The Ginger Bookworm

No coração da nossa linda cidade do Porto, está a Livraria Lello, casa que recebe pessoas de todo o mundo com a mesma paixão - livros.

Antes de partilhar o que o meu coração sentiu, falemos primeiro um pouco sobre o seu passado e sobre os seus pilares.

Esta casa abriu as suas portas em 1881, pelas mãos dos irmãos Lello, José e António, ainda na Rua do Almada.

Mais tarde, em 1906, o negócio acaba por mudar a sua morada, para a Rua das Carmelitas, onde se localizava a Livraria Chardron, comprada pelos Lello, em 1894. É aqui que está o edifício tal como o conhecemos nos dias de hoje. Grande, com uma arquitectura luxuosa e bem trabalhada, invejável para qualquer amante de Livrarias e Bibliotecas.

Em 2015, decidiu-se introduzir um voucher de desconto em livros com o preço do bilhete da entrada, o que acho que foi uma boa forma de chamar ainda mais gente, especialmente os devoradores de livros. É uma óptima ideia e uma estratégia de aumentar o número de visitantes, mas também uma forma de incentivo à leitura.

Há cerca de 3 anos iniciaram-se obras no estabelecimento para manutenção e restauro de algumas áreas.

Para quem tem um lugar no coração dedicado aos livros, sabe que este lugar mágico não pode deixar de ser visitado. Os que já lá entraram dar-me-ão razão, certamente, pois o ar que se respira quando lá se entra é viciante e já não se quer sair. Os que ainda não entraram, façam o favor de um dia, quando pela Invicta passarem, perderem um pedacinho do vosso tempo com esta visita. Garanto-vos que não sairão arrependidos e quererão voltar.

Lá dentro, senti-me em casa, mesmo rodeada de pessoas desconhecidas. O que importava era o estar rodeada de livros, obras magníficas, em vários idiomas, num lugar com um tecto em gesso pintado, mas camuflado de madeira talhada, com fachadas neogóticas e bustos de figuras importantes na Literatura.

Mais uma Livraria a guardar neste meu coração de Bem-Me-Quer 🌼


Mais uma das visitas que nĂŁo me arrependo de ter feito por Coimbra.
Mas, afinal de contas, em Coimbra não me arrependo de nenhuma visita que fiz. Coimbra é linda no meu coração. Sempre.
Em pleno mês de Julho, para a despedida da vida de estudante, decidi então conhecer mais um monumento de Coimbra por dentro. E é lá dentro que a magia acontece, embora o pátio e a área externa, juntamente com a magnífica vista para a cidade sejam igualmente encantadores.














Fotografias tiradas por mim e pelo meu irmão, Tomás Ferreira.

Nos arredores da cidade de Torres Vedras está este pequeno tesouro - as Termas dos Cucos. Acho que nunca tinha visitado este espaço, embora fique na periferia da cidade do meu concelho.

Um local abandonado interiormente por muitos anos, mas um jardim muito bem tratado e merecedor de cenário de contos de fadas.

Senti-me uma criança novamente. O dia em que o visitámos foi de sol, daí a visita ter-se prolongado pela tarde fora.

Cada vez gosto mais de plantas, flores e jardins e este lugar despertou-me ainda mais este amor pela Natureza. 

O contraste entre as ruĂ­nas, os edifĂ­cios velhos e abandonados e a beleza incomparável no jardim e nas fontes, possĂ­veis de visitar, Ă© o aspecto que mais facilmente salta Ă  vista. No entanto, uma das caracterĂ­sticas que nos fazem sentir bem acolhidos neste espaço Ă© um corredor de árvores, arbustos, enorme que quase parece um tĂşnel pela sua altura que parecia fechar-se em cima (Ăşltima fotografia). Este belo corredor, já em estrada de alcatrĂŁo, Ă© a entrada deste local mágico.

Por fora, jardins bonitos e bem tratados.
Mas... e por dentro dos edifĂ­cios?
Deixo-vos ainda dois links com história e fotografias de alguém que a sabe contar e as soube captar, respectivamente:
1. https://torresvedrasweb.pt/termas-dos-cucos/
2. http://patrimoniodetorresvedras.blogspot.com/2012/10/termas-dos-cucos-imagens-de-uma-visita.html











Todas as fotografias são da minha autoria e do meu irmão, Tomás.

Das melhores visitas que fiz em Coimbra!

Localizado mesmo antes da Ponte de Santa Clara, o Mosteiro é um monumento incrivelmente bonito, apesar das ruínas. Ainda mais magnânima do que aquilo que aparenta a quem passa por fora, a sua beleza e dimensão superaram as minhas expectativas. Para um local tão discreto, fora do centro da cidade mais bonita do meu coração, é um lugar que me marcou pela positiva.

Fez-me recordar as minhas aulas de História (e Geografia de Portugal) em que dávamos não só, mas também, arte, os nomes técnicos de cada detalhe e os estilos diversos que iam surgindo com o passar das épocas.

Tenho pena de alguns desses conteúdos já se terem desvanecido da minha memória, mas é algo que tenciono mudar. Nos últimos anos, não tenho sido muito assídua em visitas a museus ou monumentos, mas desde o Verão de 2017 que as coisas estão a mudar. Tenho tentado visitar, conhecer, observar e admirar cada vez mais estes locais que, muitas das vezes, são mais acessíveis do que o que nós pensamos. E só temos a ganhar com isso!

Saímos pela mesma porta que entrámos, mas sempre mais ricos, (um bocadinho) mais sábios e mais felizes.




















Todas as fotografias foram tiradas por mim e pelo meu irmĂŁo.
Mondego.
Que palavra tão elegante, bonita, húmida e amorosa que me abraça quando vejo a cidade de Coimbra, mesmo ali, depois da ponte.
Escrevi um dia (aqui) que as águas do Mondego são o sangue da cidade. E, depois de nelas navegar um pouco, cada vez mais o sinto.

Foi tranquilizante e acalmou-me. Ver a minha Coimbra a afastar-se e a aproximar-se do barco, fez-me querer ver que, na verdade, Coimbra não sairá nunca dali.

Já me dizia alguém, com o seu sentido de humor e capacidade de conseguir fazer sempre o outro sorrir, que Coimbra não foge. Estará sempre lá para quando eu a quiser visitar. Um fim-de-semana, um feriado, umas férias para apaziguar a Saudade. E, quem sabe, um regresso.

Nunca será a mesma coisa, o mesmo ambiente, mas as histórias e as memórias são minhas e isso ninguém me pode tirar. As pessoas e os amores que construí ali estão comigo a cada batida de coração e não me esqueço nunca daquilo e de quem me tocou. De quem me fez bem, de quem consegui uma amizade, um amor querido e uma cumplicidade transparente e bonita de se ter.

Mondego, dentro de ti passei, no sangue de Coimbra toquei. Faço parte dela e ela de mim, graças a ti!

Mondego, obrigada por me mostrares que vocĂŞs estĂŁo aĂ­. Obrigada por esperares por mim, apenas uma das muitas pessoas que ficou apaixonada por ti e por Coimbra!














Preço por pessoa: 7€
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