tamanho agradecimento num texto de uma publicação, mas espero que o sintam como verdadeiro e genuíno! 

    OBRIGADA A TODOS! 💗💗💗🌼🌼🌼

    Fotografias minhas.

    Fotografia tirada pela minha afilhada de Tuna.
    Quase esqueci o quão viva a música me fazia sentir.
    Primeiro, o (re)começar a tocar, o começar a cantar e, um dia... o estrear-me a dançar!
    Fotografia tirada pela minha mãe.

    Medo? Medo de quê? Daquilo que nos vai acontecer a todos, inevitavelmente, um dia? Não, não tenho medo. Tenho até uma certa curiosidade. Tenho medo, sim, do sofrimento. Meu e alheio. Pois não suporto ver sofrer quem eu mais amo neste mundo. O resto, o fim da vida... todos nós temos de passar por isso.

    Não somos eternos com vida. Mas podemos ser eternos na vida. Na vida de quem nos ama e de quem nos recorda.

    Já dizia o nosso grande poeta, "(...) aqueles, que por obras valerosas/Se vão da lei da morte libertando (...)"...

    Sejamos nós também assim para o mundo, criemos obras de tanto valor, não no sentido que é dado no poema, mas palavras e atitudes que deixem o mundo mais puro, pacífico e bonito.

    Seremos com certeza amados no coração de alguém. Sentir-nos-emos com certeza mais serenos connosco e com o mundo, deixando-o assim um pedacinho melhor.

    E lembrem-se... é através de simples gestos aleatórios de gentileza que se muda o mundo.

    António Feio dir-nos-ia «Sejam felizes!»... acrescento-lhe... e façam do mundo um lugar mais feliz!
    Imagem feita por mim no Canva.
    Como já escrevi por cá (AQUI), este ano sou finalista e o grande momento aproxima-se a toda a velocidade, quase sem eu dar conta. 

    Já tive outro blogue, o Aguarela, e alguns de vocês chegaram a conhecê-lo. Mas por variados motivos, teve o seu fim. Uns tempos mais tarde, surgiu o Bem-Me-Quer, mais vivo, mais fresco e menos pesado. E foi ao longo destes últimos anos que tenho aprendido várias coisas pela Blogosfera. Com altos e baixos, como a Vida de todos nós tem, mas sempre com um espírito aventureiro e cada vez mais positivo e optimista.

    Sinto que o Aguarela foi o blogue de caloira no mundo da Blogosfera e que o Bem-Me-Quer está a ser uma continuação dessa aprendizagem, mas mais amadurecida.

    Este mundo permite-nos interagir com muitas pessoas, encontrar algumas que se aproximam muito com o passar do tempo (outras nem tanto e está tudo bem porque a coisa mais natural do mundo é termos personalidades com as quais nos identificamos mais e outras menos), e que embora não as tenhamos conhecido pessoalmente, parece-nos o contrário! E tudo isto porque é a partilha de experiências, palavras, fotografias, filmes, arte... enfim, vivências que, em palavras, acabam por nos ir descrevendo directa ou indirectamente. Palavras essas que passam para o outro lado do ecrã e, em alguns casos, identificam-se com as nossas personalidades.

    Estar aqui é crescer, aprender.

    É fazer esta partilha, a pensar na melhor forma de o fazer, tentar trazer conteúdo fresco e leve, mas que também vos possa ser útil. E fazê-lo com amor, na esperança de encontrar quem tenha opiniões e gostos semelhantes ou totalmente diferentes, para que o acto de partilha seja ainda mais rico. E é, acima de tudo, tentar trazer-vos um sorriso, uma emoção, algo que vos faça sentir!

    É ler as vossas partilhas e identificar-me com algumas, derreter-me por outras, comentar-vos e seguir-vos sempre que tenho oportunidade!

    É receber o vosso feedback, com o coração nas mãos, por não saber se estará bom o suficiente para quem me lê e querer dar-vos o melhor que posso ir dando, por mais simples que seja a publicação.

    Por estas e muitas outras razões, fazemos parte da vida de uns e de outros, por mais ténue que seja essa presença. E é incrível encontrar aqui palavras vossas de conforto nos momentos mais chatos e maravilhoso poder ser eu a dá-las também a quem sei que mais delas precisa! É magnífico oferecerem-me palavras nos momentos de vitórias e é fantástico poder também eu dá-las quando é oportuno fazê-lo!

    Assim, como ando a distribuir as tradicionais fitas de finalista, decidi guardar uma destinada ao Bem-Me-Quer, a vós!

    Esta ideia parte da Inês, do Bobby Pins, através DESTA publicação, que o fez no seu ano de finalista e achei a ideia super gira e cheia de sentido! Tal como diz a Inês, não é um pedido, nem uma obrigação. É algo que deixo em aberto e quem quiser deixar alguma coisinha, sinta-se livre para o fazer!

    Assim, se o quiserem fazer, podem comentar NESTA página ou, se preferirem, enviar um e-mail para o endereço que podem encontrar no separador CONTACTO.
    Lembro-me de haver momentos que quero, com todo o meu coração, eternizar. E só tenho medo de um dia perdê-los, como quem perde uma moeda, por tolice, no meio de uma rua pacata, não voltar a encontrá-los e ser nada nesse momento. Ser nada. Ser uma caixa de papel vazia, frágil, mas inútil para quem todo o bem do mundo eu desejo, sem memória de quem fui, de quem tive a meu lado.

    Tenho medo de um esvaecimento repentino dos sentimentos bonitos possíveis de se sentir, mas mais medo ainda de não ter medo, ou outra coisa qualquer disfarçada e que se assemelhe a não ter medo, como que um quase naufragar inquietante, mas consciente e voluntário que me domine e me vença, por fim, na esperança de sentir aquela serenidade aparentemente utópica.

    Imagem feita no Canva (já pré-feita). 

    Imagem feita no Canva, por mim.
    E com o início do meu último semestre enquanto estudante, começam a chegar ao meu coração sentimentos desconhecidos até então e alguns deles contraditórios, tal é a diversidade e contraste de sensações que vai nesta explosão sentimental da minha alma... 

    Portanto, o ar que respiro transborda ansiedade, mas ao mesmo tempo uma curiosidade flamejante. Sinto uma pressa e impaciência destemidas para que tudo termine bem, no entanto, receio que algo não se concretize ou que não corra tão bem. Uma saudade antecipada e pena por tudo terminar já, tão rapidamente, o que não faria sentido de outra forma, pois deixaria de dar valor aos momentos, apesar de efémeros, que o que de eterno têm é o valor memorável que está nas minhas recordações e as amizades de pessoas magníficas que encontrei pelo caminho, a quem eu só tenho de agradecer por terem estado sempre lá para mim, assim como eu espero ter conseguido estar lá para elas também.

    Não sei se algum(a) de vocês é finalista este ano, por isso deixo-vos estes conselhos:
    - Se não forem finalistas, não se esqueçam que o tempo voa. Mas voa mesmo, não pensem que é mais uma daquelas frases feitas que dizem à juventude! Desde que entrei em Coimbra, estes quatro anos passaram com uma velocidade tremenda! Por isso, aproveitem tudo aquilo que a vida académica tem de bom para vos dar. Façam valer a pena, façam dos momentos memórias inesquecíveis e terão histórias para contar um dia. É mesmo a melhor altura das nossas vidas! Não a desperdicem, sintam o sabor do sangue jovem e livre como nunca a correr-vos nas veias.
    - Se forem finalistas... bem-vindo(a)s àquela sensação de fim do mundo e de começo de um outro. Ao anoitecer de uma estação vista, sentida e vivida mil e uma vezes e ao amanhecer de outra completamente desconhecida, por viver, por construir. Desejo-vos as maiores felicidades nesta nova etapa que se inicia brevemente!

    Também podem ler o texto AQUI.
    Sé Velha, 2017.

    Imagem feita no Canva por mim.
    E começa a nossa loucura saudável. Não fosse Torres Vedras a cidade do Carnaval mais português de Portugal. Em jeito de despedida da terrinha, para regressar a Coimbra, com as energias renovadas, espero que sejam dias para pular, cantar e dançar (não podiam ser de outra maneira). O tema deste ano é «Mares e Oceanos» e dá-nos asas e barbatanas para a imaginação. Já arranjaram máscaras para vocês para este ano? Fazem segredo e surpresa ou gostavam de partilhar connosco? 

    Vou partilhando convosco o nosso Carnaval no meu Instagram: @carolinamondego .

    Aproveitem estes dias para se divertirem. Dêem-se à brincadeira, mas com juízo e respeito, porque afinal... é Carnaval e ninguém leva a mal!

    Vida e Morte. Luto. Temas muito falados. Mas falamos pouco sobre eles quando se deve realmente falar, conversar!

    O vídeo aborda a DSM-V (um Manual de Diagnóstico de Perturbações Mentais) e as suas versões anteriores, sublinhando o facto de ter estado em constante e rápida evolução. E digo-vos uma coisa... se o lerem (na totalidade ou parte dele), vão achar que têm todas as perturbações e mais algumas. E isto porquê?

    Tudo aquilo que «foge à regra» está a ser catalogado como perturbação... e não digo que não o seja, até porque não sou formada na área e não sou ninguém para dizer o que é correcto ou errado. Não se assustem! De louco todos temos um pouco, mas atenção que há determinados critérios de inclusão e exclusão para ser diagnosticada a perturbação pelos devidos profissionais, com competências para tal.

    O que retirei do vídeo foi que parece que há uma necessidade de consciencializar as pessoas que todos nós temos fases boas e más e é preciso vivê-las na totalidade, para superá-las e dá-las como (ultra)passadas. Precisamos de viver, sentir, chorar se e quando for preciso, porque se não o fizermos, é como se, de certa forma, estivéssemos a adiar/negar o acontecimento.

    Com uma pitada de brincadeira no início para cativar a plateia, a senhora, que é Psicóloga, revela-nos então um pedaço do seu mundo. A determinada altura do vídeo, quando afirma que «O luto não é doença» e logo de seguida diz que está numa categoria para estudos futuros, deixou-me intrigada. Afinal o luto é algo natural. Significa que amámos quem perdemos. É um processo natural pelo qual todos nós já passámos ou vamos passar inevitável e infelizmente. Aquilo que pode ser patológico é talvez aquilo que o luto poderá desencadear um dia mais tarde, se o assunto não for bem resolvido, digamos assim.

    E, um dia mais tarde, até pode vir a ser considerado patológico, mas, por enquanto, na minha mente, o luto, apesar de ser doloroso e uma fase muito difícil, continua a ser «normal», simplesmente por ser uma prova de que sentimos, que amamos, que queremos bem aos nossos e tememos que o mal aconteça. 
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