The Ginger Bookworm

Olho para ti e não te vejo!
Fugiste deste mundo para sonhares no Céu. Voaste desta Terra para te elevares nesse Vento.
Percebo a razão dessa fuga súbita, desejada e inesperada. Compreendo os teus erros e nunca entendi os meus. Sigo os teus passos e apago as minhas pegadas no caminho de poeira macia.
Porque não me levaste contigo?
Porque me deixaste aqui, a sentir a tua falta, a ver o tempo, a implorar que o tempo passe, a pedir aos deuses que me levem também para junto de ti?
Não me disseste palavras mágicas. Cantaste-me palavras tuas, numa doce melodia, que guardo ainda hoje no intangível do meu ser.
Não te sinto comigo há muito tempo e, mesmo assim, atrevo-me a pedir-te que me abraces como só tu sabes. Encosta o teu coração no meu e deixa-me ouvi-los a baterem, cheios de emoção por se juntarem outra vez. Enrola os teus braços no meu pescoço e cobre-me do mundo. Deixa-me deitar a minha cabeça no teu ombro e encostar o meu rosto no teu pescoço. Deixa-me abrir os braços e fechá-los em ti.
Vamos às estrelas contar os planetas e depois voltamos para baixo para inventar luas e sóis.
Vem comigo à cidade da Saudade partilhar lágrimas silenciadas pela consciência da realidade.
Depois daquele dia, chorei uma noite inteira, sem conseguir parar. Esgotei a água salgada que havia em mim. Desde então que não deito uma lágrima que seja destes meus olhos. A dor é tão grande, tão infinita e não consigo chorar, para a acalmar! Não percebo! Não entendo!
Este meu coração deve ter transformado a minha Saudade em vidro. Lá dentro, cacos afiados, enterrados no coração que o apertam cada vez mais e não deixam a água sair para lavar este sentimento tão inexplicável.
Este meu coração está a morrer para te ter aqui, mais uma vez, junto a mim!

Para nós que temos o guarda-roupa a abarrotar, nunca «temos o que vestir» e quando temos, arranjamos sempre um defeito.
Para nós que conseguimos aguentar saltos terríveis de meio metro.
Para nós que temos uma colecção de malas, sapatos e biquinis maiores do que o Rio Mondego, mas que nunca o admitimos porque uma mulher que é mulher não recusa uma ida às compras.
Para nós que nunca chegamos atrasadas... os outros é que chegam cedo demais.
Para nós que adoramos comida e docinhos, mas detestamos espelhos e balanças naqueles dias...
Para nós que somos LINDAS (e não sabemos), mas mesmo assim temos sempre o nariz mais torto, as pernas mais gordas e todos os restantes maiores e piores defeitos do mundo e arredores.
Para nós que enchemos as casas de banho de produtos de beleza inúteis aos olhos dos homens.
Para nós que procuramos incansavelmente o elixir da beleza eterna, sem percebermos que nunca precisámos nem nunca precisaremos dele.
Para nós que passamos horas ao telefone.
Para nós que não fazemos a mais pálida ideia daquilo que queremos. Para nós, que sabemos desde sempre o que queremos.
Para nós que nos sentimos tantas vezes inseguras, tímidas e com medo de tentar.
Para nós que somos teimosas que nem uma porta, determinadas e sempre cheias de razão.
Para nós que conseguimos falar com o silêncio e escutar vozes mesmo na maior confusão de ruído.
Para nós que queremos e merecemos ser amadas.
Para nós que amamos incondicionalmente.
Para nós que choramos mares quando mares têm de ser chorados.
Para nós que batalhamos e que lutamos por um Amanhã mais tranquilo.
Para nós que temos neuras inacabáveis.
Para nós que nunca deixamos morrer um sonho.
Para nós que somos solteiras e vivemos a vida sem ter de apanhar meias do chão todos os dias.
Para nós que somos casadas e, para além de apanhar meias do chão todos os dias, temos de fazer almoço e jantar, tratar da casa, do cão e do papagaio, dos filhos e do marido, ir às compras, pagar as contas e, ainda por cima disto tudo, sermos FANTÁSTICAS!
Para nós que somos Mães e temos de ter um coração de manteiga, mas protegidos por uma armadura de diamante.
Para nós que somos Irmãs e que amamos os nossos irmãos com mais de metade dos nossos corações.
Para nós que somos Tias e temos uma caixinha de segredos dentro de nós dedicada aos nossos sobrinhos.
Para nós que somos Avós e que, mesmo a ver e ouvir mal, sem dentes, e cheias de cabelos brancos e rugas conseguimos ser das mulheres mais sábias e amadas.
Para nós que construímos sorrisos e felicidade.
Para nós que somos seres humanos, tal como os homens.
De mim, Carolina, para nós, Mulheres, para nós, não só um dia, porque um dia começa e acaba num piscar de olhos e é mais efémero do que aquilo que parece, mas sim uma vida cheia de lutas, derrotas e vitórias porque é disso que verdadeiros guerreiros são feitos e nós não somos nada mais, nada menos do que pessoas numa luta constante que é o caminho da vida.
Hoje não é o Dia da Mulher. É um dia qualquer. Mas todos os dias quaisquer são a Vida da Mulher.

A minha voz é poesia!
Ou, pelo menos, queria que fosse.


Perguntaram-me isto (não sei quem é o autor da pergunta), via imagem no Facebook:
«- A conta da saudade, quem é que paga?»
- A alma e o coração. - respondi.

Não é o medo que te pode parar. Medo todos temos. O que te pode parar é a tua decisão de estagnar, parar, não evoluir, não crescer.
Por isso, mesmo com medo, vai!
Verás que no fim te sentirás mais capaz pela coragem que tiveste. Vais poder dizer afinal, eu consigo, afinal, eu fiz isto.
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Há sorrisos que não imaginam a falta que fazem e a importância que têm.
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Primeiro, aquilo que sou. Depois, aquilo que faço.
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A música está, é, existe em nós. Só temos de ouvi-la, senti-la.
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A única coisa impossível de mudar na nossa vida é se algum dia tentarmos acabar com ela! Há uma grande probabilidade de não podermos mudar o que foi feito (se formos bem sucedidos nessa tarefa), pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher, de poder agir.
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Estou velha, com rugas.
Já fui nova, como tu, bonita, esbelta e elegante!
Agora o tempo passou e encheu o meu rosto de histórias e as minhas mãos de experiências...
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O amor não prende ninguém. Dá-se liberdade para ver o outro feliz, sendo assim também feliz!
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É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!
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Às vezes, só precisamos de um motivo para escrever. Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração.
Às vezes, só é preciso um empurrão (e) de umas palavras para conseguires relembrar a chama da tua paixão que se apaga em dias de nevoeiro e que dói a acender no Inverno que há em ti!
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As ruas são calmas. As casas é que têm monstros lá dentro.
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Devíamos ensinar o mundo a gostar de ler. O mundo precisa de gostar de ler.
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A comida tem o sabor da fome.
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Ages como se se te esgotassem as palavras. Escreve. Escreve mais. Isso não chega. Continua a carregar com o carvão no papel, a fazê-lo rasgar a brancura e pureza do papel, a tirar-lhe essa monotonia de nada ter escrito. Escreve nele e faz dele um papel feliz!
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Chi-coração é colar dois corações. Chi-coração é um segredo sussurrado entre dois corações.
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Eu não deixo ninguém para trás, algumas pessoas é que me perdem um pouco a cada dia e nem percebem.
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Perder só mais um pouco. Aqui, perder é ganhar.
Pessoas lindas. Que são lindas e não o sabem. São-lhes tiradas as alegrias, a vontade de viver, tudo por uma ideia estupidamente perfeita daquilo que se poderia ser, se, se, se... Se! Se tivessem aquela perfeição impossível e essa felicidade associada, também impossível.
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Isto não é nada do outro mundo, mas é algo que sempre amei fazer e, para mim, isso é suficiente.
Eu tinha medo e agora admiro quem seguiu os seus verdadeiros sonhos, por eu não ter tido a mesma coragem para fazê-lo também!
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Há erros que precisamos de ser nós a errar, às vezes temos mesmo de ser nós a meter a pata na poça e perceber o que é que é realmente um erro ou não, pois em determinadas ocasiões, um erro para uma pessoa pode não ser um erro para outra... tudo depende do contexto, da circunstância.
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O curso de Português, a Licenciatura, ou as Línguas e Humanidades... eram a minha cara (e o meu coração). Dizias Português e as pessoas relacionavam-no à Carolina, por ser evidentemente apaixonada pela disciplina e tudo o que à nossa língua dissesse respeito. Perdi, com o meu afastamento, um bocadinho da magia que eu sei que tinha dentro de mim que fazia brilhar os meus olhos quando eu falava sobre isso, sobre os livros e poetas e escritores que eu admirava. Já não tenho como acompanhar o programa actual da disciplina, nem literário, nem gramatical, o que me deixa de certa forma triste, mas nada me impede de querer manter-me actualizada. Mas o tempo não é o mesmo e às vezes o estudo tem de se virar para os lados onde estou neste momento.
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Hoje em dia, vejo muita gente a enganar a solidão com os ecrãs.


Ansiedade.

A ansiedade incontrolável que eu achava que ia desaparecer, depois de atingir um determinado patamar profissional e uma certa estabilidade (financeira ou não) não se vai embora. Mas afinal o que é estabilidade? Será que a vamos ter um dia? Já a temos? Ou é apenas a ilusão de a termos sem nunca lhe termos posto o pé em cima?

A altura da minha vida em que eu achava ser mais tranquila e livre de ansiedade revelou-se um poço de lágrimas, incertezas e escuridões bem negras que eu não queria voltar a encarar, mas seria inevitável ter de olhá-las de frente e tive de bater o pé e dizer não e dizer basta e dizer chega, que eu também existo, chega, que a vida é minha e eu é que sei o que fazer com ela.

Achamos sempre que é tarde demais, mesmo quando temos a vida inteira e unida pela frente.

Afinal, a vida é difícil quando a pensávamos fácil. Afinal a vida é para todos, as lutas e as derrotas são para todos. As vitórias também.

Afinal, nunca sabemos nada. A vida é que a sabe toda e nunca nos diz nada.

Matilde, menina Girassol, abri o teu blogue pela curiosidade que tive em conhecer outro blogue também com o nome de uma flor. E não me arrependi. Encontrei um lugar fresco, simples e bonito que gosto de visitar, de quando em quando, para ler o que partilhas connosco.

Muito obrigada por estares aqui, connosco, a conversar alegremente sobre o mundo!

Podemos fingir que estamos sentadas num jardim, rodeadas por um perfume de girassóis e bem-me-queres, a conversar? A mim parece tentador!

1 - Sendo de Elvas, Matilde, conta-nos o quão encantador é o teu doce Alentejo.


Adoro que tenhas escolhido esta pergunta para iniciar a nossa conversa, porque eu própria não teria seleccionado outro detalhe para me introduzir, ou apresentar. No geral, odeio definições e odeio tentar colocar-me uma etiqueta, no entanto, quando sou forçada a escrever uma biografia, a primeira coisa que gosto de salientar são as minhas origens e levar as pessoas que estão do outro lado a ver o Alentejo com os meus olhos. Acho que posso dizer, com toda a segurança, que é a minha zona de conforto, o meu safe space cheio de pormenores especiais e únicos; desde as pessoas, que no início não são fáceis de conquistar, mas têm um coração de ouro, até às paisagens envolventes, serenas e harmoniosas como não há em mais nenhum lugar. Elvas, especificamente, é a melhor cidade do mundo – ainda que eu seja suspeita nesta escolha – e a minha recomendação instantânea e automática quando chega a hora de sugerir um destino a alguém. É um lugar distinto dos outros, a mistura entre Espanha e Portugal é quase palpável e isso afecta o passado e o presente da cidade, faz com que seja um sítio que respira história (o que pessoalmente teve muita influência em mim) e que tem muito para contar. Para mim, a magia está na cultura própria que Elvas possui. Nos vocábulos, nos monumentos, nos campos, na maneira de viver, de sentir e de expressar. Na calma, no calor e na sua capacidade de nos fazer sentir como uma pequena parte de uma comunidade verdadeiramente rica e singular.




2 - E o Porto deslumbrante? Que momento mais te marcou na tua estadia na Invicta?


Eu diria que o meu primeiro contacto com o Porto foi o mais marcante. Passei anos a pedinchar a toda a gente que me acompanhasse numa visita à Invicta e, curiosamente, o ano passado marquei e desmarquei inúmeras ideias de férias, fins-de-semana e tudo mais, para, no final de 2018 me mudar definitivamente para lá. Tinha imensas expectativas em relação ao que viria a encontrar e todas elas foram superadas, o que me deixou desarmada, porque estou habituada a “sonhar demasiado alto”. Não sendo eu grande admiradora de cidades grandes – porque cresci no meio da calma e tranquilidade – fiquei surpreendida por gostar tanto do Porto. É tão português, tem tanta personalidade e, mesmo sendo uma metrópole, não me faz sentir como se estivesse a ser esmagada no meio da multidão. Como tu disseste, é deslumbrante e tem uma energia e uma essência muito próprias que acabaram por ser compatíveis comigo. 


3 - Embora não te siga há muito, muito tempo, já li várias das tuas publicações. Uma das que mais me marcou foi POSTCARDS FROM OPORTO não só por me identificar com o teu sentimento de rendição para com a linda cidade do Porto, mas também pelas tuas fotografias magníficas. Uma vez que já a escreveste há algum tempo, consegues dizer-nos se houve, no entretanto, mais alguma cidade, portuguesa ou não, que tenhas classificado melhor do que aquele simples "hmm, ok"?


Na verdade, sim e não… não posso dizer que tenha viajado muito entretanto, pelo menos não com o propósito de conhecer uma cidade, ou os seus pontos mais bonitos e característicos, mas tive a oportunidade de ir a Espinho e também gostei bastante do pouco que vi. No entanto, admito que sou muito complicada quando se trata de classificar lugares novos, há sempre qualquer coisa que me deixa desconfiada e, por isso, o veredicto final é sempre “o Alentejo é mais bonito”. 


4 - Bom, parece que estás em Jornalismo (um curso que me desperta bastante atenção), estou certa? Quão mudou a tua vida com a entrada na Faculdade?


É complicado explicar como mudou a minha vida com a entrada na faculdade e com o início da licenciatura em Jornalismo, porque simultaneamente sinto que mudou imenso e que não mudou nada. Por um lado, não sou apaixonada pela vida de estudante, é muito complicado para mim manter-me quieta e calada a olhar para um pedaço de papel durante horas e tentar memorizá-lo e estudá-lo. Por outro lado, escolher um curso, que por si só se insere num contexto das ciências sociais e me obriga a aprender matérias que realmente têm impacto no meu quotidiano equilibrou bastante a balança, porque em vez de estar fechada a tentar compreender as informações que chegaram até mim tenho a possibilidade de sair porta fora e ver como se aplicam num contexto real. É possível para mim criar projectos e desenvolvê-los utilizando o que aprendi com os conteúdos das cadeiras e isso é muito positivo, porque me ajuda a ser mais dinâmica. Diria que a maior mudança que a faculdade proporcionou na minha vida foi a força que exerceu em mim para “sair da minha conchinha” e tornar-me mais extrovertida. Vi-me fora da minha cidade, sem conhecer ninguém e num curso de comunicação onde toda a gente tem muitas opiniões e quer imenso ser ouvido. Tive de lutar por mim mesma e deixar de ter medo de falar perante um público desconhecido, o que acabou por ter muito impacto no crescimento da minha autoconfiança e da perda gradual da timidez. 


5 - Reparei que és fã do Elvis. Quando é que surgiu esta admiração?


Não posso dizer uma data concreta, porque na verdade não me recordo. Veio da minha mãe, em conjunto com o filme Lilo & Stitch – depois da Lilo se apresentar como a maior fã do Elvis, a minha mãe refutou e afirmou que ela é que era a maior fã do Rei (hoje claramente que sou eu) – e a curiosidade de ver de onde vinha tanto fascínio levou-me até Jailhouse Rock e, mais tarde, a um filme biográfico que até hoje continua um dos meus favoritos de sempre. É, indubitavelmente, o meu cantor favorito e a base onde construí todo o meu gosto musical, por isso obrigada Lilo e obrigada mãe!




6 - A Priscilla e o Stitch são dois amores peludos que te apareceram na vida por acaso. Achas que ainda pode aparecer mais outro patudo querido pelo teu jardim? Conseguirias resistir a outro amor destes?


Aproveito a ocasião para anunciar que a minha querida Priscilla já é mãe, por isso continuam a aparecer gatinhos no meu jardim e eu continuo a acolhe-los, como se fosse uma velhinha solteirona que tem muito tempo livre. Se eu queria completar a família com, talvez, um cãozinho? Não confirmo, nem desminto, mas na verdade comigo a viver entre o Porto e o Alentejo é complicado sustentar tanta gente, não sei como é que os Weasley conseguiam, para ser honesta!


7 - A fotografia é importante para ti. Costumas ter sempre (ou quase sempre) uma máquina fotográfica contigo quando vais a um lugar diferente e especial?


Na verdade, a minha máquina fotográfica está sempre comigo, mesmo quando não tenho planeada nenhuma visita a um destino especial. Creio que o meu gosto por escrever e por registar momentos cresceu e tornou a fotografia em algo com bastante importância para mim, no sentido em que é um complemento à minha maneira de imortalizar uma ocasião diferente e marcante. A noção que, muitas vezes, as situações mais invulgares e especiais acontecem sem aviso prévio acrescida ao meu pânico de estar desprevenida, levam-me a nunca deixar a minha máquina longe de mim. No entanto, e contradizendo o ponto que acabei de defender, os melhores momentos e recordações que guardo não estão imortalizados com fotografias, talvez porque na altura estava tão entretida e distraída a viver que me recusei a interromper essa experiência para registar o que quer que fosse (ao mesmo tempo, gostava que alguém o tivesse feito por mim, para eu ter uma pequena prova palpável que realmente aquele dia/ hora/ minuto teve algo de fantástico e único).


8 - Qual a cor que dirias que melhor descreve a energia que transmites no Girassol?


Curiosamente, penso nisto imensas vezes e acabo por chegar à conclusão que depende imenso do momento em que eu me encontro. No geral, acho que por mais voltas que dê levo sempre o Girassol de volta para o amarelo, porque para mim o mais importante é transmitir aconchego, conforto e optimismo, tornar o meu cantinho da internet num lugar seguro, para quem o visita e também para mim. 




9 - Reparei que tinhas um canal de Youtube. Vi estes teus vídeos e fiquei apaixonada. Fala-nos das curtas que já fizeste. O que é que te dá mais gosto nesse processo apaixonante?


Antes de mais, obrigada! Fico sempre sem jeito quando dizem que gostam dos vídeos que eu faço!
Já escrevi e produzi duas curtas-metragens, completamente amadoras, quando estava no ensino secundário. A minha professora da altura deu-nos a opção de apresentar um livro, ou de realizar uma curta como trabalho final do período e eu, juntamente com as minhas amigas, escolhi tentar a minha sorte como cinéfila. A primeira (10º ano) foi mais simples e rápida, ainda que também nos tenha dado imenso trabalho, mas diria que a segunda (11º ano) ganhou o meu coração por completo. Naquela altura, éramos completamente viciadas em The Breakfast Club (ainda hoje é o meu filme favorito) e optámos por juntar esse conceito a inúmeros outros de vários filmes juvenis que gostávamos e o resultado foi magnífico e super gratificante. Graças a essas duas curtas-metragens nasceu o meu gosto por trabalhar em vídeo e confesso que não faço tantos projectos nessa área como gostaria. Para ser honesta, diria que a parte que mais gosto é a planificação e o desenvolvimento da ideia e do conceito, porque é a partir daí que tudo se desenrola e, mesmo quando aparece uma certa vontade de desistir, é logo posta de lado, porque já temos esse objetivo final em mente e queremos muito que ele se concretize. 


10 - Porquê Girassol?

Gostava de te dar uma resposta bonita e uma razão com cabeça, tronco e membros, mas a verdade é que fiz as coisas ao contrário. O meu blog não se chama Girassol, porque o girassol é a minha flor preferida. O girassol é que é a minha flor preferida, porque o meu blog se chama Girassol. Quando criei o blog tinha acabado de fazer 16 anos e, apesar de ter uma noção e estrutura de tudo o que queria fazer, não tinha um nome. Como na altura, por algum motivo, a minha página do tumblr mostrava-me imensas fotografias de girassóis tomei isso como se fosse um sinal e aproveitei para apressar o lançamento do meu pequeno blog. No entanto, o primeiro nome que adotei foi “Sunflowers In The Wind” e só mudei para o actual em Junho do ano passado, porque cheguei à conclusão que fazia mais sentido que o nome, tal como as publicações, estivesse escrito em português.




LINKS

Blogue:
http://opequenogirassol.blogspot.com/

Instagram:
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Youtube:
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Tumblr:
https://sereinxx.tumblr.com/

Todas as imagens e vídeos desta publicação são da Matilde.


[1] ENTRE VISTAS - AS GAVETAS DA ANDREIA MORAIS

[2] ENTREVISTAS - A INÊS, DO BOBBY PINS

Já pensaram na vossa alimentação de uma forma mais profunda?

Por exemplo, por que razão as laranjas aparecem nos meses frios e as melâncias nos meses quentes? Parece-nos óbvio, não é?

Posso não estar certa porque as verdades hoje em dia duram pouco tempo e são mais efémeras do que absolutas, mas o pressuposto que para mim mais faz sentido é o de que a Mãe Natureza nos dá os seus diversos frutos nas épocas em que mais deles precisamos.

Talvez até seja inteligente tirarmos proveito dos legumes e das frutas da época. Os nutrientes nestes alimentos provavelmente são os mais adequados para auxiliar eficazmente o nosso organismo ao combater imprevistos na saúde face às condições meteorológicas de então.

Cada estação do ano propicia o aparecimento de determinados fenómenos fisiológicos no nosso corpo. Suponhamos os mais básicos para ser fácil de vos explicar de uma forma muito superficial aquilo que pretendo transmitir:

- No Inverno, apanhamos frio, ficamos constipados, tomamos Vitamina C, comemos laranjas.

- No Verão, apanhamos calor, temos tendência a desidratar, bebemos água, comemos melância.

Parece óbvio e na verdade faz sentido, mas há combinações de alimentos não tão óbvias assim e nem todos temos essa informação connosco.

Encontrei algumas informações em sites que presumo serem de confiança, uma vez que um deles é o da Defesa do Consumidor. A página divide-se entre frutas e legumes e aqui até podem consultar por cada mês do ano. É muito interessante irmos ganhando consciência daquilo que poderá ajudar a nossa saúde neste aspecto porque afinal... somos o que comemos!

Bom apetite 🌼

Nota: As imagens e as informações deste post foram retiradas do site do Pingo Doce e da Deco, e ainda com base na leitura deste livro. Assim, para uma dieta saudável, equilibrada e adequada às necessidades de cada um, deve ser sempre consultado um profissional de saúde de Nutrição.

A primeira boa notícia para o Bem-Me-Quer, em 2019, foi poder pertencer ao Programa de Afiliados da WOOK.

A partir de hoje, vocês estarão a ajudar o Bem-Me-Quer a florescer, a contribuir para o seu crescimento literário, ao visitarem o site da WOOK ou ao comprarem algum livro através dos links que disponibilizarei nas respectivas publicações.

Há já algum tempo que planeava fazê-lo mas só depois, com a ajuda da Andreia, percebi como poderia informar-me sobre o assunto. E quem melhor do que ela, leitora maratonista, para me ajudar a esclarecer as dúvidas?! E assim fiz. Obrigada, Andreia!

Estou muito feliz e muito grata!

Boas leituras 🌼
Apaixono-me facilmente por músicas que tenham um ukulele a cantar, sabem?
Tem um som tão doce e inocente que me deixa numa paz de espírito difícil de encontrar com outro tipo de música.
É também por este motivo que me encantei por Beirut. Os temas, os clips, as letras, as imagens associadas, toda esta combinação de elementos acabam por conseguir acalmar-me a mente e o coração, por mais amargo que tenha sido o dia. Mas acho que o elemento chave para que isso aconteça é mesmo a melodia e a doçura do ukulele.











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