The Ginger Bookworm
Leonor, NĂ´r, NĂ´nĂ´...

Há imenso tempo que não te vejo pessoalmente, mas vou acompanhando o teu talento que nunca deixei de admirar. Os bons vencem nesta vida e tu estás no caminho para a vitória. Parabéns pelos trabalhos que vais fazendo! E um obrigada sentido por aceitares perderes um pouquinho do teu tempo a conversar comigo!


Olá, Carol! É verdade, já lá vai algum tempo. Se bem me lembro a Ăşltima vez que te vi e que falámos foi na Feira de S. Pedro, sentadinhas ao pĂ© da rolote dos kebabs (ahah!) para meter “vidas em dia”, partilhando (e suspirando) episĂłdios e crescimentos, que entretanto acumulámos desde os tempos da Freiria, da Henriques Nogueira e das faculdades… oh, tempo!


Em primeiro lugar, eu Ă© que agradeço por te teres lembrado de mim e me teres lançado este “desafio” tĂŁo bom e que aquece tanto a alma. Em segundo, acho que te enganaste na frase “perderes um pouquinho do teu tempo a conversar comigo”. NĂŁo será antes “ganhares”? Como posso perder tempo a falar de paixões? Muito menos a quem se mostra tocado de alguma forma por elas? SĂł vejo ganhos aqui (por isso, mais uma vez, te agradeço).

1 - Leonor, para começar, e uma vez que ainda não te conhecemos aqui pela Blogosfera, gostarias de fazer uma apresentação sobre ti e sobre o teu trabalho?


Bem… NĂŁo sou muito de aventuras espontâneas, embora sonhe sempre com elas. Sou simples na (minha) generalidade, complicada nos (meus) pormenores. Sou a mais velha, mas a mais baixa, de cinco (nĂŁo me subestimem, desenvolvi toda uma gama de estratĂ©gias para me impor… ou nĂŁo… pelo sim pelo nĂŁo posso sempre dizer “respeitinho aos mais velhos”).

NĂŁo leio muitos livros, mas pessoas sim (todos os dias)! Mordo as bochechas quando estou nervosa e quando (so)rriu demasiado  elas apoderam-se de metade da minha cara. NĂŁo passo um dia sem cafĂ© –“por (Ca)(FĂ©) Ă© que nos salva!” como dizia o meu querido avĂ´. Gosto de ver e ir Ă  bola, de aguarelas e de estrelas.

Equitação, Música, Taekwondo e Escutismo alegraram-me a vida. Família, amigos e arte embeleza(ra)m-na. Entreguei-me às Belas-Artes e agora ando a descobrir o mundo dos museus. A lista poderia estender-se por mais e mais linhas, mas eu tenho mais perguntas a responder e vocês paciência finita, quero aproveitá-la bem.

Quanto ao meu trabalho penso que, embora considere extremamente delicada e difĂ­cil a tradução por palavras, revela as constantes buscas, (in)certezas, (des)encontros, gestos e impulsos em que me desdobro e faço desdobrar, dia apĂłs dia, eternizados numa pintura, fotografia, desenho… autĂŞnticas ferramentas de uma alma itinerante, errante, arrebatada (a minha, a tua, a de todos).



2 - Quando é que percebeste que a tua vida estaria inclinada para esta área magnífica?


Desde cedo que as cores, os pinceĂ­s, os lápis e as telas ocuparam um lugarzinho especial no meu coração. Sempre adorei desenhar e pintar e a minha primeira resposta Ă  pergunta “o que queres ser quando fores grande? provou isso – “pintora” (por volta dos seis anos atĂ© pedi como prenda de anos uma boina preta e um cavalete). No entanto, essa certeza rapidamente se fragilizou. NĂŁo a certeza de que adorei e adoro pintar, mas a de que quereria ser pintora, artista.

Na verdade, estive muito perto de nem sequer escolher artes no secundário. CiĂŞncias ou artes? O que faço agora? Gosto de ambas… preciso de ambas… (nĂŁo Ă© que no dia das matrĂ­culas, os professores responsáveis que me apareceram com uma ficha, na qual uma cruz bastaria para a decisĂŁo da área, eram, sem mais nem menos, a professora de CiĂŞncias e o professor de EV? Engraçado). E pronto, o tal conselho de “escolhe o que te faz mais feliz” fez-me sentido. E por esse conselho tenho guiado a minha vida. Depois do secundário escolhi licenciar-me em Pintura, e assim foi. E nĂŁo foi, nem Ă©, um caminho sem pedras, sem incertezas e sem “crises existenciais”, mas sĂŁo pedras, incertezas e crises coloridas.




3 - Dentro do mundo vasto da Arte, que área te deixa o coração a palpitar com mais força?


Diria que a pintura e a fotografia sĂŁo os meus mundos preferidos dentro do universo da arte. NĂŁo consigo escolher apenas um. Para mim eles opõem-se e complementam-se simultaneamente. Há coisas que sĂł vejo, sinto, revelo ou escondo numa pintura… Há coisas que sĂł vejo, sinto, revelo ou escondo numa fotografia…. E há coisas que sĂł vejo, sinto, revelo ou escondo com ambas em diálogo, ou em silĂŞncio. O nascimento da fotografia, há quem diga, trouxe a primeira crise Ă  pintura… o que por um lado nĂŁo deixa de ser verdade… mas, e quanta potencialidade? Ambas falam e fazem falar de maneira particular, preciso de ambas (e a vida tambĂ©m).



4 - E nas artes plásticas, Ă© para a Pintura que tens mais tendĂŞncia a «cair» para te expressar?


Sim, caio e caio mesmo. Ă€s vezes nem me consigo levantar… Especialmente quando dá luta, sabes? Ă€ procura do tom, do volume, da composição, da ideia… dos outros ou de mim prĂłpria. Prende mas tambĂ©m liberta. Há coisas que ficariam por dizer se nĂŁo pudesse pintar. E por sonhar. Devemos muito Ă  pintura. Ă€ Arte…  SĂł que ainda nem todos acordaram…Quanta (in)sensibilidade?




5 - Fala-nos um pouco sobre o teu crescimento e evolução relativamente a esta paixão. Certamente, tens notado algumas mudanças na tua forma de pensar e de estruturar as coisas. O que sentes que mais tem mudado em relação a isso?


Como Ă© natural, a minha ingenuidade de ontem nĂŁo Ă© a mesma de hoje, e a de hoje nĂŁo será a mesma de amanhĂŁ. Sabias que a maioria das pessoas nĂŁo desenvolvem as suas potencialidades artĂ­sticas alĂ©m das que atingiram por volta dos nove anos? Precisamente quando descobrimos a “perspetiva”… e a frustração da dificuldade de a plasmarmos no desenho ou na pintura, por exemplo, levam-nos a perder parte do interesse no processo artĂ­stico… Geralmente, porque achamos “nĂŁo ser capazes de”… e na “criação artĂ­stica” das crianças, contrariamente Ă  dos adolescentes e Ă  dos adultos, embora possam estar conscientes de que as suas obras sĂŁo diferentes Ă s dos outros, nĂŁo se sentem pressionadas por regras, convencionalismos ou complexos – doce ingenuidade. Queremos encaixar-nos e acabamos por adormecer o que pode existir de melhor em nĂłs. 

Isso tem acontecido um pouco ao longo do meu crescimento. Certamente quando era mais nova era mais ousada nas minhas escolhas (mesmo que inconscientemente): nĂŁo tinha medo de misturar cores estridentes com cores secas…  de encher folhas… de fugir a regras. No básico e no secundário ensinam-nos teorias da cor, da forma, falam-nos que o equilĂ­brio, a homogeneidade e o realismo sĂŁo as chaves e que pintar fora dos contornos Ă© sinĂłnimo de imperfeição. E depois? Na faculdade descobrem-nos presos e tentam ensinar-nos a ser novamente crianças: a arriscar, misturar, cortar, dobrar, virar, remexer, descolar, agitar… numa procura de identidade tremenda. E esta foi a principal mudança que senti em relação Ă  maneira de ver, pensar e sentir a arte ao longo dos anos.

Tento ser, de certa forma, cada vez mais a Leonor dos seis anos, que respondeu sem medo que queria ser pintora e que nĂŁo cedia na decisĂŁo de juntar laranja com rosa, de fazer braços a sair diretamente da cabeça ou olhos esbugalhados num sol no canto da folha. Uma criança nĂŁo se fica pelas preferĂŞncias estĂ©ticas (atĂ© porque muitas vezes ainda nem as tem nem as sabe), nĂŁo se guia por escolas artĂ­sticas e muito menos se prende por valores de mercado, nĂŁo lhe interessa o domĂ­nio da tĂ©cnica e muito menos a “transcendĂŞncia” das suas “obras” … e isso Ă© maravilhoso. Gostava de continuar assim. E tem sido uma luta (Ă s vezes brincadeira) constante. Ainda me Ă© difĂ­cil. Muitas vezes acabo novamente presa. Ă€s vezes surpreendo-me com o resultado (ou com o prĂłprio processo). Ă€s vezes vale a pena cada tentativa. Ă€s vezes vale a pena deixar em aberto. E Ă© nesta mesma corda bamba que tenho cresc(ido). Parte de mim gosta e guia-se pelos academismos, parte de mim tenta combate-los. 





6 - Também tocas Violino. O que te fascina na Música?


Bem, já nĂŁo toco há muuuuuuuito tempo! Gostava de ter coragem para voltar. Talvez um dia. Sensibilidade – acho que Ă© isso que me fascina. Necessária para tocar e para saber ouvir. Tal como na pintura, na fotografia, no desenho… Todos nos projetam de alguma maneira. NĂŁo há ninguĂ©m indiferente Ă  mĂşsica, acho eu. Tenho quase a certeza. Nem todos sabemos compor, tocar ou (en)cantar, mas ela, a mĂşsica, “toca-nos” a todos… e Ă© esse o seu poder. Quem nunca chorou, sorriu, ou se arrepiou com ela? … Quantas sensações, poemas? Ela Ă©-me Ă­ntima, e acho que a vocĂŞs tambĂ©m. NĂŁo imagino uma vida sem ritmo. Como dirĂ­amos que gostamos de alguĂ©m sem mĂşsica? Ou que sentimos saudade? Que temos medo de algo ou que esse algo Ă© belo? 



7 - No Cinema... há algum filme que te tenha marcado especialmente?


O clássico Forrest Gump… talvez o que me encantou mais atĂ© hoje. Aquela histĂłria, aquele diretor, aquele ator, aquela banda sonora, aquela fotografia, aqueles efeitos visuais … combinação perfeita para mim. É um filme que nos conquista e que nos muda. É que a histĂłria nĂŁo tem um gĂ©nero Ăşnico, Ă© uma mistura interessante de vários, que juntos compõem verdadeiramente uma obra prima. A inocĂŞncia daquela grande (e cheia, completa) histĂłria de vida, que nĂŁo se deixou corromper por polĂ©micas e grandes eventos, contada numa paragem de autocarro, e que no fundo se resumia a umpropĂłsito, encontrar aquela que lhe escapou… É um filme de pormenores, de detalhes… de simplicidade… acima de tudo de felicidade e de esperança, de saudade e de amor.



8 - Já tiveste alguma experiência a realizar alguma curta-metragem? Tens alguma curiosidade neste campo?


Não e sim. Não tenho experiência nenhuma mas a curiosidade é imensa. Talvez um dia me aventure. Até lá conto histórias com a pintura e com a fotografia. Mas estou completamente consciente do potencial do cinema e do que se pode (re)contar através de uma curta-metragem.


9 - Na Fotografia, qual a característica que consideras fundamental para que consiga marcar profundamente determinado tipo de população?


Essa pergunta Ă© muito difĂ­cil! Penso que nĂŁo exista “a” caracterĂ­stica que marque profundamente as pessoas. Isso Ă© muito subjetivo, na minha opinĂŁo. Quando fotografo, fotografo porque desejo e sinto essa necessidade… sem compromissos com a harmonia perfeita entre luz, velocidade, exposição, nitidez, foco, entre outros. Interessa-me o que algo pode dizer de novo, de modo diferente ou simplesmente cujo silĂŞncio me intrigue. E o “objetivo” Ă© captar para a partir delas poder decifrar, criar novamente ou simplesmente desdobrar sentidos. Acho que uma “bela” fotografia Ă© aquela que (me) intriga, que (me) conspira e que (me) (des)constroi (in)conscientemente.



10 - Na experiência que tens tido e pelo que vais observando, tendo em conta a diversidade da população, qual das artes que hoje parece chegar mais facilmente a um maior número de pessoas?


Afinal esta pergunta Ă© que Ă© difĂ­cil!! NĂŁo sei responder… A maioria das pessoas (claro que nem todas, felizmente) ainda estĂŁo muito apegadas Ă s obras que lhes dĂŁo respostas rápidas e diretas Ă s suas perguntas. Se exigir um pouco mais de atenção, de umolhar mais cuidado e de um pensamento mais crĂ­tico a coisa já fica mais difĂ­cil. Descodificar uma obra que nĂŁo nos dĂŞ logo as pistas, conseguidas somente se nos envolvermos de forma menos supĂ©rfula com ela, Ă© “penoso”, “trabalhoso”. Ainda há uma certa resistĂŞncia áquilo que nĂŁo se encaixa no figurativo realista… Interatividade e tecnologia tambĂ©m parecem estar na lista dos preferidos. Mas mais uma vez, esta questĂŁo e resposta sĂŁo extremamente subjetivas. Mas as coisas mudam (e tĂŞm mudado) aos pouquinhos. Há espaço para todas as artes. E há imensas formas de a fazer chegar Ă s pessoas. Há para todos os gostos e feitios!



LINKS

PortefĂłlio/Blogue:
https://leonorfernandes.weebly.com/

Instagram:
@leonorcms_fernandes
@leonorfernandesart

Facebook:
https://www.facebook.com/Leonor-Fernandes-882590101796636/


Todas as imagens desta publicação são da autoria da Leonor.


[1] ENTRE VISTAS - AS GAVETAS DA ANDREIA MORAIS

[2] ENTREVISTAS - A INĂŠS, DO BOBBY PINS

[3] ENTREVISTAS - O GIRASSOL DA MATILDE CASTANHO

[4] ENTREVISTAS - JOANA RITO | O BLOG




Querida Joana, 
Obrigada, uma vez mais, por aceitares fazer parte desta rubrica do Bem-Me-Quer!

É com enorme alegria que partilho o teu cantinho online incrível!
Desde que o abri, numa primeira vez, ao acaso, que nunca mais o larguei. Admiro o ar que se respira quando visito o teu espaço. Transpira paz de espírito, bem-estar e conforto. Adoro ler o que escreves natural, honesta e humildemente. Parabéns por nos inspirares a ser melhores seres humanos.

Para iniciarmos esta conversa, imaginemos que estamos sentadas à mesa (de madeira) de uma esplanada agradável, numa bela tarde de Verão, em frente às ondas calmas do mar, a beber um delicioso café, transportando-nos com esse aroma inspirador de muitas obras tuas.

Um obrigada antes de tudo, querida Carolina. Sou daquelas pessoas que quer mudar o mundo, nem seja um bocadinho, e coisas bonitas como esta fazem-me perceber que tenho impacto em quem me lĂŞ, mesmo que seja pequenino. Neste momento tenho borboletas na barriga e um calorzinho bom no corpo por te teres lembrado de mim.

1 - Joana, já sabemos que adoras uma boa tarde de Outono, embrulhada em mantinhas, com um bom livro para ler e uma bebida reconfortante para saborear. Quais são as melhores sensações, para ti, em cada estação do ano?

Antes de mais, acho que adoro todas as estações, embora elogie muito mais o Outono. Acho que cada estação tem algo bonito a oferecer, algo bom pelo que se esperar. Vivo-as como se fossem mudanças de estação em mim própria. Celebro as estações mais frias tornando-me mais caseira - o quão eu adoro ser caseira! -, com mais momentos em família e junto à lareira, mais calma, mais chá, mais mantas, mais livros, mais conforto. Assim que o tempo começa a aquecer parece que florescemos com ele. Aproveito cada raio de sol, noto cada flor a abrir, tento estar o máximo de tempo fora de casa, não aguento estar um dia de sol estupendo e ficar fechada em casa. É uma oportunidade para estar ao máximo em contacto com a natureza.


2 - Para além da leitura, que outra(s) actividades te fazem sorrir com a alma?

Talvez escrever esteja no topo da lista de mĂŁo dada Ă  leitura. Sempre adorei escrever, faço-o naturalmente e espero um dia poder seguir uma carreira que me permita escrever. Aliada Ă  escrita vem a criação. A criação de seja o que for. Nunca fui muito decidida e ainda hoje quero fazer um monte de coisas. Se me ocorrer criar um objeto, uma ilustração, uma histĂłria, uma mĂşsica, uma dança, eu faço-o de alma e coração. 


3 - Auroras ou crepĂşsculos? Qual o mais encantador?

Caramba, acho que Ă© daquelas perguntas na qual nĂŁo se escolhe. Acho o pĂ´r-do-sol algo do outro mundo, mágico, fantástico e tĂŁo precioso. Adoro fins de tarde. Mas sempre tive o sonho de um dia assistir a uma aurora boreal. Considero um dos fenĂłmenos da natureza mais incrĂ­veis que existem. Quero muito sentir a magia que Ă© estar sob algo assim. SĂł posso dizer que acho ambos algo mágico e sem igual. 


4 - Natureza... percebemos que lhe és muito ligada. Amas e és amada pela água, terra, fogo e ar. Consegues descrever algum momento que tenhas passado sozinha, em comunhão com a Natureza, que te tenha marcado profundamente? Gostarias de partilhar connosco?

SĂŁo raros os momentos em que passo sozinha com a natureza, a nĂŁo ser nos parques que há pelos arredores da zona onde moro. Costumo fazer muitas caminhadas matinais, sĂŁo essenciais para mim, para estar comigo, para me acalmar e aprender a respirar fundo. A natureza ensina-me isso. No entanto, existem pequenos momentos que me marcaram, apesar de nĂŁo estar sozinha nesses momentos. Um deles foi no verĂŁo passado, onde fui Ă  praia da Comporta num final de tarde de um verĂŁo já adiantado. Ocorria a maior Ă©poca de incĂŞndios do paĂ­s, e o ar estava pesado, abafado e denso. Mas aliado Ă s tonalidades do pĂ´r-do-sol proporcionou-me o melhor crepĂşsculo que alguma vez consegui viver. Tudo em meu redor tingiu-se de laranjas e dourados, a praia estava vazia, para alĂ©m de mim e da minha companhia, a água refletia os Ăşltimos raios que o sol trazia, o mar estava limpo, calmo e leve, apenas se ouvia as ondas do mar, o ar denso calou todo o ruĂ­do que pudesse existir a mais, e foi ali que tomei o melhor banho de mar. Senti-me como se fosse parte das ondas, hipnotizada pelo sol que nĂŁo tardava a ir dali a momentos. Sinto que a minha alma ficou ali, naquele momento mais mágico que vivi com o mundo. 


5 - Dreamcatchers, plantas e cristais tĂŞm um significado especial para ti. Consegues explicar-nos porquĂŞ?

Bom, nĂŁo sei bem. Os caçadores de sonhos lembram-me os nativos selvagens, sempre me quis rodear de algo que me fizesse lembrar o estilo de vida que quero ter. Há anos atrás pretendia começar a fazer coleção de algo, e decidi virar-me para os caçadores de sonhos. Comprei apenas um pequenino. DaĂ­ em diante tinha diferentes pessoas importantes para mim a oferecer-me em diferentes situações. Neste momento tenho 21 caçadores de sonho no quarto – acabei de os contar e coincidĂŞncia ser o mesmo nĂşmero quantos anos tenho de vida! – e cada um me lembra um momento bonito em especĂ­fico e as pessoas que estĂŁo e as que passaram pela minha vida. Já os cristais, por esses acho que tambĂ©m sempre tive uma queda por eles. Mas apenas comecei a adquiri-los e a utilizá-los em meditação desde o ano passado. Sou uma pessoa muito ligada Ă  espiritualidade e os cristais sĂŁo um pedaço da natureza que emitem energia que nos permite equilibrar os chakras e as energias que nos circundam. Ainda sou novata neste mundo, mas estou a adorar tudo o que descubro sobre eles e toda a experiĂŞncia que tenho tido. No caso das plantas, essa relação sĂł começou agora, apenas comecei a interessar-me por elas quando comecei a namorar, pois o meu namorado Ă© muito dado Ă  natureza, Ă  terra, ao cultivo. E foi com ele que comecei a descobrir a magia que Ă© semear, cuidar de uma planta, vĂŞ-la crescer. Faz-me, mais uma vez, estar em contacto com a natureza. 


6 - «Joana sem jeito» Ă© um projecto teu pelo qual eu nutro muito carinho. Quando e como surgiu esta ideia?

A ideia já vinha há algum tempo alojada num cantinho da minha cabeça. Apenas tinha receio e nĂŁo sabia bem por onde começar. Sempre gostei de inventar, de criar, de oferecer coisas feitas por mim Ă s pessoas, quanto mais “fora da caixa”, melhor. Comecei por pensar que podia ser uma boa maneira de me manter entretida, de ganhar mais algum e de espalhar amor por aĂ­. SĂł queria estar a criar, qualquer coisa, para alguĂ©m. EntĂŁo, numa manhĂŁ de verĂŁo, comecei a tentar arranjar um nome para representar aquilo que ia fazendo. E arranjei imensos, mas queria ter a certeza para nĂŁo vir a mudar mais tarde por já nĂŁo se adequar a mim. EntĂŁo surgiu a ideia de criar a Joana Sem Jeito do simples facto de, quando frequentava o curso de Design, as minhas pessoas mais prĂłximas me dizerem que fazia coisas bonitas, mas que nĂŁo tinha lá muito jeito para a coisa, que ficava tudo muito desajeitado, que eu era desajeitada. E que outro adjetivo me caracteriza melhor senĂŁo esse! Bem, sim, foi esta a minha linha de pensamento, acho que diz muito do que sou e do que crio, de como e o porquĂŞ de ter chegado aqui, nĂŁo podia estar mais contente. 


7 - O aroma a café é delicioso. Que tipo de café utilizas para as tuas criações? De cevada, de borra, de cápsulas...?

A coisa do cafĂ© foi por acaso. NĂŁo me apetecia pintar com aguarelas, e o facto de adorar tons de castanho fez-me lembrar do cafĂ©, que sendo lĂ­quido e manchando o papel, conta como tinta. Fiz os primeiros desenhos e as pessoas deliraram! Ainda ia longe de pensar que um dia iria vender desenhos feitos por mim, pintados a cafĂ©. Sou muito apologista da proteção do meio ambiente, da reciclagem e do desperdĂ­cio zero. Tento sempre criar algo em que transpareçam esses trĂŞs princĂ­pios. Para a conceção das obras utilizo os restos das cápsulas de cafĂ© cá de casa. Vou inserindo as cápsulas usadas na máquina e aproveito o pouco que ainda tĂŞm, sĂŁo apenas algumas gotas, mas depois de muitas consigo encher uma chávena. E, para pintar uma dĂşzia de desenhos, nĂŁo chego a gastar nem metade. 


8 - O que sentes quando terminas uma ilustração?

Sinto uma parte de mim realizada. Como uma criança que acaba de escrever a carta perfeita ao pai Natal ou que acaba de criar o desenho perfeito para oferecer Ă  mĂŁe. Maior parte das vezes chego a gostar tanto do resultado que me custa muito desfazer-me deles. Sinto que ficou expressa no papel uma grande parte de mim, que eu consigo fazer o que nunca imaginei que seria capaz. É como uma prova para mim de que o que sempre achei que nunca iria conseguir fazer, está Ă  minha frente. 


9 - O que dirias à criança que foste, sabendo o que sabes hoje?

NĂŁo tenhas pressa, sobretudo. NĂŁo cresças tanto, nĂŁo queiras ser como os adultos, ou como os outros todos. Ser diferente Ă© bom e Ă© bonito. Um dia vais conseguir fazer tudo o que sonhas. O mundo Ă© um mar de rosas, sim. NĂŁo acredites quando te disserem que a magia nĂŁo existe, ou que a vida Ă© dura, ou que as pessoas sĂŁo más. Tu vais mudar o mundo, vais ser o que quiseres e vais fazer o que bem entenderes. NĂŁo tenhas tanto medo. NĂŁo tenhas receio em experimentar coisas novas. NĂŁo queiras crescer. Aproveita o agora. Ser criança Ă© bom. 


10 - E ao teu possĂ­vel futuro eu com uns bonitos cabelos brancos?

Há uma mĂşsica da minha banda favorita, os OneRepublic, que me faz pensar muito nesta pergunta. Chama-se “I Lived” e espero que daqui a uns anos me identifique com muitas das coisas descritas na letra. Espero dizer que amei com todo o meu ser as minhas pessoas, que espalhei amor por aĂ­ de todas as maneiras que achei possĂ­veis, que salvei o mundo de alguma forma, que ajudei muitas pessoas e almas bonitas, que consegui concretizar muitos dos sonhos que tive, que vivi inĂşmeras experiĂŞncias nas quais sempre tive vontade, que alcancei a paz de espĂ­rito que sempre quis, que tenha feito as minhas pessoas felizes, que tenha lido e vivido histĂłrias intensas. Que tenha sido feliz, acima de tudo. Com mais arrependimentos que anseios por cumprir. 



Bem, despedimo-nos então com as chávenas vazias e um belo pôr-do-sol a brilhar no horizonte, ainda a torrar-nos a pele, de tão Verão que poderia ser nessa tarde!



Um obrigada muito grande, querida Carolina. Acho este pequeno projeto tão bonito e tão intimista. Gostava que existissem mais projetos deste género, o de conhecer as pessoas profundamente, o de ver para além daquilo que se mostra. Muito grata por isto!


LINKS

Blogue:
https://joanarito.blogspot.com/

Instagram:
@joanagvrt
@joanasemjeito

Facebook:
https://www.facebook.com/joanaritoblog/
https://www.facebook.com/joanasemjeito2018/
https://www.facebook.com/joanaritofotografia/

As imagens desta publicação são da autoria da Joana ou foram retiradas do seu blogue.


[1] ENTRE VISTAS - AS GAVETAS DA ANDREIA MORAIS

[2] ENTREVISTAS - A INĂŠS, DO BOBBY PINS

[3] ENTREVISTAS - O GIRASSOL DA MATILDE CASTANHO




Matilde, menina Girassol, abri o teu blogue pela curiosidade que tive em conhecer outro blogue também com o nome de uma flor. E não me arrependi. Encontrei um lugar fresco, simples e bonito que gosto de visitar, de quando em quando, para ler o que partilhas connosco.

Muito obrigada por estares aqui, connosco, a conversar alegremente sobre o mundo!

Podemos fingir que estamos sentadas num jardim, rodeadas por um perfume de girassĂłis e bem-me-queres, a conversar? A mim parece tentador!

1 - Sendo de Elvas, Matilde, conta-nos o quĂŁo encantador Ă© o teu doce Alentejo.


Adoro que tenhas escolhido esta pergunta para iniciar a nossa conversa, porque eu prĂłpria nĂŁo teria seleccionado outro detalhe para me introduzir, ou apresentar. No geral, odeio definições e odeio tentar colocar-me uma etiqueta, no entanto, quando sou forçada a escrever uma biografia, a primeira coisa que gosto de salientar sĂŁo as minhas origens e levar as pessoas que estĂŁo do outro lado a ver o Alentejo com os meus olhos. Acho que posso dizer, com toda a segurança, que Ă© a minha zona de conforto, o meu safe space cheio de pormenores especiais e Ăşnicos; desde as pessoas, que no inĂ­cio nĂŁo sĂŁo fáceis de conquistar, mas tĂŞm um coração de ouro, atĂ© Ă s paisagens envolventes, serenas e harmoniosas como nĂŁo há em mais nenhum lugar. Elvas, especificamente, Ă© a melhor cidade do mundo – ainda que eu seja suspeita nesta escolha – e a minha recomendação instantânea e automática quando chega a hora de sugerir um destino a alguĂ©m. É um lugar distinto dos outros, a mistura entre Espanha e Portugal Ă© quase palpável e isso afecta o passado e o presente da cidade, faz com que seja um sĂ­tio que respira histĂłria (o que pessoalmente teve muita influĂŞncia em mim) e que tem muito para contar. Para mim, a magia está na cultura prĂłpria que Elvas possui. Nos vocábulos, nos monumentos, nos campos, na maneira de viver, de sentir e de expressar. Na calma, no calor e na sua capacidade de nos fazer sentir como uma pequena parte de uma comunidade verdadeiramente rica e singular.




2 - E o Porto deslumbrante? Que momento mais te marcou na tua estadia na Invicta?


Eu diria que o meu primeiro contacto com o Porto foi o mais marcante. Passei anos a pedinchar a toda a gente que me acompanhasse numa visita Ă  Invicta e, curiosamente, o ano passado marquei e desmarquei inĂşmeras ideias de fĂ©rias, fins-de-semana e tudo mais, para, no final de 2018 me mudar definitivamente para lá. Tinha imensas expectativas em relação ao que viria a encontrar e todas elas foram superadas, o que me deixou desarmada, porque estou habituada a “sonhar demasiado alto”. NĂŁo sendo eu grande admiradora de cidades grandes – porque cresci no meio da calma e tranquilidade – fiquei surpreendida por gostar tanto do Porto. É tĂŁo portuguĂŞs, tem tanta personalidade e, mesmo sendo uma metrĂłpole, nĂŁo me faz sentir como se estivesse a ser esmagada no meio da multidĂŁo. Como tu disseste, Ă© deslumbrante e tem uma energia e uma essĂŞncia muito prĂłprias que acabaram por ser compatĂ­veis comigo. 


3 - Embora nĂŁo te siga há muito, muito tempo, já li várias das tuas publicações. Uma das que mais me marcou foi POSTCARDS FROM OPORTO nĂŁo sĂł por me identificar com o teu sentimento de rendição para com a linda cidade do Porto, mas tambĂ©m pelas tuas fotografias magnĂ­ficas. Uma vez que já a escreveste há algum tempo, consegues dizer-nos se houve, no entretanto, mais alguma cidade, portuguesa ou nĂŁo, que tenhas classificado melhor do que aquele simples "hmm, ok"?


Na verdade, sim e nĂŁo… nĂŁo posso dizer que tenha viajado muito entretanto, pelo menos nĂŁo com o propĂłsito de conhecer uma cidade, ou os seus pontos mais bonitos e caracterĂ­sticos, mas tive a oportunidade de ir a Espinho e tambĂ©m gostei bastante do pouco que vi. No entanto, admito que sou muito complicada quando se trata de classificar lugares novos, há sempre qualquer coisa que me deixa desconfiada e, por isso, o veredicto final Ă© sempre “o Alentejo Ă© mais bonito”. 


4 - Bom, parece que estás em Jornalismo (um curso que me desperta bastante atenção), estou certa? Quão mudou a tua vida com a entrada na Faculdade?


É complicado explicar como mudou a minha vida com a entrada na faculdade e com o inĂ­cio da licenciatura em Jornalismo, porque simultaneamente sinto que mudou imenso e que nĂŁo mudou nada. Por um lado, nĂŁo sou apaixonada pela vida de estudante, Ă© muito complicado para mim manter-me quieta e calada a olhar para um pedaço de papel durante horas e tentar memorizá-lo e estudá-lo. Por outro lado, escolher um curso, que por si sĂł se insere num contexto das ciĂŞncias sociais e me obriga a aprender matĂ©rias que realmente tĂŞm impacto no meu quotidiano equilibrou bastante a balança, porque em vez de estar fechada a tentar compreender as informações que chegaram atĂ© mim tenho a possibilidade de sair porta fora e ver como se aplicam num contexto real. É possĂ­vel para mim criar projectos e desenvolvĂŞ-los utilizando o que aprendi com os conteĂşdos das cadeiras e isso Ă© muito positivo, porque me ajuda a ser mais dinâmica. Diria que a maior mudança que a faculdade proporcionou na minha vida foi a força que exerceu em mim para “sair da minha conchinha” e tornar-me mais extrovertida. Vi-me fora da minha cidade, sem conhecer ninguĂ©m e num curso de comunicação onde toda a gente tem muitas opiniões e quer imenso ser ouvido. Tive de lutar por mim mesma e deixar de ter medo de falar perante um pĂşblico desconhecido, o que acabou por ter muito impacto no crescimento da minha autoconfiança e da perda gradual da timidez. 


5 - Reparei que és fã do Elvis. Quando é que surgiu esta admiração?


NĂŁo posso dizer uma data concreta, porque na verdade nĂŁo me recordo. Veio da minha mĂŁe, em conjunto com o filme Lilo & Stitch – depois da Lilo se apresentar como a maior fĂŁ do Elvis, a minha mĂŁe refutou e afirmou que ela Ă© que era a maior fĂŁ do Rei (hoje claramente que sou eu) – e a curiosidade de ver de onde vinha tanto fascĂ­nio levou-me atĂ© Jailhouse Rock e, mais tarde, a um filme biográfico que atĂ© hoje continua um dos meus favoritos de sempre. É, indubitavelmente, o meu cantor favorito e a base onde construĂ­ todo o meu gosto musical, por isso obrigada Lilo e obrigada mĂŁe!




6 - A Priscilla e o Stitch sĂŁo dois amores peludos que te apareceram na vida por acaso. Achas que ainda pode aparecer mais outro patudo querido pelo teu jardim? Conseguirias resistir a outro amor destes?


Aproveito a ocasião para anunciar que a minha querida Priscilla já é mãe, por isso continuam a aparecer gatinhos no meu jardim e eu continuo a acolhe-los, como se fosse uma velhinha solteirona que tem muito tempo livre. Se eu queria completar a família com, talvez, um cãozinho? Não confirmo, nem desminto, mas na verdade comigo a viver entre o Porto e o Alentejo é complicado sustentar tanta gente, não sei como é que os Weasley conseguiam, para ser honesta!


7 - A fotografia é importante para ti. Costumas ter sempre (ou quase sempre) uma máquina fotográfica contigo quando vais a um lugar diferente e especial?


Na verdade, a minha máquina fotográfica está sempre comigo, mesmo quando não tenho planeada nenhuma visita a um destino especial. Creio que o meu gosto por escrever e por registar momentos cresceu e tornou a fotografia em algo com bastante importância para mim, no sentido em que é um complemento à minha maneira de imortalizar uma ocasião diferente e marcante. A noção que, muitas vezes, as situações mais invulgares e especiais acontecem sem aviso prévio acrescida ao meu pânico de estar desprevenida, levam-me a nunca deixar a minha máquina longe de mim. No entanto, e contradizendo o ponto que acabei de defender, os melhores momentos e recordações que guardo não estão imortalizados com fotografias, talvez porque na altura estava tão entretida e distraída a viver que me recusei a interromper essa experiência para registar o que quer que fosse (ao mesmo tempo, gostava que alguém o tivesse feito por mim, para eu ter uma pequena prova palpável que realmente aquele dia/ hora/ minuto teve algo de fantástico e único).


8 - Qual a cor que dirias que melhor descreve a energia que transmites no Girassol?


Curiosamente, penso nisto imensas vezes e acabo por chegar Ă  conclusĂŁo que depende imenso do momento em que eu me encontro. No geral, acho que por mais voltas que dĂŞ levo sempre o Girassol de volta para o amarelo, porque para mim o mais importante Ă© transmitir aconchego, conforto e optimismo, tornar o meu cantinho da internet num lugar seguro, para quem o visita e tambĂ©m para mim. 




9 - Reparei que tinhas um canal de Youtube. Vi estes teus vĂ­deos e fiquei apaixonada. Fala-nos das curtas que já fizeste. O que Ă© que te dá mais gosto nesse processo apaixonante?


Antes de mais, obrigada! Fico sempre sem jeito quando dizem que gostam dos vídeos que eu faço!
Já escrevi e produzi duas curtas-metragens, completamente amadoras, quando estava no ensino secundário. A minha professora da altura deu-nos a opção de apresentar um livro, ou de realizar uma curta como trabalho final do perĂ­odo e eu, juntamente com as minhas amigas, escolhi tentar a minha sorte como cinĂ©fila. A primeira (10Âş ano) foi mais simples e rápida, ainda que tambĂ©m nos tenha dado imenso trabalho, mas diria que a segunda (11Âş ano) ganhou o meu coração por completo. Naquela altura, Ă©ramos completamente viciadas em The Breakfast Club (ainda hoje Ă© o meu filme favorito) e optámos por juntar esse conceito a inĂşmeros outros de vários filmes juvenis que gostávamos e o resultado foi magnĂ­fico e super gratificante. Graças a essas duas curtas-metragens nasceu o meu gosto por trabalhar em vĂ­deo e confesso que nĂŁo faço tantos projectos nessa área como gostaria. Para ser honesta, diria que a parte que mais gosto Ă© a planificação e o desenvolvimento da ideia e do conceito, porque Ă© a partir daĂ­ que tudo se desenrola e, mesmo quando aparece uma certa vontade de desistir, Ă© logo posta de lado, porque já temos esse objetivo final em mente e queremos muito que ele se concretize. 


10 - PorquĂŞ Girassol?

Gostava de te dar uma resposta bonita e uma razĂŁo com cabeça, tronco e membros, mas a verdade Ă© que fiz as coisas ao contrário. O meu blog nĂŁo se chama Girassol, porque o girassol Ă© a minha flor preferida. O girassol Ă© que Ă© a minha flor preferida, porque o meu blog se chama Girassol. Quando criei o blog tinha acabado de fazer 16 anos e, apesar de ter uma noção e estrutura de tudo o que queria fazer, nĂŁo tinha um nome. Como na altura, por algum motivo, a minha página do tumblr mostrava-me imensas fotografias de girassĂłis tomei isso como se fosse um sinal e aproveitei para apressar o lançamento do meu pequeno blog. No entanto, o primeiro nome que adotei foi “Sunflowers In The Wind” e sĂł mudei para o actual em Junho do ano passado, porque cheguei Ă  conclusĂŁo que fazia mais sentido que o nome, tal como as publicações, estivesse escrito em portuguĂŞs.




LINKS

Blogue:
http://opequenogirassol.blogspot.com/

Instagram:
@matildebcastanho

Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UCtvMqZ17nkK7C72kMjcMG4A

Twitter:
https://twitter.com/matildeatc99

Tumblr:
https://sereinxx.tumblr.com/

Todas as imagens e vídeos desta publicação são da Matilde.


[1] ENTRE VISTAS - AS GAVETAS DA ANDREIA MORAIS

[2] ENTREVISTAS - A INĂŠS, DO BOBBY PINS
InĂŞs Mota, autora do blogue Bobby Pins.
Inês, em primeiro lugar, muitos parabéns pelo teu doce aniversário! Que sejas sempre inspirada e inspiradora neste mundo maravilhoso!
Depois, agradecer-te por aceitares a entrevista! Espero que gostes e que esta partilha ajude mais pessoas a encontrar o teu cantinho online maravilhoso (AQUI)!
Espero que, se ainda não conhecem a Inês, gostem de conhecê-la 🌼
Vamos a isto?

Eu é que agradeço o convite, Carolina. É um privilégio participar no teu projeto!

1. Querida InĂŞs, conta-nos um pouco sobre ti e o Bobby Pins.
Como costumo dizer, a questĂŁo de um milhĂŁo de euros. Acho que eu e o Bobby Pins temos muita coisa em comum – nĂŁo fosse o meu blog um reflexo de mim e da minha identidade. Gosto de pensar que o Bobby Pins Ă© um refĂşgio seguro e feliz para qualquer leitor. Que seja quentinho no coração e que traga assuntos bons de conversar, conhecer, experimentar. Se as pessoas saĂ­rem do Bobby Pins melhores do que entraram, eu sinto que cumpri a minha meta.


2. Começo pelo tema que mais me fascina no teu blogue, o PASSAPORTE. De todas as viagens que já fizeste, em qual delas te sentiste mais «em casa» e em qual te sentiste mais «estrangeira»?
Uma pergunta muito interessante. Todas as viagens que fiz foram fantásticas e trouxe um pedacinho de cada lugar comigo atĂ© hoje. Certamente, nĂŁo seria a mesma InĂŞs se nĂŁo tivesse feito as viagens que fiz. Mas nĂŁo me senti ‘em casa’ em todos os lugares. Há lugares onde nos sentimos seguros, felizes, que gostamos de conhecer e atĂ© podemos querer regressar! Mas podem nĂŁo ter uma familiaridade quase mágica que nos faz andar com a confiança que sĂł temos nas nossas cidades. O lugar onde me senti mais estrangeira foi no Senegal. Foi o perfeito oposto da minha realidade, especialmente quando visitei a aldeia Beunoba. Eram um mundo completamente oposto do meu onde senti que era impossĂ­vel vivermos no mesmo planeta. As nossas rotinas, tradições e pensamentos eram totalmente diferentes. Foi o maior choque de realidade que já tive e sem dĂşvida que me fez sentir ‘longe’ de casa. Mas tambĂ©m me fez sentir mais privilegiada e grata quando regressei para a realidade que conheço.
Os lugares onde me senti mais em casa foram em Sevilha, Londres e Oslo. Das três, Sevilha talvez seja a mais natural, já que está no país vizinho, com uma cultura mais semelhante à nossa, uma língua da mesma mãe. Tem determinados fatores de familiaridade expectáveis. Mas Londres e Oslo foram uma completa surpresa e a sensação é talvez a mesma de quando te apercebes que te estás a apaixonar por alguém: estão a descobrir-se há muito pouco tempo mas parece que se conhecem há uma vida e todos os traços são familiares.
É andares em ruas completamente estranhas como se as conhecesses desde sempre, visitares os lugares com um carinho inusitado e olhares ao teu redor e concluĂ­res ‘sim, eu vivia aqui’. Das trĂŞs, a que me surpreendeu mais por sentir isto foi, sem dĂşvida, Oslo. Eu tinha expectativas de gostar, mas nunca pensei que teria expectativas de viver e ser feliz lá.


3. De todos os artistas/bandas que já viste ao vivo, houve algum em especial que tenha sido mais emocionante? Ou foram igualmente encantadores e cada um com a sua própria magia?
Há sempre concertos mais especiais, mas eu divido o primeiro lugar do pódio: Coldplay e Foo Fighters. Coldplay porque são a minha banda preferida de todos os tempos e vê-los ao vivo foi, definitivamente, um sonho tornado realidade. Daqueles sonhos bons.
Foo Fighters porque foram o melhor concerto que já assisti. Animais de palco, com uma interação inigualável e que me conquistou. Foi um espetáculo cheio de conversa que me deixou rouca e extasiada de ter estado ali, a desfrutar.
Outros concertos muito especiais foram Ludovico Einaudi, AnavitĂłria, London Grammar, The xx…


4. Esta Ă© mais difĂ­cil… lembras-te da primeira fotografia que tiraste? Se sim, podes falar-nos sobre ela?
Não me recordo especificamente da primeira fotografia que tirei mas recordo-me do dia em que recebi a minha primeira máquina fotográfica. Era uma descartável da marca O Boticário. A maior parte das fotografias estão péssimas mas tinha quatro ou cinco anos, não se podia pedir melhor. Mas estão todas guardadas num álbum e recordo-as sempre com muito carinho. Ainda tenho essa máquina, guardada.


Cabeçalho do Bobby Pins.



5. Qual foi a Ăşltima vez que olhaste para as estrelas? O que sentiste?
A última vez que olhei para as estrelas foi na Pampilhosa da Serra e escrevi uma publicação inteira sobre isso. Podia repetir-me de outra forma, mas acho que não sairia tão perfeito, portanto, partilho convosco o link.


6. Que cidade é para ti um abraço casa?
Aveiro! Torres Vedras, Lisboa, Sintra… Todas estas cidades sĂŁo cidades da minha vida. Mas Aveiro será sempre a cidade abraço casa.


7. Qual Ă© a primeira coisa que fazes ao entrar numa livraria?
Vejo as novidades e tento compreender rapidamente como é que o espaço e as prateleiras estão organizados.


8. Entre o Basquetebol e o Ballet, embora tenham sido frequentadas em alturas diferentes da tua vida, que modalidade sentiste que foi mais desafiante?
Sem sobra de dĂşvida o basquetebol. Eu nĂŁo tenho o perfil mais Ăłbvio de uma basquetebolista; nĂŁo sou alta, nĂŁo tenho propriamente grande força de braços… Portanto, o que me movia para o basquetebol era interesse e paixĂŁo pura, nĂŁo aptidĂŁo fĂ­sica, propriamente. Tive de trabalhar mais e quebrar muitas inseguranças. Mas fez-me crescer muito por dentro e ganhar fibra. O basquetebol deu-me algumas das amizades mais fortes que tenho e ensinou-me que quando aprendes a defender o teu lugar, a confiar nas tuas capacidades e a acreditar em ti, tornas-te numa pessoa melhor para os outros e consegues dar mais Ă  tua equipa, ao teu nĂşcleo, Ă s pessoas que amas.


9. Todos nós temos algumas personalidades que nos aquecem mais o coração e que admiramos, sejam artistas, atletas, celebridades... Existe alguma por quem nutres um carinho especial?
Tenho, obviamente, uma grande consideração por uma sĂ©rie de personalidades que, de certa forma, influenciaram o meu mundo, seja por uma descoberta, seja por tornarem o planeta onde habito melhor, seja porque mostraram que Ă© possĂ­vel… É inevitável reconhecer tudo aquilo de que foram capazes de chegar, conquistar, criar, inspirar. Eu valorizo muito isso.
Mas quando se fala de carinho e admiração – aquele intrĂ­nseco e quase visceral, digno de um fĂŁ de gema – eu remeto muito mais essas sensações e pensamentos para pessoas que conheço. Admiro profundamente todas as pessoas que amo porque as conheço e sei o quanto tiveram de trabalhar. Vi o backstage e isso deixa-me muito inspirada. Tenho sempre dificuldade a responder a esta pergunta quando se tratam de figuras mais populares porque o meu raciocĂ­nio Ă© imediato para o meu nĂşcleo. Mas uma figura que tem muito da minha admiração Ă© a Malala Yousafzai.

10. O que te traz serenidade ao coração?
Ah, tanta coisa…! E ainda bem que assim Ă©. Tempo sĂł comigo mesma traz-me serenidade. Ler um livro. Estar em famĂ­lia. O Outono. Estar confortável com uma mantinha e ouvir chuva ou trovoada lá fora. Carinho, amor, companheirismo. Os meus amigos. As minhas comidas preferidas. Escutar Coldplay. NĂŁo ter qualquer tipo de conflito interno ou externo por resolver. Saber que dei o meu melhor, todos os dias. O meu quarto. A Belka.
Cabeçalho do blogue da Andreia.



Carolina: Andreia, em primeiro lugar agradecer-te por aceitares a entrevista! Em segundo, espero que gostes e que ajude muito mais pessoas a encontrar o teu cantinho online maravilhoso!
Vamos a isto?



Andreia: Em primeiro lugar, quero agradecer-te por esta oportunidade tão aconchegante. É de coração que digo que o teu blogue é um dos meus favoritos, porque adoro a forma como te expressas e a amabilidade com que tratas as pessoas. Por isso, fico mesmo feliz por fazer parte desta nova rubrica. Em segundo, mencionar que as perguntas não foram nada fáceis. Mas por me obrigarem a pensar e a aprofundar certas temáticas é que se tornaram tão especiais. Obrigada!



1 - Andreia, conta-nos um pouco sobre quem és e o que são As tuas gavetas.

Sou uma menina-mulher fascinada pelas palavras, pelas pequenas coisas da vida, pelas minhas pessoas e por um conjunto de artes que me falam ao coração. Tirei o Mestrado em Educação Pré-Escolar, porque ser Educadora de Infância sempre foi o meu maior sonho. A par desse, tenho o desejo de publicar um livro. Faço coleção de dedais, adoro as carrinhas Pão de Forma, tenho dois gatos pretos [o Goji e o Silvestre] e sou apaixonada pela leitura. As gavetas da minha casa encantada, inevitavelmente, são uma extensão de mim. São o meu refúgio e a casa virtual que sempre ambicionei, pela sua pluralidade de temas, mas sem perder a minha essência, até porque só abordo tópicos que me entusiasmam.


2 - O que te inspira no dia-a-dia, no teu quotidiano, e atĂ© mesmo nas coisas mais triviais?

Pode soar a lugar comum, mas sĂŁo os pequenos nadas que me inspiram: uma mĂşsica, uma imagem, uma flor, o mar… Sinto que o segredo Ă© observar o que nos rodeia e colocarmo-nos inteiros no momento, porque sĂł assim poderemos desfrutar do melhor que a vida tem para nos oferecer. E Ă©, tambĂ©m, isso que nos dá motivação para continuar a nossa caminhada.


3 - Sabemos que Ă©s de Gaia e o teu coração Ă© e sempre será do Porto e do seu clube. Conta-nos… o que sentes quando vais ver um jogo?

É indescritĂ­vel! O ambiente arrepia e emociona. Uma vez, numa aula de inglĂŞs, a professora disse que nĂŁo compreendia o fascino de ver «22 marmanjos a correr atrás da bola» e eu ri-me. Sei que nem todos teremos a mesma paixĂŁo pelo futebol ou pelas modalidades – e isso Ă© completamente válido –, mas um jogo nunca será sĂł isso. No DragĂŁo sinto-me em casa e tenho pena de nĂŁo conseguir ir mais vezes. Porque tenho uma equipa que deixa a alma em campo, ao mesmo tempo que as bancadas se unem numa sĂł voz. Estamos todos focamos num motivo comum, ainda que possamos nĂŁo partilhar o amor pelas mesmas cores. E essa Ă© a magia de um jogo: Ă© ver arte em cada jogada, em cada finta, no espĂ­rito de famĂ­lia e nas conquistas. Mas tambĂ©m sentir todo o apoio quando o resultado nĂŁo nos Ă© favorável. Ir ao estádio Ă© ficar de coração nas mĂŁos. Mas pelos melhores motivos.


4 - Conhecemos a tua paixĂŁo e o teu talento na escrita. Quais sĂŁo as trĂŞs palavras portuguesas, completamente aleatĂłrias, que mais admiras? E porquĂŞ?

Saudade, porque me recorda aqueles e aquilo que fizeram parte do meu crescimento. E que tornaram a minha vida muito mais bonita, mesmo que hoje já não caminhem ao meu lado.
Colo, pela sensação de aconchego e de pertença.
Porto, porque soa a casa, a histĂłria, a amizade, a identidade.


5 - Lembras-te qual foi o primeiro livro que leste? Achas que consegues falar-nos um pouco sobre ele?

A minha memĂłria Ă© pĂ©ssima, por isso, nĂŁo consigo responder com exatidĂŁo, mas Ă© provável que tenha sido os “Contos do Canteiro de Cenouras”, uma coleção com quatro livros, cada um com uma histĂłria diferente, abordando a corrida entre um cágado e uma lebre, um concurso de legumes, um espetáculo de magia e as diferenças e semelhanças – e todas as lições que podemos adquirir ao explanar certas reações e comportamentos.


6 - De todas as tuas viagens pelo nosso paĂ­s saudoso, lembras-te de alguma lição ou outro aprendizado que te tenha marcado mais profundamente?

O país é o mesmo, mas cada lugar tem os seus costumes, as suas tradições, a sua forma de viver e olhar a vida. Portanto, acho que a maior aprendizagem é essa lufada de cultura, que nos alarga horizontes. Para além disso, é importante aventurarmo-nos de espírito livre e mente aberta. E estacionar o carro. Porque só vamos conhecer verdadeiramente os sítios se nos propusermos a palmilhá-los ao pormenor.


7 - De tudo o que há neste mundo, o que Ă© que te dá mais prazer fotografar? Consegues explicar a razĂŁo?

Fotografo tudo um pouco, mas sinto imensa paz ao captar registos do mar, de flores e de livros. Talvez não tenha uma explicação lógica, mas divirto-me imenso a fazê-lo. Porque têm a capacidade de me serenar, mas também de apelar à minha criatividade. Para além disso, tenho uma adoração por coretos, clarabóias e portas/janelas.


8 - Qual o artista (cantor/actor/escritor/escultor/pintor… etc.) portuguĂŞs por quem nutres um maior carinho?

É difĂ­cil limitar, porque sĂŁo vários. Mas admiro imenso o Rui Veloso, o Diogo Piçarra, a Cristina Ferreira, o Quaresma, o AndrĂ© Silva, o Ivo Canelas, o Ruy de Carvalho, a Ana Moura, a Torey Hayden,… Porque reconheço em todos eles um enorme talento e um compromisso sĂ©rio com a sua profissĂŁo.


9 - PorquĂŞ uma PĂŁo de Forma?

Gostaria de ter uma histĂłria mais interessante, mas a verdade Ă© que Ă© daqueles gostos que parecem nascer connosco. Sempre achei imensa graça a estas carrinhas, atĂ© pela sensação de liberdade. Sabes quando olhas para algo e o associas, automaticamente, a determinada situação? Isso acontece-me com as PĂŁo de Forma, porque sinto que sĂŁo a personificação de viagem e de aventura – sozinhos, em famĂ­lia ou entre amigos.


10 - O que Ă© que te traz serenidade ao coração?
Escrever. Estar com a minha famĂ­lia. Os abraços e as gargalhadas dos meus afilhados. Ler. Ouvir mĂşsica. Passear… SĂŁo tudo motivos que serenam o meu coração, pois atribuem um sentido ainda mais especial Ă  minha jornada. Mas, em primeiro lugar, o que me traz serenidade Ă© saber que estou bem resolvida comigo. Porque sĂł assim posso desfrutar de tudo o resto.
Mensagens antigas Página inicial
Com tecnologia do Blogger.

@the.ginger.bookworm

@the.ginger.bookworm
Where literature becomes home and poetry becomes shelter. Reading & writing. 🇵🇹🇨🇭 thegingerbookwormcontact@gmail.com

Pesquisar neste blogue

Afiliada Bertrand

Em www.bertrand.pt

Afiliada Wook

Categorias

  • Biblioteca
  • Buongiorno Principessa!
  • Caligrafia
  • Claquete
  • Clave de Sol
  • Entre Vistas
  • Mapas
  • Vida
  • w w w

Arquivo do blogue

  • ▼  2025 (4)
    • ▼  maio (4)
      • A Cidade das Palavras, de Alberto Manguel
      • Ler na Natureza
      • Hamnet, de Maggie O'Farrell
      • O regresso
  • ►  2023 (13)
    • ►  outubro (1)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (3)
    • ►  março (4)
    • ►  fevereiro (1)
  • ►  2022 (8)
    • ►  junho (5)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2021 (44)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (1)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (2)
    • ►  fevereiro (3)
    • ►  janeiro (30)
  • ►  2020 (135)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (31)
    • ►  outubro (30)
    • ►  setembro (9)
    • ►  agosto (8)
    • ►  julho (9)
    • ►  junho (4)
    • ►  maio (6)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (4)
  • ►  2019 (78)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (3)
    • ►  outubro (4)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (2)
    • ►  julho (6)
    • ►  junho (10)
    • ►  maio (8)
    • ►  abril (10)
    • ►  março (9)
    • ►  fevereiro (7)
    • ►  janeiro (11)
  • ►  2018 (114)
    • ►  dezembro (18)
    • ►  novembro (16)
    • ►  outubro (8)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (7)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (7)
    • ►  março (9)
    • ►  fevereiro (12)
    • ►  janeiro (13)
  • ►  2017 (46)
    • ►  dezembro (9)
    • ►  novembro (6)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (3)
    • ►  julho (11)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (2)
    • ►  janeiro (1)

GoodReads

2026 Reading Challenge

2026 Reading Challenge
The Ginger Bookworm has read 0 books toward her goal of 50 books.
hide
0 of 50 (0%)
view books

Publicações Literárias

  • CLUBE DE AUTORES
  • UNIAREA
  • Nova em Folha - UMA HISTĂ“RIA PRESA Ă€ LIBERDADE, Junho de 2020
  • Nova em Folha - APNEIA, Abril de 2020
  • (L)ESTES - Carta a uma (c)idade, 2018
  • Uniarea - Sentimentos de um(a) Finalista, Março de 2018
  • Uniarea - Eutanásia – uma perspectiva, Dezembro de 2017
  • Uniarea - Tu, na Tuna? Claro que sim!, Junho de 2017
  • Uniarea - De Caloira a quase Finalista de Fisioterapia, Abril de 2017

Copyright © The Ginger Bookworm. Designed & Developed by OddThemes