The Ginger Bookworm
Fotografia tirada por mim. Estação Ferroviária de Aveiro.
Neste dia, pelas 10h estava um dia cinzento e molhado em Coimbra. Uma névoa branca e densa cobre a cidade como que a protegê-la dos raios solares.

É Domingo e estamos em Julho. A cidade parece adormecida, sem estudantes, como se estivesse a descansar, a beber magia das profundezas do Mondego para saudar os novos estudantes que hão-de chegar em Setembro para uma nova aventura.

Entretanto, olho para o ecrĂŁ das partidas dos comboios, ansiosa por conhecer o Porto, por sentir a sua vida e a sua essĂŞncia. Estou certa que tem um encanto maravilhoso, tal como Coimbra!

Coimbra, até já, volto rápido para o teu coração!
Porto, espera por mim, por favor, e recebe-me com essa tua gente pura e genuína e com a tradição que tens desde que nasceste!
Logotipo da Tu Na D'ESTES. Conheçam a nossa Tuna AQUI .
Foi uma decisĂŁo repentina. De desespero. De querer fugir do stress do quotidiano e da ansiedade do trabalho exigido. Fruto da necessidade de ter a mĂşsica, a poesia e o espĂ­rito acadĂ©mico mais juntos a mim, colados ao meu coração, como um emblema.

NĂŁo entrei antes por achar que nĂŁo tinha tempo (a mĂŁe de todas as desculpas)… e eis que a verdade surge agora em mim – há sempre tempo para fazer aquilo que se gosta. Parece frase feita, mas cada vez mais acredito nela. Basta querer e trabalhar. Fazer o «sim» acontecer.

Pensei, entre emoções e angĂşstias de quase finalista, com a sensação de este tempo de estudante me estar a fugir por entre os dedos como grĂŁos de areia Ă  velocidade do vento, que, se nĂŁo fosse agora, nĂŁo seria nunca mais. Fiquei arrebatada, triste e desiludida comigo mesma, ao imaginar um futuro sem nunca ter pertencido a uma Tuna. E foi aqui, neste instante violento, que tomei consciĂŞncia do quĂŁo arrependida eu ficaria se tal acontecesse. Peguei na guitarra e levei-a comigo para a cidade. No dia seguinte, assisti ao meu primeiro ensaio e, se houvesse ainda dĂşvidas, aqui deixariam certamente de existir. Prometi a mim mesma que aproveitaria aquilo que devia e, se nunca o fizesse, estaria a quebrar uma promessa de mim para mim.

Entrei na semana do Festival organizado pela nossa Tuna e notava-se no ambiente – todos a zelar para que tudo corresse bem. E correu. Maravilhosamente bem! Percebi nestes curtos dias que acabamos por criar laços por este Portugal fora, quer com as gentes, histĂłrias e tradições de cada regiĂŁo que se visita, quer com os membros de outras Tunas. É incrĂ­vel! E enriquece-nos.

Estou no princĂ­pio, mas estou a adorar. Creio que muitas histĂłrias irĂŁo nascer nesta aventura em que me lancei e espero que um dia eu possa dizer, com orgulho nesta decisĂŁo, «Eu fiz parte de uma Tuna AcadĂ©mica e foi das melhores decisões que tomei!».

É mais um sonho que se está a concretizar. Estou a começar a fazer parte daquilo que arrepia o meu ser mais intangĂ­vel. Tudo o que escuto com o coração, sai na forma de pura alegria pelos poros da minha pele, em pleno ensaio. Ouço. Escuto. Absorvo. Sinto. Canto. Vivo uma felicidade maravilhosa enquanto o faço. Por mais ácido que tenha sido o dia, encontro aqui um escape a essa realidade. Saio da porta da faculdade com um sorriso no peito. Uma paixĂŁo que já nasceu comigo mas que apenas agora começo a aprender a trabalhar e a desenvolver. Outra famĂ­lia acadĂ©mica que vai na bagagem de memĂłrias doces do meu coração para o resto da minha vida. Por isso… Eu, na Tuna? Claro que sim! E devia ter entrado mais cedo!

TambĂ©m podem encontrar o meu texto aqui: Uniarea .

Este Verão já começou diferente. Algumas experiências novas estão por vir e outras já começaram e com elas só senti que cresci um bocadinho mais na minha alma.

As prĂłximas publicações serĂŁo sobre este crescimento interior que acho que deve começar o quanto antes, mas nunca será tarde para conhecermos melhor o mundo Ă  nossa volta e aquele que está dentro de nĂłs. 

NĂłs tambĂ©m temos fronteiras. Fora de nĂłs existe todo um estrangeiro por conhecer, mesmo que tenhamos a certeza de que já conhecemos aquele cantinho do mundo como a palma da nossa mĂŁo. Há sempre pedaços de HistĂłria(s) que nĂŁo conhecemos e que, se escavarmos com a nossa curiosidade saudável, acabamos por enriquecer um pouquinho mais o nosso «vocabulário» de vivĂŞncias. Quero dizer com «vocabulário» todos os termos e os seus conceitos devidamente aprendidos e sentidos na primeira pessoa. NĂŁo sĂł o saber de ouvir, de ler, de estudar (que tambĂ©m sĂŁo deveras importantes e jamais deverĂŁo ser desprezados), mas o saber de sentir, partilhar e viver. SĂŁo todos eles construtivos.

Se o fizermos, construímos mais um pouco da nossa pessoa. Vamos crescendo com a variedade de coisas que experienciamos. Perceberão que, quanto mais o fizerem, mais o querem fazer. É viciante!

E vamos fazendo crescer o que temos cá dentro, conhecendo-o melhor também.
Fotografia tirada pelo meu irmĂŁo.

Coimbra... a cidade onde entrei criança e me fiz mulher. A cidade que, de manhã, escondida entre o nevoeiro, me continua a encantar como no primeiro dia em que a vi e, ao entardecer, me faz cair de amores pelas águas do Mondego. A cidade onde cresci como estudante e como pessoa, onde (re)aprendi a amar. Onde estou Aqui e Agora e onde o meu coração há-de estar nos próximos tempos.
Fotografia tirada pelo meu irmĂŁo. Galiza, 2016.

Mergulhei num mar que não é azul, nem cristalino, mas aconteceu numa praia de ondas perfeitas. Tropecei numa rocha escondida pelos meus olhos e caí na areia fria sem me magoar. Deixei-me ali, deitada, a saborear aquela brisa salgada que me beijava o rosto e me soprava os cabelos, caracóis de avelã pendurados que caíam pelas costas e dançavam ao som do marulhar, a música que o mundo criou para nós. A areia colava-se aos meus braços e às minhas pernas e eu sentia o sal a passar da pele para o sangue. A minha voz voava ao ritmo da minha imaginação e cantava poemas de uma (c)idade inventada e esquecida.
Comecei a ouvir sussurros que não se calavam, vindos do horizonte, e continuavam, continuavam, até se tornarem gritos imperceptíveis que me explodiam a cabeça. Aproximei-me da água para os calar, mas gritavam cada vez mais alto. Desesperada, entrei na água. Dentro do mar, os gritos transformavam-se em cantigas doces e ternas! O mar era o Mar! O mar era o meu lar e seria ali que eu ficaria eternamente, a flutuar na espuma branca das ondas que davam à costa. Tornar-me-ia nas partidas e regressos constantes às arribas da terra da beira-mar. Seria eu para sempre parte do mar! Seria eu para sempre Mar!

Que o Bem-Me-Quer seja uma lufada de ar fresco para mim e para quem o visita.
Depois de algum tempo ausente por vários motivos, decidi que fazia sentido começar de novo. Algo mais fresco, mais leve e com um toque de vida renovado.
Deixando o passado no passado, no seu devido lugar, onde ele realmente pertence, trago comigo apenas o necessário - as doces memórias para recordar em qualquer momento e as lições aprendidas.
Sejam bem-vindos a este meu novo espaço e espero que gostem do ar que por aqui se respira.
A todos vocĂŞs, Bem-Vos-Quero! 


Hoje. 
A primeira vez que experimentei vir de comboio de Coimbra para casa... digamos que foi interessante. Aconteceu algo que não é suposto acontecer. Estava acompanhada por uma amiga que também estuda em Coimbra e conhecemos outras duas raparigas da nossa zona à conta disto!
Acontece que, por vezes, tem de haver uma troca, fazer ligação nas Caldas da Rainha, mas nem sempre Ă© necessário! Hoje, por obra do destino, foi preciso trocar de comboio. 
A primeira viagem atrasou quinze minutos. Ou seja, chegámos Ă s Caldas Ă  hora em que o outro comboio partia. Como ninguĂ©m disse nada e os avisos nĂŁo chegaram atĂ© nĂłs Ă  hora devida, das duas, uma... ou perdemos o comboio para casa, ou haveria um comboio mais tarde. Ouvimos que um comboio ia dar entrada, sĂł que nĂŁo conseguimos perceber para onde ia. Perguntámos Ă s raparigas que sabĂ­amos ser da nossa regiĂŁo e elas confirmaram. Entrámos... Pensámos que era o «nosso suposto comboio atrasado». 
O interessante foi vermos que se dirigia na direcção oposta Ă  qual pretendĂ­amos. Dirigi-me ao senhor responsável e perguntei se aquele era de facto o comboio que ia para onde querĂ­amos. Respondeu-me que nĂŁo, que era o que ia para Coimbra-B! 
«Whaaaat? Vim de lá agora!», pensei eu, meia baralhada!
Fiquei em «estado de choque», mas o senhor rapidamente percebeu a nossa preocupação e sugeriu que ficássemos em SĂŁo Martinho do Porto para apanhar o devido comboio. Uma das colegas ligou Ă  mĂŁe e conseguiu que nos viesse buscar.
Enquanto aguardávamos a sua chegada, aproveitámos para nos conhecermos melhor! Sem esperar, assistimos ao pĂ´r-do-sol em SĂŁo Martinho do Porto, no cafĂ©/restaurante Oceano a lanchar umas tostas mistas e torradas, todas juntas - quatro estudantes de Coimbra a partilhar memĂłrias inesquecĂ­veis de praxe, jantares e outros clássicos da cidade do conhecimento!
Pode ter sido uma longa, longa viagem devido a um pequeno engano, mas não deixou de ser um acontecimento com a sua graça e digno de um dia ser relembrado!

*2014



I had a friend was a big baseball player

Back in high school
He could throw that speedball by you
Make you look like a fool boy
Saw him the other night at this roadside bar
I was walking in, he was walking out
We went back inside sat down had a few drinks
But all he kept talking about was
Glory days well they'll pass you by
Glory days in the wink of a young girl's eye
Glory days, glory days
Well, there's a girl that lives up the block
Back in school she could turn all the boy's heads
Sometimes on a Friday I'll stop by
And have a few drinks after she put her kids to bed
Her and her husband Bobby well they split up
I guess it's two years gone by now
We just sit around talking about the old times
She says when she feels like crying
She starts laughing thinking about
Glory days well they'll pass you by
Glory days in the wink of a young girl's eye
Glory days, glory days
Think I'm going down to the well tonight
And I'm going to drink 'til I get my fill
And I hope when I get old I don't sit around thinking about it
But I probably will
Yeah, just sitting back trying to recapture
A little of the glory of, well time slips away
And leaves you with nothing mister but
Boring stories of
Glory days yeah they'll pass you by
Glory days in the wink of a young girl's eye
Glory days, glory days
Yeah, they'll pass you by
Glory days in the wink of a young girl's eye
Glory days, glory days

 


I get up in the evenin'
And I ain't got nothin' to say
I come home in the mornin'
I go to bed feelin' the same way
I ain't nothin' but tired
Man, I'm just tired and bored with myself
Hey there, baby, I could use just a little help
You can't start a fire
You can't start a fire without a spark
This gun's for hire
Even if we're just dancin' in the dark
Messages keeps gettin' clearer
Radio's on and I'm movin' 'round my place
I check my look in the mirror
Wanna change my clothes, my hair, my face
Man, I ain't gettin' nowhere
I'm just livin' in a dump like this
There's somethin' happenin' somewhere
Baby, I just know that there is
You can't start a fire
You can't start a fire without a spark
This gun's for hire
Even if we're just dancin' in the dark
You sit around gettin' older
There's a joke here somewhere and it's on me
I'll shake this world off my shoulders
Come on, baby, the laugh's on me
Stay on the streets of this town
And they'll be carvin' you up alright
They say you gotta stay hungry
Hey baby, I'm just about starvin' tonight
I'm dyin' for some action
I'm sick of sittin' 'round here tryin' to write this book
I need a love reaction
Come on now, baby, gimme just one look
You can't start a fire
Sittin' 'round cryin' over a broken heart
This gun's for hire
Even if we're just dancin' in the dark
You can't start a fire
Worryin' about your little world fallin' apart
This gun's for hire
Even if we're just dancin' in the dark
Even if we're just dancin' in the dark
Even if we're just dancin' in the dark
Even if we're just dancin' in the dark
Hey baby

 

And another one bites the dust
Oh, why can I not conquer love?
And I might have thought that we were one
Wanted to fight this war without weapons
And I wanted it, I wanted it bad
But there were so many red flags
Now another one bites the dust
Yeah, let's be clear, I'll trust no one

You did not break me
I'm still fighting for peace

I've got thick skin and an elastic heart
But your blade, it might be too sharp
I'm like a rubber band until you pull too hard
Yeah, I may snap and I move fast
But you won't see me fall apart
'Cause I've got an elastic heart

I've got an elastic heart
Yeah, I've got an elastic heart

And I will stay up through the night
Yeah, let's be clear, won't close my eyes
And I know that I can survive
I'll walk through fire to save my life
And I want it, I want my life so bad
I'm doin' everythin' I can
And another one bites the dust
It's hard to lose a chosen one

You did not break me
I'm still fighting for peace

I've got thick skin and an elastic heart
But your blade, it might be too sharp
I'm like a rubber band until you pull too hard
Yeah, I may snap and I move fast
But you won't see me fall apart
'Cause I've got an elastic heart

Oh, oh-oh-oh-oh-oh, oh-oh, oh-oh
Oh, oh, oh, oh
Oh, oh-oh-oh-oh-oh, oh-oh, oh-oh
Oh, oh, oh, oh

I've got thick skin and an elastic heart
But your blade, it might be too sharp
I'm like a rubber band until you pull too hard
Yeah, I may snap and I move fast
But you won't see me fall apart
'Cause I've got an elastic heart

I've got thick skin and an elastic heart
But your blade, it might be too sharp
I'm like a rubber band until you pull too hard
Yeah, I may snap and I move fast
But you won't see me fall apart
'Cause I've got an elastic heart

I've got an elastic heart

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