The Ginger Bookworm


Lembras-me a tua irmĂŁ... a minha avĂł!
És tão grande nesse teu corpo pequeno, a fingir que és a mulher mais forte do mundo. A dizer à terra que estás bem e que não precisas de nada, quando estás mal e precisas de tudo! A perguntar aos teus se precisam de (mais) alguma coisa, como se te ter a ti já não bastasse. Como se não nos chegasse ter alguém como tu no nosso coração! Só precisamos que sejas feliz!
Mesmo quando já nĂŁo te lembras de mim, eu faço questĂŁo de te dar um beijinho nesse rosto cheio de tempo, histĂłrias e memĂłrias e dizer-te outra e outra vez quem sou. E tu dizes «Ai, mas que crescida e que bonita que estás!». E eu sei que, apesar de o dizeres, a tua cabeça nĂŁo te deixa recordar esta criança que te escreve.
Eu recordo-me de ti assim como recordo a minha avó! Duas irmãs da terra do mar, com almas de ouro, em corpos pequenos, magros e frágeis, berços de duas grandes mulheres, que o tempo tem pressa de me roubar!



Ă© qualquer coisa que dĂłi.

nĂŁo sei o que Ă© nem o porquĂŞ,

mas sei que me mata todos os dias.

ontem morri.

hoje morro.

amanhĂŁ hei-de voltar a morrer.



havia lágrimas dentro de mim

que eu nĂŁo conseguia chorar.

as minhas lágrimas

sorriem durante o dia e

choram durante a noite.


o meu sorriso chora.


o meu sorriso chora 

quando tenho saudade

e nĂŁo posso chorar.


o meu sorriso ama

as pessoas e Ă© eterno.

 






É nos momentos difíceis que se perde, mas também é nos momentos difíceis que se ganha.



Há vários tipos de pessoas - aquelas que não merecem as lágrimas que derramo e aquelas a quem devo a minha felicidade, a minha vida.
Sentei-me numas escadas de jardim, ouvi e senti as gotas grossa e pesadas da chuva no meu rosto. Era Inverno! Chovia. E eu estava sentada a fazer nada. Sozinha. A fazer nada. Admirava os pingos da chuva como uma criança admira as mil luzinhas da árvore de Natal - radiante com a sua beleza, com a autenticidade desses pontinhos que caíam sobre a minha cabeça pesada, sobre o meu cabelo castanho, encaracolado e progressivamente mais molhado, sem me questionar onde nascera tal fonte que, suspensa por cima do meu corpo, se matava aos poucos, sem fim, sem tempo.
Os meus olhos choviam também. Pérolas gastas pelo tempo, tornavam-se cinzentas de monotonia. A luz efémera da minha alma consumia-se a um passo superior à velocidade que eu outrora lhe permitira.
A minha força de vontade, o meu alento, que haviam estado em baixo, foram levantados por um dos mais preciosos anjinhos da guarda. (Infelizmente) Voltaram a cair, mas desta vez, desta derradeira vez, bateu mesmo no fundo e já não há nada que alguém possa fazer. Chovia.
Fiz coisas que nĂŁo se devem fazer. Tentei acabar com tudo. Tentei que tudo acabasse ali, naquele momento em que se decide o que fazer com a vida/morte.
E as lágrimas que não consegui derramar afogaram-me em mágoas desconhecidas.
As lágrimas que não consegui derramar, mataram aqueles que não as mereciam.

Amanhece devagar.

O sol beija as colinas e cobre-as de um orvalho diamantino.

Ouvem-se as rolas a cantar o segredo da manhĂŁ.

A vida muda num instante e quando damos por isso estamos a ser os adultos que nĂŁo querĂ­amos ser. Cada um de nĂłs define a sua liberdade consoante as suas posses e os seus gostos.

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Entre o início e o fim não está o meio. Estão coisas, muitas coisas... está muito mais do que um simples meio. A vida, por exemplo... ela começa e acaba, mas entretanto a vida vai acontecendo feita de meios.

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Foi uma dor tão grande que quis deixar de sentir, deixar de amar para não doer. Quis fugir dali, das lágrimas que eu engolia e dos sorrisos forçados que fazia.

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morrer rápido, cedo e depressa.

eles esquecem-se que sou uma mulher.

nĂŁo fui feita para amar. fui feita para sorrir.

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Apaixonei-me por ti no momento em que tocaste para mim. Aí, o meu coração caiu.
Amei-te no momento em que fingiste que nĂŁo me viste.

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Perdi-te em tristes baladas nocturnas
Nas noites chuvosas de Janeiro, soturnas.

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Entre uma palavra que me cala
e outra que me enlouquece
está um suspiro derretido
que me nĂŁo deixa viver.

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Sou flor de Primavera no teu jardim
concha e bĂşzio na areia do teu mar.
Pega-me, cuida de mim,
leva-me para amar.

.

És floco de neve no meu Inverno
Brisa quente nas tardes de Outubro
Derreto-te no meu coração eterno, rubro.

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Fecha os olhos. Abre o coração. Deixa Coimbra entrar. Foi Coimbra que me deu à luz, berço de minha alma.



Hoje Ă© noite de lua cheia. E eu nĂŁo a vejo. Mantos escuros escondem-na de mim e de outros curiosos, Ăşnicos e extravagantes.

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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...

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Dormir Ă© um desperdĂ­cio de tempo... passamos mais de metade da vida a fazĂŞ-lo.

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Mas o amor será sempre um mistério!

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Hoje, sinto-me uma nova pessoa. Sinto que (re)nasci. Foi Coimbra que me deu Ă  luz!

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A Ăşnica coisa impossĂ­vel de mudar nas nossas vidas Ă© se algum dia tentarmos acabar com elas! Há uma grande probabilidade de nĂŁo podermos mudar o que foi feito, pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher! 

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Houve, em tempos, um caderno. Sem nome, sem número. Talvez tivesse mesmo de ter sido assim porque acabei por queimá-lo. Entreguei-o à inexistência das coisas. Chamemos-lhe o caderno zero, aquele que existiu para ser esquecido, para se tornar inexistente, porque não foi nunca lido por ninguém a não ser pela pessoa que o escreveu - eu.

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É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!

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Que a felicidade seja a certeza mais certa em todos nĂłs!

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Ninguém é tão forte a ponto de NUNCA deixar de o ser!

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SĂł morre ou deixa morrer quem acredita na morte!

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Magoam-nos muito e torna-se amargo saber que pode voltar a acontecer. E de tão amargo que é, criamos uma cápsula de gelo à nossa volta, para servir de protecção à nossa alma!

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DevĂ­amos ensinar o mundo a gostar de ler. O mundo precisa de gostar de ler!

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Foi eterno enquanto durou.
Está na hora de entregar o Passado ao Tempo.

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E quando pensamos que é impossível amar alguém mais do que já amámos, mostram-nos que estamos errados!

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O tempo nĂŁo existe para mim.
Eu queria estar com os teus olhos, a dançar com eles no horizonte e a contar estrelas em noites quentes de Verão.
Sinto falta de alguém como tu. De alguém que me ensinava e que me conhecia melhor do que eu.

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Chi-coração Ă© um segredo sussurrado entre dois corações! Chi-coração Ă© colar dois corações!

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A maneira mais bonita de escrever é sentir o coração do mundo!

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Abraços - Que falta que às vezes fazem!
E que bons que sĂŁo!
Há dias em que precisamos mesmo de um! E quando alguém o percebe através dos nossos olhos é uma sensação inexplicável!

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O meu sorriso chora. O meu sorriso chora quando tenho saudade e nĂŁo posso chorar. O meu sorriso ama as
pessoas e Ă© eterno.

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As minhas lágrimas sorriem durante o dia e choram durante a noite.

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O mundo nunca precisou de nĂłs para existir!

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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...

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As memĂłrias das alturas reinam agora e eternamente
Pois altas estĂŁo elas e levantam-nos do Presente. 
Num Passado foram Vida, sĂŁo Hoje esculturas Mortas,
Vivem numa sombra esbatida e acordam almas absortas!

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Depois das palavras, uma lágrima e um sorriso!

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Um segredo na mão e eterna poesia no coração!

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Nunca esqueças os que fizeram de ti quem és!

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Às vezes, só é preciso um empurrão (e) de umas palavras para conseguires relembrar a chama da tua paixão que se apaga em dias de nevoeiro e que dói a acender no Inverno que há em ti!

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Sinto o tempo a fugir e não consigo pará-lo!

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Quando algo se parte, mesmo se se tentar colar os pedacinhos todos, nunca mais será a mesma coisa.

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Somos os escultores do corpo humano! ... inspiração em plena aula!

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O que foi feito de ti? 
Quando Ă© que te perdeste? 
Quando Ă© que deixaste esse teu coração abandonado por aĂ­, ao vento? 
Volta, por favor! Volta!

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As ruas são calmas... as casas é que têm monstros lá dentro!

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TĂŁo bem escrito. Tempo nĂŁo Ă© dinheiro... Tempo Ă© amor!
A saudade aperta tanto e eu nĂŁo consigo passar por cima dela!

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Às vezes, só precisamos de um motivo para escrever... Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração.

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Coimbra deu-me amores e amizades por este Portugal fora!

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O meu coração é todo Poesia!
O meu coração é metade Sophia!

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Sabes que nĂŁo vives sem uma coisa, se nĂŁo aguentas ficar sem ela durante um dia.
O meu coração também é das Letras!

CAROLIN

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