The Ginger Bookworm

Há muito que o bem-me-quer anda em pausa devido a vários motivos. Não adianta enumerá-los, pois não será isso nem qualquer outra justificação que trará de volta o tempo por aqui passado e perdido sem conteúdo. Há pausas necessárias em tudo e, apesar de indefinida em tempo, também esta assim foi por aqui. Não fazia sentido voltar sem um motivo, sem objectivos claros e definidos.

Inconstante, mas sempre focada nas minhas paixões, continuei com esse meu conteĂşdo, de forma adaptada, no Instagram. Desde o tenebroso Março de 2020 que me foquei muito mais na leitura. Tenho a certeza de que nunca li tanto na minha vida e isso contribuiu para que dedicasse menos tempo Ă  escrita e Ă  publicação de reviews literárias. O meu pensamento estava direccionado exclusivamente para ler e, de longe em longe, escrevia uma opiniĂŁo de um livro, tambĂ©m sempre com o objectivo de manter os links da WOOK AFILIADA e da BERTRAND AFILIADA activos e com movimento, digamos assim.

A procura por algo mais, a necessidade de crescer e evoluir levaram-me a aprender coisas novas. Esta aprendizagem já tinha começado, mas tem vindo a ramificar-se, com calma e a seu tempo, nas direcções que o meu vento, aquele que sopro, aspirar.

A aquisição de conhecimentos e de alguns equipamentos tecnológicos novos e actuais foram fundamentais para que este desenlace no mundo dos blogues se desse novamente, no entanto, houve algumas conversas entre amigos e colegas bloggers sobre o assunto que despoletaram este primeiro passo de abrir as janelas ao bem-me-quer, para lhe limpar as pétalas caídas, podar as plantas do jardim, remexer na terra para que as raízes voltem a respirar o ar fresco e para regar e adubar as sementes que foram caindo neste longo Inverno para agora, na Primavera da vida que se aproxima, estas possam brotar em todo o seu esplendor.

Nunca esquecerei esta metáfora de um jardim, tão clichê, que me faz tanto sentido em todos os aspectos da vida. Nasce-se, cresce-se, murcha-se, mas a semente, essa, continua por lá, escondida na escuridão fria da terra, à espera de alimento para se expandir em caule, tronco, folhas e pétalas, frutos e sementes. O ciclo que não acaba nunca. Desde que haja ar, sol, terra e água, haverá vida.

É por isso que decido manter o nome do blogue e o URL intactos e apenas acrescentar e mudar algumas flores por aqui. No fundo, é isso que fazemos todos os dias - não mudamos de nome ou identidade sempre que aparecem obstáculos ou desafios, mas vamos mudando e adaptando as coisas à nossa realidade, vamos (re)construindo.

Há coisas que escrevi e com as quais já não me identifico, outras que já não fazem sentido, mas fizeram parte daquilo que fui um dia. E apesar de essa já não ser eu, continua a fazer parte de quem fui, independentemente de eu gostar ou não dessa fase. Aconteceu. Reagi. Aprendi. Mudei. Cresci. Floresci.

Até breve, Jardim! Senti a vossa falta!

Bem-Vos-Quero ❀



Comprei este livro numa Feira da Bertrand, estava em promoção e aproveitei o preço baixo.
Não é um livro de leitura, mas sim para consultar quando necessário que é, neste caso, quando procuramos um lugar adequado para escapar ao quotidiano, ao cansaço e à fadiga do trabalho, durante as férias. Ainda apenas consultei alguns locais, que eu desconheço por nunca ter viajado para lá, mas dá para perceber que nestas páginas abordam-se de forma muito leve as componentes que interessam a cada um de nós.

Em primeiro lugar, o livro está dividido por áreas, mais do que pelos continentes. Podemos verificar que países são dados a conhecer. O livro dispõe de mapas, muitas fotografias e informação relativa à meteorologia/condições climatéricas, em cada época do ano, num determinado lugar.

Aquilo que mais me prendeu a atenção foi o facto de nos demonstrar que tipo de actividades se podem fazer nessas nossas viagens, desde yoga, pilates, meditação, desportos mais intensos, na montanha, até provas de vinho e eventos de gastronomia. É muito versátil e penso que seja único exactamente por isso. Qualquer tipo de pessoa pode tirar partido da sua consulta.
    Nota: Este blogue Ă© afiliado da Bertrand e da Wook. Assim, ao adquirirem obras atravĂ©s dos links disponibilizados, estĂŁo a contribuir para o seu crescimento literário. Obrigada! Bem-Vos-Quero 🌼📚








    Outro fim. Outro princĂ­pio.

    Nesta despedida, que é diferente, mas igualmente dolorosa, levo as minhas "Marias" e os meus "Manéis" no meu coração. Da Piscina, do Pilates, da Clínica e dos Lares.
    Acabamos sempre por criar laços bem fortes, entrelaçados com a força do vento e do mar, que já não se quebram. E é tão bom. É tão bom ser uma humana a trabalhar com pessoas. Pessoas bonitas, com uma alma bonita.
    Aprendi com todas elas. Coisas boas, coisas más, coisas assim-assim.
    Aprendi ainda mais sobre o sofrimento alheio, como entendê-lo, aceitá-lo e como tentar reduzi-lo das mais variadas formas.
    Aprendi sobretudo a fazer rir! Rir, o melhor remédio, dizem! E, às vezes, é-o mesmo, porque nem sempre se pode fazer muito mais. Por vezes, é preciso esperar e, enquanto se espera, movemos os nossos rostos de uma forma mágica e maravilhosa que desenha, que esculpe, que pinta um riso, uma gargalhada espontânea, daquelas que saem mesmo das entranhas. Daquelas mesmo boas, sabem?
    Nem sempre é assim tão bonito, nem tão fácil. Na maior parte das vezes, é duro, muito duro. E rir é a última coisa que lhes apetece fazer. E, por isso, aprendi também a não fazer rir. A respeitar tempos.
    Aprendi a rir da dor e com a dor.
    (A)Prendi a dor. Conheço-a, mas não a sei de cor, nem a sei expulsar dos caminhos.
    Aprendi a pousar a bata no cabide e a deixar as coisas do trabalho, dentro do bolso da bata. Mais tarde, aprendi que na verdade não consigo fazê-lo. Levo emoções, aprendizagens e pensamentos comigo para todo o lado. Levo memórias, boas e menos boas, mas que fazem parte do quotidiano.
    Aprendi que alguns de nĂłs somos mesmo muito parecidos. Teci um carinho e uma amizade muito especial por cada um deles, mesmo sendo tantos e tĂŁo diferentes.
    Aprendi a ver o mar todos os dias depois de sair do trabalho. Aprendi a deixar que o mar me acalme da azáfama interior.
    Aprendi mais um bocadinho do quĂŁo complexo e bonito Ă© o ser humano, por dentro e por fora.
    Relembrei que estarei eternamente, todos os dias, a aprender. Nunca saberemos tudo, mas lutamos cada dia contra isso, para saber mais. É um clichê, mas é verdade.
    Relembrei o quĂŁo bonita Ă© esta profissĂŁo, tĂŁo mal tratada e rebaixada, por vezes.
    Relembrei que ser Fisioterapeuta Ă© (aprender a) ser humano!
    Nunca é um adeus. É sempre um até já.
    Com carinho,
    Da Carolina


    A vida está encarregue de mudar quem somos.

    Passam as horas, passam os dias.

    Aparecem novos desafios, novas propostas, novas oportunidades e tudo aquilo que tínhamos até então de alguma forma planeado ou sentido inverte-se completamente e nós... nós sem saber o que fazer. Ficamos baralhados, confusos, com tudo à flor da pele, sem saber o que aceitar, o que decidir, o que sentir e como (re)agir.

    Independentemente da idade que tenhamos, há sempre uma parte de nós que não quer acreditar que uma mudança brusca na nossa realidade pode afectar profundamente a nossa personalidade e os nossos planos futuros. Só assim se prova e se vê que na verdade não controlamos (quase) nada.

    Tudo pode mudar numa questĂŁo  de segundos e nĂłs temos formas de reagir a estes acontecimentos que nos surpreenderĂŁo a nĂłs prĂłprios. Coisas que achávamos nĂŁo conseguir nunca fazer. Como disse Sartre, nĂŁo controlamos o que nos acontece, mas podemos controlar como reagir ao que nos acontece. É verdade e Ă© aĂ­ que se dá um processo de auto-descoberta tremendo e assustador. SĂŁo decisões com um peso enorme num futuro.

    Acabei de tomar uma decisĂŁo assim. E tudo mudou. Farei algo que um dia disse que nunca na vida faria.

    Menti? Não. As circunstâncias e o contexto mudaram. Eu mudei.

    Se me sinto arrependida e culpada por tê-lo dito? Não, porque nessa altura eu não era a mesma Carolina. Nessa altura, eu fui honesta comigo e com o que nessa altura sentia. E o mesmo acontece hoje. Estou a ser honesta comigo e com o que estou a sentir. Significa que mudei, que cresci de alguma forma, que senti na pele que não devemos mesmo tomar por garantido que NUNCA faremos a coisa X ou a coisa Y. Pode acontecer. Tal como acontece a milhares e milhões de pessoas. Nós somos só mais uma a quem a vida está a acontecer.

    Nestas alturas, sofremos muito e podemos fazer sofrer os que nos rodeiam, não de forma propositada, obviamente, mas como consequência de determinadas decisões. E saber que isso pode acontecer faz-nos sofrer ainda mais.

    NĂŁo temos certezas de nada quando nos dias antes tĂ­nhamos certezas de tudo.
    É uma explosão de ansiedade, de lágrimas e incertezas que parecem eternas e que não nos deixam repousar.

    Não nos sentimos bem connosco, nem com ninguém.
    A vontade Ă© desaparecer, dormir para sempre.
    A vontade é deixar tudo em suspenso, esquecer tudo e fugir para o céu.


    A arte vai ser o campo mais valorizado no futuro.

    O Homem vai ser obrigado a perceber que, para além da importância das ciências e tecnologias no nosso desenvolvimento, sem a Arte, sem Paixão e Amor, sem Poesia, sem Prosa, sem Música, sem Cinema, a vida não tem um sabor (tão) doce.

    E se nĂŁo tem um sabor (tĂŁo doce), de que vale ser vivida?

    1. O meu coração é e sempre foi das Letras, apesar de ter caminhado pelas Ciências e pela Saúde.

    2. O mar Ă© muito importante na minha vida. 

    3. Cada vez mais sinto uma necessidade de me aproximar da Natureza, daquilo que ela nos dá. É uma bênção poder viver junto dela, onde basta abrir a janela do quarto para ouvir os passarinhos a cantarolar.

    4. Detesto rádios ligadas o dia inteiro, a passarem sempre as mesmas músicas, que nem são assim tão boas (gostos não se discutem).

    5. Na Música, ouço de (quase) tudo um pouco. Excepto Reggae e Kizomba - não consigo gostar. As minhas predilectas são Clássica e Pop/Rock. Ultimamente ouço muito Blues e Jazz.

    6. Adoro o silêncio. Traz-me paz, dá-me tempo comigo mesma e oportunidade para reflectir. Gosto de estar comigo.

    7. O meu coração terá sempre um cantinho maior e mais especial para a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen.

    8. Prefiro a Literatura Portuguesa à Estrangeira, não sei bem explicar porquê. Talvez por ser a língua original da obra, sem necessidade de traduções, que por vezes se demonstram uma barreira, e por ter um amor tão grande à nossa língua tão bonita.

    9. No humor, o meu Ă­dolo Ă© o grande Ricardo AraĂşjo Pereira. 

    10. O meu primeiro blogue chamou-se Aguarela. O Bem-Me-Quer surgiu uns tempos depois de encerrar o Aguarela.

    11. Estudei em Coimbra, mas sou e vivo no distrito de Lisboa.

    12. Bebo muitos chás e tento evitar o cafĂ© para nĂŁo «viciar» o organismo.

    13. O meu nome de Tuna Ă© «Aurantia», Laranja em latim, por causa da cor do meu cabelo e por amar Letras.

    14. NĂŁo gosto de abacate, infelizmente. Acho o seu sabor demasiado enjoativo.

    15. Toco guitarra e ukulele.

    16. A minha admiração pelas culturas orientais tem vindo a crescer imenso, desde que li «Comer, Orar e Amar», e cada vez gosto mais de aprender sobre isso. Os elefantes, os buddhas, a natureza, a meditação... tudo me deixa calma.

    17. Já antes de ler este livro, tinha uma paixão secreta pelo Italiano, mas desde que o li que essa vontade de aprender se acendeu ainda mais.

    18. Acho que descobri recentemente que a minha alma Ă© mesmo de uma miĂşda do campo perto da praia... nĂŁo vivo sem isto.

    19. Ainda tenho sonhos por concretizar (e ainda bem!). Houve momentos em que pensei deixá-los para trás, mas percebi que estaria a deixar de viver com um propósito. É errado. Por mais difícil que possa ser, eu vou, nem que morra a tentá-lo, mas vou! Não morrerei com esse arrependimento no coração.

    20. Tenho também ainda muitas viagens para fazer e muitos caminhos por trilhar. Que a fé não me fuja dos dedos e que Deus esteja sempre a meu lado!

    Desafio proposto pela minha querida Joana. Muito obrigada, mais uma vez. Reflecti sobre imensas coisas para poder responder ao que se pedia... Espero que tenham gostado. Identificam-se em alguma coisa?
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