Há vários tipos de pessoas - aquelas que não merecem as lágrimas que derramo e aquelas a quem devo a minha felicidade, a minha vida.
Sentei-me numas escadas de jardim, ouvi e senti as gotas grossa e pesadas da chuva no meu rosto. Era Inverno! Chovia. E eu estava sentada a fazer nada. Sozinha. A fazer nada. Admirava os pingos da chuva como uma criança admira as mil luzinhas da árvore de Natal - radiante com a sua beleza, com a autenticidade desses pontinhos que caĂam sobre a minha cabeça pesada, sobre o meu cabelo castanho, encaracolado e progressivamente mais molhado, sem me questionar onde nascera tal fonte que, suspensa por cima do meu corpo, se matava aos poucos, sem fim, sem tempo.
Os meus olhos choviam também. Pérolas gastas pelo tempo, tornavam-se cinzentas de monotonia. A luz efémera da minha alma consumia-se a um passo superior à velocidade que eu outrora lhe permitira.
A minha força de vontade, o meu alento, que haviam estado em baixo, foram levantados por um dos mais preciosos anjinhos da guarda. (Infelizmente) Voltaram a cair, mas desta vez, desta derradeira vez, bateu mesmo no fundo e já não há nada que alguém possa fazer. Chovia.
Fiz coisas que nĂŁo se devem fazer. Tentei acabar com tudo. Tentei que tudo acabasse ali, naquele momento em que se decide o que fazer com a vida/morte.
E as lágrimas que não consegui derramar afogaram-me em mágoas desconhecidas.
As lágrimas que não consegui derramar, mataram aqueles que não as mereciam.
Amanhece devagar.
O sol beija as colinas e cobre-as de um orvalho diamantino.
Ouvem-se as rolas a cantar o segredo da manhĂŁ.
A vida muda num instante e quando damos por isso estamos a ser os adultos que nĂŁo querĂamos ser. Cada um de nĂłs define a sua liberdade consoante as suas posses e os seus gostos.
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Entre o inĂcio e o fim nĂŁo está o meio. EstĂŁo coisas, muitas coisas... está muito mais do que um simples meio. A vida, por exemplo... ela começa e acaba, mas entretanto a vida vai acontecendo feita de meios.
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Foi uma dor tão grande que quis deixar de sentir, deixar de amar para não doer. Quis fugir dali, das lágrimas que eu engolia e dos sorrisos forçados que fazia.
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morrer rápido, cedo e depressa.
eles esquecem-se que sou uma mulher.
nĂŁo fui feita para amar. fui feita para sorrir.
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Apaixonei-me por ti no momento em que tocaste para mim. AĂ, o meu coração caiu.
Amei-te no momento em que fingiste que nĂŁo me viste.
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Apaixonei-me por ti no momento em que tocaste para mim. AĂ, o meu coração caiu.
Amei-te no momento em que fingiste que nĂŁo me viste.
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Perdi-te em tristes baladas nocturnas
Nas noites chuvosas de Janeiro, soturnas.
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Entre uma palavra que me cala
e outra que me enlouquece
está um suspiro derretido
que me nĂŁo deixa viver.
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Sou flor de Primavera no teu jardim
concha e bĂşzio na areia do teu mar.
Pega-me, cuida de mim,
leva-me para amar.
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És floco de neve no meu Inverno
Brisa quente nas tardes de Outubro
Derreto-te no meu coração eterno, rubro.
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Fecha os olhos. Abre o coração. Deixa Coimbra entrar. Foi Coimbra que me deu à luz, berço de minha alma.
Hoje Ă© noite de lua cheia. E eu nĂŁo a vejo. Mantos escuros escondem-na de mim e de outros curiosos, Ăşnicos e extravagantes.
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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...
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Dormir Ă© um desperdĂcio de tempo... passamos mais de metade da vida a fazĂŞ-lo.
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Mas o amor será sempre um mistério!
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Hoje, sinto-me uma nova pessoa. Sinto que (re)nasci. Foi Coimbra que me deu Ă luz!
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A Ăşnica coisa impossĂvel de mudar nas nossas vidas Ă© se algum dia tentarmos acabar com elas! Há uma grande probabilidade de nĂŁo podermos mudar o que foi feito, pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher!
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Houve, em tempos, um caderno. Sem nome, sem número. Talvez tivesse mesmo de ter sido assim porque acabei por queimá-lo. Entreguei-o à inexistência das coisas. Chamemos-lhe o caderno zero, aquele que existiu para ser esquecido, para se tornar inexistente, porque não foi nunca lido por ninguém a não ser pela pessoa que o escreveu - eu.
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É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!
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Que a felicidade seja a certeza mais certa em todos nĂłs!
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Ninguém é tão forte a ponto de NUNCA deixar de o ser!
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SĂł morre ou deixa morrer quem acredita na morte!
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Magoam-nos muito e torna-se amargo saber que pode voltar a acontecer. E de tão amargo que é, criamos uma cápsula de gelo à nossa volta, para servir de protecção à nossa alma!
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DevĂamos ensinar o mundo a gostar de ler. O mundo precisa de gostar de ler!
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Foi eterno enquanto durou.
Está na hora de entregar o Passado ao Tempo.
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E quando pensamos que Ă© impossĂvel amar alguĂ©m mais do que já amámos, mostram-nos que estamos errados!
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O tempo nĂŁo existe para mim.
Eu queria estar com os teus olhos, a dançar com eles no horizonte e a contar estrelas em noites quentes de Verão.
Sinto falta de alguém como tu. De alguém que me ensinava e que me conhecia melhor do que eu.
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Chi-coração é um segredo sussurrado entre dois corações! Chi-coração é colar dois corações!
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A maneira mais bonita de escrever é sentir o coração do mundo!
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Abraços - Que falta que às vezes fazem!
E que bons que sĂŁo!
Há dias em que precisamos mesmo de um! E quando alguém o percebe através dos nossos olhos é uma sensação inexplicável!
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O meu sorriso chora. O meu sorriso chora quando tenho saudade e nĂŁo posso chorar. O meu sorriso ama as
pessoas e Ă© eterno.
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As minhas lágrimas sorriem durante o dia e choram durante a noite.
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O mundo nunca precisou de nĂłs para existir!
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Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...
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As memĂłrias das alturas reinam agora e eternamente
Pois altas estĂŁo elas e levantam-nos do Presente.
Num Passado foram Vida, sĂŁo Hoje esculturas Mortas,
Vivem numa sombra esbatida e acordam almas absortas!
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Depois das palavras, uma lágrima e um sorriso!
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Um segredo na mão e eterna poesia no coração!
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Nunca esqueças os que fizeram de ti quem és!
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Às vezes, só é preciso um empurrão (e) de umas palavras para conseguires relembrar a chama da tua paixão que se apaga em dias de nevoeiro e que dói a acender no Inverno que há em ti!
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Sinto o tempo a fugir e não consigo pará-lo!
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Quando algo se parte, mesmo se se tentar colar os pedacinhos todos, nunca mais será a mesma coisa.
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Somos os escultores do corpo humano! ... inspiração em plena aula!
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O que foi feito de ti?
Quando Ă© que te perdeste?
Quando Ă© que deixaste esse teu coração abandonado por aĂ, ao vento?
Volta, por favor! Volta!
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As ruas são calmas... as casas é que têm monstros lá dentro!
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TĂŁo bem escrito. Tempo nĂŁo Ă© dinheiro... Tempo Ă© amor!
A saudade aperta tanto e eu nĂŁo consigo passar por cima dela!
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Às vezes, só precisamos de um motivo para escrever... Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração.
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Coimbra deu-me amores e amizades por este Portugal fora!
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O meu coração é todo Poesia!
O meu coração é metade Sophia!
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Sabes que nĂŁo vives sem uma coisa, se nĂŁo aguentas ficar sem ela durante um dia.
O meu coração também é das Letras!
CAROLIN
A ideia de juntar um lar a um infantário/escola - ouvirĂamos dos mais velhos lições e aprenderĂamos com eles.
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Há dias em que penso que vou morrer de Saudade.
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Ah, os olhos dela que brilham em silĂŞncio, no ruĂdo da cidade!
Ah, os seus lábios que cantam memórias com o vento!
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As pessoas, antes de serem aquilo que aparentam ser, sĂŁo aquilo que sĂŁo!
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A vida dá voltas e voltas e tu não a queres perder!
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A morte vai e vem. A morte chama-nos e nĂłs respondemos.
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Ela queria apagar memĂłrias. Mas memĂłrias nĂŁo se apagam! Deterioram mentes e moem corações. Mas nĂŁo se apagam! Tenta-se esquecer, mas a cicatriz nĂŁo desaparece, apenas vai atenuando com o tempo... É difĂcil reviver momentos menos bons. É difĂcil perdoar!
Mas é pior se não tentar seguir em frente. Se ficar estancada no passado, nunca conseguirá recomeçar! E é necessário que ande para a frente porque para a frente é que é caminho!
Precisa de alguém (porque nem todos conseguimos reerguer-nos sozinhos) para apagar o cabelo que lhe esconde o rosto e para aquecer o que de si gelou! Sente falta de um abraço quente de uma amizade!
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Em tudo o que vivi, dei um pouco de mim... Perdi uma parte de mim!
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Tudo na vida tem um princĂpio e um fim... e eu sabia que um fim estava por chegar.
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A beleza da Matemática é igual à da Poesia - só a vê quem a sente!
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Os meus sonhos eram tudo o que tinha.
Mas esvaeceram-se.
Com eles, a minha alma também.
Com eles, morri!
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Já conseguiram imaginar a vossa vida sem Música?
É assustador tentar fazê-lo!
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NĂłs somos filhos do Pecado! Filhos do sangue venenoso que nos corre nas veias. É por isso que Ă© tĂŁo difĂcil nĂŁo pecar. Quando damos por nĂłs, lá estamos a pecar novamente, a manchar o coração e a sujar a alma.
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Temos de ouvir, de escutar a bendita voz sagrada. De falar com ela, de agradecer, de orar, de acreditar. Porque ela existe e nĂłs... NĂłs sĂł nos apercebemos disso quando a desgraça e o fim do mundo nos bate Ă porta. Mas tambĂ©m Ă© preciso saber dar graças pelo que temos e porque estamos bem, porque Ă© aĂ que se vĂŞ a bondade divina... A saĂşde, o amor, a famĂlia (de sangue ou nĂŁo)!
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Os homens são os pincéis que pintam a tela de Deus. Se és um deles, cuida dos movimentos que fazes!
Os homens são os pincéis que pintam a tela de Deus. Se és um deles, cuida dos movimentos que fazes!
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Se o vento levasse as doces memĂłrias tal como leva o pĂł, serĂamos todos uns tristes amargos.
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Já olharam para uma fotografia e começaram a chorar?
A fotografia guarda, de maneira tão honesta, um instante, um pedaço de momento, uma lâmina de uma vida.
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O mais difĂcil Ă© olhar para o espelho e ver quem quero!
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Se não houvesse música, eu já estaria morta.
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Se nĂŁo posso viver a realidade, deixem-me sonhar com as histĂłrias.
Um dia, dirĂŁo que sou louca. Nesse dia, direi que Ă© mentira, que sou apenas mais uma sonhadora.
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Caramba! E o que seria do mundo sem palavras?
Como seria bom se o mundo fosse poesia!
Vejo inĂşmeras fotografias da minha tia. NĂŁo sei o que pensar, nem o que dizer. Fico sem palavras ao olhar para aquele passado tĂŁo dela, mas que preenche este meu pedacinho de presente.
Naqueles dias, eu nem era sonhada na mente dela. Sei que era feliz da maneira como vivia. Consigo senti-lo pela expressĂŁo que tinha.
Tudo nela me parece perfeito: os olhos brilhantes e cheios de vida, as mãos pequenas e delicadas e o cabelo solto, natural, misterioso... Olho para ela e vejo alguém que me inspira, que me dá alento e que, acima de tudo, sorri quando me vê! Faz-me sentir segura e amada. Faz-me ser criança outra vez!
Há pessoas que deviam saber o quão importantes são para nós. Apesar de tudo o que lhes dizemos e fazemos, parece-nos sempre que é insuficiente para lhes conseguir explicar este sentimento tão forte, tão (e)terno que temos por elas. Não consigo demonstrar, de forma lógica, aquilo que sinto. Assim como não consigo descrever o que sinto quando alguém me abraça, também não consigo descrever este amor.
Amo-te como se fosses minha mĂŁe. SĂł te quero ver feliz!
Todas as tias deviam saber o quanto sĂŁo amadas, porque todas elas amam os sobrinhos como se fossem os seus filhos. Eu sei disso, tia! Tu Ă© que tomaste conta de mim. Tu Ă© que viste o meu primeiro dente de leite cair. NĂŁo foste uma ama. Foste uma mĂŁe!
Para todas as tias... um obrigada do tamanho do mundo, do fundo do coração, por serem as mulheres que nos amam incondicionalmente, sem sermos filhos delas!
Há dias em que preciso de música para me arrancar as palavras dos dedos. Outros, preciso apenas do silêncio e de mim, no meu canto, agarrada a qualquer coisa com o coração.
Sinto falta daquele tempo que tinha para me dedicar com toda a calma Ă escrita e Ă leitura! Desde que entrei na faculdade este tempo livre esvaeceu e eu tenho deixado tanta coisa por escrever que me sinto a morrer neste aspecto. Preciso, para alĂ©m de tempo, de algo que me faça acreditar que vale a pena continuar nisto ou se o melhor Ă© continuar a escrever para as gavetas, como tem sido nestes Ăşltimos meses. Já nĂŁo tenho coragem de publicar muita coisa que escrevo e os textos, frases e outros pequenos versos vĂŁo ficando fechados no caderno de capa negra. Preciso de ler mais para isto nĂŁo acontecer tanta vez, mas ultimamente tenho-me sentido tĂŁo esgotada, tĂŁo exausta, com o trabalho que tenho tido, que sinto que nĂŁo consigo pegar num livro e lĂŞ-lo atĂ© ao fim, a menos que esteja de fĂ©rias! E sinto-me tĂŁo, mas tĂŁo culpada. Sinto que estou a deixar abrandar esta minha paixĂŁo por falta de tempo. Por falta de vida! Estou a ser comida por dentro por um bicho qualquer que desconheço, porque já nĂŁo tenho a «garra» (nĂŁo consigo arranjar melhor palavra, desculpem) que tinha dantes, para passar um par de horas agarrada ao lápis e ao papel a escrever e reescrever. NĂŁo consigo fazĂŞ-lo sem pensar no que ainda tenho para fazer e na monstruosidade de coisas que deveria estar a estudar, em vez de estar agarrada a um bloco de notas com phones nos ouvidos.
Tenho tentado fazer exercĂcio para ver se toda esta ansiedade vai acalmando, mas nem na porra de uma corridinha eu deixo de pensar que estou a ficar sem tempo para fazer os meus deveres. Ainda agora começou o semestre e eu já nĂŁo consigo adormecer a pensar no dia seguinte. Contrastando, (e vĂŁo perceber que sou bem esquisitinha), quando vou a casa de fim-de-semana ou de «fĂ©rias», fico horas na cama e sĂł me levanto porque começo a ter dores nas costas. Sinto-me sem energia para sair e nem aos jantares de curso (que sĂŁo das melhores coisas da faculdade e Ă© aquilo que mais gosto) arranjo força para ir! NĂŁo me consigo explicar, porque eu gostava mesmo de ir, mas a minha disposição e nĂvel de energia está em baixo e sĂł me apetece hibernar.
*fictĂcio (2012)
Dar Vida. Em conjunto, a dois. Antes de mais nada, ser Vida. Ser verdadeiramente feliz. Depois, alimentar esse amor diariamente com a palavra, a atitude, o respeito, a confiança. Construir um lar, a partir dos alicerces essenciais, ao longo de uma vida fiel. Mais tarde, surgirá a necessidade de não sermos apenas dois, mas três, ou quatro, ou até mesmo cinco. Então, o milagre da vida acontecerá em mim, em ti, em nós. Do nosso ser, surgirá o fruto que, após rebentar o botão, dará origem a uma flor - alguém. Esse alguém será o nosso tudo, o nosso próximo propósito de vida. Trazer ao mundo um nome. Uma história.
Educá-lo e ensiná-lo com amor e toda a disponibilidade materna e paterna. O primeiro sorriso, a primeira palavra! Que alegria Ăşnica! Depois, o primeiro passo... e a partir daĂ o tempo voa como uma gaivota no seu manto azul celeste, sem fim e sem destino. O primeiro dezanove de Março e o primeiro Domingo de Maio no primeiro ano de escola deverĂŁo ser inesquecĂveis. É a partir daĂ que, anualmente, os frutos se lembrarĂŁo das sementes de uma forma tĂŁo genuĂna, tĂŁo deles. Receber um enorme beijo e abraço quando os vamos buscar Ă escola. O prazer eterno de ouvir aquelas vozes doces e apetecĂveis, uns enormes e sentidos «MĂŁe» e «Pai». Vale a pena viver, se assim amar.
Se assim for, estou tranquila se a existĂŞncia nĂŁo passar da existĂŞncia!
O primeiro dente a baloiçar. O primeiro caracol de cabelo cortado. O orgulho de conseguir arrancar o dente sem doer «quase nada». O primeiro brinquedo, aquele que nĂŁo largará nem no banho, aquele que vamos insistir para ele largar mas que será a mesma coisa que falar para um boneco. As imensas fotografias que imortalizarĂŁo estes tempos de ouro. O primeiro trambolhĂŁo de bicicleta, de patins e de skate. O desenho animado favorito, aquele que lhe servirá de inspiração durante alguns meses. A primeira birra. E a segunda. E a terceira...
O primeiro dia de escolinha. A primeira amizade colorida. A descoberta de que os meninos são diferentes das meninas. As perguntas do porquê de assim ser. As perguntas do porquê de não ser de outra maneira. Os porquês disto e os porquês daquilo... Os porquês que pensaremos não terem fim! O nosso espanto com a inteligência de um pequenote que formula pensamentos tão grandes e questões tão complicadas de responder.
A seguir, o aparecimento de mais um irmão, mais um fruto do nosso amor. Recebê-lo-emos de coração puro e aberto (mas desta vez, com mais experiência). Será o nosso presente para o primeiro fruto e ele tratá-lo-á como tal. Um sonho realizado, uma vida feliz. Duas existências que não foram em vão. Porque houve um propósito. Porque houve amor. Porque houve frutos.
Os primeiros melhores amigos. As primeiras zangas. As primeiras desilusões. O primeiro desgosto amoroso. As primeiras lágrimas derramadas por um pedacito do coração ter ficado «engripado». Os nossos abraços e outras ternuras inesquecĂveis que eles vĂŁo precisar nessas alturas. Os nossos sorrisos que pedirĂŁo sem falar e que entenderemos pelo olhar. O nosso apoio. O nosso «Vai correr tudo bem!», mesmo que a gente suspeite que nĂŁo será assim. É preciso acreditar neles e fazĂŞ-los perceber que acreditamos mesmo. A nossa esperança de que tudo lhes será possĂvel. A nossa previsĂŁo de que serĂŁo os nossos herĂłis, como aqueles da B.D. que lhes dávamos a conhecer quando Ăam para a cama.
Os primeiros erros. As primeiras indecisões. O verdadeiro stress na escola. A preocupação de subir a mĂ©dia. A profissĂŁo por escolher. As dĂşvidas existenciais. As Ă©pocas propĂcias a pancadas desnecessárias causadas pela entrada em «piloto automático»... enfim, tudo aquilo por que passamos todos, mais ou menos intensamente. As noites em branco, a estudar. As insĂłnias, aquele mau pressentimento que nĂŁo nos deixa descansar. As figuras de zombie que se fazem depois disto... As nossas reprimendas do costume (que sabemos nĂŁo terem efeito nenhum... já tivemos a idade deles, de que servem os paninhos quentes?). A universidade por escolher. A vida por planear!
ApĂłs inĂşmeras experiĂŞncias e memĂłrias incontáveis, chegará o momento de voarem. É a lei da Vida... tambĂ©m já nĂłs voámos! Teremos a sensação horrĂvel de algo tĂŁo nosso nos estar a escapar por entre os dedos e nĂŁo podermos fazer nada! Agora, Ă© a vez deles serem felizes, acompanhados, unindo-se num sĂł, com alguĂ©m. Tal como nĂłs, em tempos.
Restamos nós, dois corpos e duas almas. Esperamos os dois pelo último suspiro! Peço que o meu surja primeiro, ou que surjam simultaneamente para não vivermos sós, seja onde for.
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica
Ao melhor dos seus ouvintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica
Ao melhor dos seus ouvintes
As mĂŁos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor sorria
E ao partir agradecia
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor sorria
E ao partir agradecia
SĂŁo os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Que nos fazem duvidar
Que a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal
Compramos a entrada p'ra sessĂŁo
Pra ver tal personagem no écrã
O rosto maltratado era a razĂŁo de ele
NĂŁo aparecer pela manhĂŁ
Pra ver tal personagem no écrã
O rosto maltratado era a razĂŁo de ele
NĂŁo aparecer pela manhĂŁ
Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá
Pára um louco
A fazer-lhe companhia
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá
Pára um louco
A fazer-lhe companhia
E sempre a mesma voz o mesmo olhar
De quem nĂŁo mede os dias que vagueiam
Sentado la continua a cravar beijinhos
Ă€s meninas que passeiam.
De quem nĂŁo mede os dias que vagueiam
Sentado la continua a cravar beijinhos
Ă€s meninas que passeiam.
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